A Igreja com que Francisco sonha

“De uma Igreja encerrada na sacristia a uma Igreja acidentada por sair à rua”.  Claro que a uma Igreja que sai à rua pode acontecer o que acontece a qualquer um: um acidente. “Mas quero dizer francamente: prefiro mil vezes uma Igreja acidentada a uma Igreja doente. A doença maior da Igreja fechada é a doença autorreferencial: ver-se a si mesma, curvada sobre si própria.” Daí, a tarefa constitutiva da “missionariedade”, do ecumenismo e do diálogo inter-religioso.

Novos olhares sobre o casamento

 Jesus de Nazaré rejeita apenas a família como um mundo fechado, esquecida do nosso parentesco universal.   Nos séculos I-III, o casamento era uma questão terrena que se procurava viver em espírito cristão: casava-se no “Senhor”, sem cerimónias próprias. Os cristãos casavam-se como os não cristãos: uns, segundo os ditames do Direito Romano, outros conforme os costumes locais (o direito consuetudinário). O grande cuidado a ter era com os ritos e sacrifícios pagãos que estivessem em contradição com a mensagem cristã.

A ecologia integral do Papa Francisco

 “A mudança indicada é a mudança de um antropocentrismo explorador para um biocentrismo participativo. Esta mudança requer algo além do ambientalismo, que permanece sendo antropocêntrico enquanto tenta limitar os efeitos deletérios da presença humana no meio ambiente”, escreve Dave Pruett, ex-pesquisador da NASA, professor emérito de Matemática da James Madison University, Virgínia (EUA), publicado por The Huffington 

O filho do Concílio e a luta contra o clericalismo

 João Vitor Santos e Patricia Fachin “Nas ‘estruturas fundantes da vida eclesial’, começa a se afirmar uma ‘lógica nova’: a colegialidade sinodal, o primado da misericórdia, a crítica do clericalismo e a prioridade de uma Igreja pobre são apenas alguns dos sinais dessa passagem, que agora inicia de verdade”, analisa o professor. 

  “Leigos não precisam de Bispo-piloto, mas de Bispo-pastor”, afirma Papa Francisco

Papa Francisco à CEI: não sejais tímidos na denúncia aos corruptos. Denunciai vigorosamente a corrupção, não sejais abstractos nos vossos documentos pastorais, reforçai o papel dos leigos para que sejam responsáveis, sem necessidade de um “bispo-piloto” – algumas das indicações que o Papa Francisco deu aos bispos italianos, reunidos na Sala Nova do Sínodo, no Vaticano, para a sua 68ª Assembleia Geral, centrada na Exortação Apostólica “Evangelii Gaudium”.

A Igreja e o processo de abertura que nunca acaba

Roberto Zwetsch: “Francisco defendeu que a igreja dos pobres é mais que uma categoria sociológica, filosófica ou política. Ela tem um significado teológico, pois ‘Deus manifesta sua misericórdia a eles’”, afirma o teólogo.

”Os fiéis estão com Francisco. A Cúria não é essencial.”

Massimo Franco – Segunda, 11 de maio de 2015 O papa isolado? “Nada disso. As pessoas estão com ele. Os seus adversários são mais fracos do que acreditam.” A Cúria vaticana? “Não é essencial. O papa poderia até ir morar fora de Roma, ter um dicastério em Roma e um em Bogotá.” Um retorno ao passado depois de Francisco? “Atrás não se volta. Se e quando ele não for mais papa, a sua herança permanecerá.”

Francisco: o primeiro Papa totalmente pós-Concílio. Entrevista especial com Massimo Faggioli

“Jorge Mario Bergoglio de 2013 é um papa diferente do que teria sido se ele tivesse sido eleito em 2005”, diz o historiador. A novidade contida em Francisco, reconhecida por teólogos, leigos e religiosos, está em pensar uma Igreja aberta para o povo, mais simples e comprometida com o diálogo. São ares que renovam o oxigênio de uma entidade secular para que encare desafios da modernidade e pós-modernidade. Para o historiador Massimo Faggioli, a própria escolha de Bergoglio, um bispo latino-americano, em 2013 revela o desejo de renovação na Igreja. Renovação que aparece também na leitura que tem do Concílio Vaticano II.

Um prefeito nem sempre é perfeito

Quem se julga o centro da Igreja, perde-se do Espírito de Cristo e pensa que só ele tem a chave da salvação.  Até agora, ninguém havia teorizado, a partir do próprio centro da Cúria Romana, uma exigência de normalização do pontificado, como se depreende das palavras citadas por Müller. Acredito que aqui se deva constatar, com preocupação, que esse parece ser, até agora, o mal-entendido mais substancial dos pontificados de João XXIII e de Francisco, curiosamente unificados pela característica de terem “pouca estrutura teológica”.

HOMENS PROIBIDOS – O filme que pode mudar a História da Igreja

 “Os sacerdotes estão se mobilizando no campo dos direitos humanos, abordando não apenas o Vaticano, mas também a Organização das Nações Unidas (ONU) para conseguir a liberdade e o direito de se casar. Só o Papa, o revolucionário Papa, que pode abolir rapidamente a obrigação do celibato, devolvendo a estes homens os seus direitos naturais e humanos”.