O INIMIGO NÚMERO UM DO VATICANO

Um dia Fittipaldi recebeu uma estranha carta com uma lista de propriedades imobiliárias da Igreja em Londres, Paris e Roma avaliadas em 4 bilhões de euros (17 bilhões de reais). Investigou a fundo e conseguiu fazer várias fontes denunciarem um bom número de negócios obscuros da cúria vaticana. Revelou tudo em suas reportagens publicadas pelo semanário L’Espresso e agora em Avarizia (Avareza), um livro que revela os segredos da Igreja e que pode lhe render oito anos de prisão por causa de um processo aberto contra ele.

O crente e o não-crente para quem “Jesus sabe bem”

Entrevista- Público – 20/12/2015 Carlos Vaz Marques  (Texto) e  Nuno Ferreira Santos  (Fotografia)  O escritor Frederico Lourenço, fascinado pelo texto bíblico, tem dificuldade em aceitá-lo como texto sagrado. Levamo-lo ao encontro de um religioso conhecido pela sua heterodoxia. Há um aspecto em que Frei Domingues e Frederico Lourenço estão de acordo: Jesus “sabe sempre bem”.

Afastar Dilma agora seria golpe, diz autor de ação contra Collor em 92″

FERNANDA MENA – Entrevista com Dalmo Dallari “É golpe porque é contrário à Constituição.” É assim que Dalmo de Abreu Dallari, decano jurista e professor emérito da Faculdade de Direito da USP, se refere ao pedido de impeachment atualmente em trâmite na Câmara dos Deputados. “Impeachment sem fundamento jurídico é um golpe porque é uma violência”, acrescenta.

“A população brasileira não se reconhece no atual jogo político”

 Renato Pereira (Zurique, 1959) é o marqueteiro estrela do PMDB no Rio. O também antropólogo coleciona cinco vitórias consecutivas com as campanhas de Sérgio Cabral e Luiz Fernando Pezão para governador e Eduardo Paes à Prefeitura, hoje os principais aliados políticos de Dilma Rousseff para sair vitoriosa do processo de impeachment. Pereira também trabalhou no início da campanha presidencial de Aécio Neves, do PSDB, mas a parceria afogou-se em divergências insuperáveis.

Estamos dentro da guerra: é a morte da Europa?

 Depois da “crise financeira” e da “crise dos refugiados”, a guerra poderia matar a Europa, a menos que a Europa dê um sinal de existir diante da guerra. Esse é o continente que pode trabalhar para a refundação do direito internacional, vigiar para que a segurança das democracias não seja paga com o fim do Estado de direito, e buscar na diversidade das comunidades presentes no seu território a matéria para uma nova forma de opinião pública. A opinião é do filósofo francês Etienne Balibar, professor emérito da Universidade de Paris

Pacto das Catacumbas, Papa Francisco e a Igreja dos pobres

“Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no que concerne à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo que daí se segue”, escreviam há 50 anos os 40 bispos que, no dia 16 de novembro de 1965, durante a fase final do Concílio Vaticano II, assinaram o Pacto das Catacumbas. “Eu não vivo no luxo. O meu apartamento tem 296 metros quadrados, e eu não vivo sozinho. Moro com uma comunidade de três irmãs que me ajudam”, declara hoje o ex-secretário de Estado vaticano do Papa Ratzinger, o cardeal Tarcisio Bertone.

A reforma da Igreja e os “sofrimentos apostólicos” do Papa Francisco

 A “barca de Pedro” está atravessando águas de um tempo muito singular, impulsionada por ventos primaveris, mas também sacudida por correntes geladas e povoadas de um novo conformismo. Até mesmo os beneficiários de documentos roubados tentam ganhar dinheiro com suas mercadorias traficadas apresentando-se como defensores da “reforma desejada por Francisco”. É possível confundir-se. E neste caso poderia ser útil recordar algumas coordenadas proporcionadas pelo cardeal Godfried Daneels, arcebispo emérito de Malinas-Bruxelas. Suas palavras são neutras e, como sempre, não são necessariamente óbvias.