A reviravolta chave do Sínodo: o retorno repentino do gradualismo

De repente, no Sínodo dos Bispos sobre a família de 2014, o “gradualismo”, um conceito tanto da teologia moral católica quanto da prática pastoral, que não muito tempo atrás parecia à beira de ser retirado do léxico oficial, está de volta para se vingar.

Cardeal do Brasil defende acolhida a casais gays

 O cardeal brasileiro Dom Raymundo Damasceno Assis defendeu ontem na assembleia do Sínodo Sobre a Família, no Vaticano, que a Igreja se mostre como “casa paterna” e acolha “situações familiares difíceis”, como a de uniões homossexuais.

Papa Francisco, o sínodo e a herança do Vaticano II.

Do “papa teólogo” Bento XVI, passamos a Francisco, o papa com o cheiro das ovelhas que não nega as evidências, mas assume o salto entre Evangelho e doutrina. Alguns o chamavam de modernismo, mas não é nada mais do que a Igreja na modernidade.

“Não às divisões em partidos pelo Sínodo”, pede o cardeal Ouellet  

 A visão dos bispos “divididos segundo partidos” não é própria da Igreja e por isso deve ser evitada durante o próximo Sínodo. Assim se manifestou uma figura de referência da Santa Sé, o cardeal canadense Marc Ouellet (foto), em um discurso para prelados do “velho continente”, reunidos em Roma pela assembleia do Conselho de Conferências Episcopais da Europa. Em seu discurso, afirmou que apenas um “diálogo construtivo” permitirá “ver com olhos de pastores misericordiosos as alegrias e as penas das famílias”.

“Alguns cardeais temem que tudo entre em colapso e algo seja mudado”

 Entrevista com o cardeal Kasper. “O Evangelho não é um museu, não é um código penal, não é um código de doutrinas e mandamentos. É uma realidade vivente na Igreja e nós temos que caminhar com todo o Povo de Deus e ver quais são suas necessidades. Alguns cardeais temem que haja um efeito dominó e que, caso algum ponto seja mudado, tudo entre em colapso”.

Convidados para jantar, proibidos de comer (1)

A participação numa refeição pertence à simbólica da Eucaristia. Voltemos a assuntos … que farão parte dos debates do próximo sínodo. A pergunta inevitável é esta: qual é o estatuto espiritual dos católicos que vivem em união de facto e dos católicos divorciados recasados?

Proximidade e esperança – alavancas do apostolado

QUINTA-FEIRA, 18 DE SETEMBRO DE 2014 Abílio Louro de Carvalho A cada passo se tecem encómios ao poder local em virtude do serviço de proximidade que os seus titulares prestam às populações. Criticam-se duramente os Governos por encerrarem departamentos do Estado que a nível local exerciam um serviço de proximidade.

Comunhão aos divorciados recasados. O sim “in pectore” de Francisco

O Papa Francisco deu sinal verde para a discussão. Entre os favoráveis e os contrários, ele não diz em que campo está, mas parece estar mais próximo dos primeiros do que dos segundos. Um teólogo australiano explica o porquê. A reportagem é de Sandro Magister e publicada no sítio Chiesa.it, 08-09-2014. A tradução é de André Langer.