Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia, um novo passo de “um ‘kairós’ para a Igreja e o mundo”
Luis Miguel Modino. – 17/ 06/2019 – Foto: Carta Maior Um fruto de um longo percurso, isso poderia definir o Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia que esta segunda-feira, 17 de junho, foi apresentado no Vaticano. Nele, como indicado na conclusão do documento, “tem se escutado a voz da Amazôniaà luz da fé (Parte I) e tem se tentado responder ao clamor do povo e do território amazônico por uma ecologia integral (Parte II) e pelos novos caminhos para uma Igreja profética na Amazônia (III Parte)”. A reportagem é de Luis Miguel Modino.
Em eleição crucial, CNBB escolhe trilhar os caminhos do Papa Francisco
“Será uma presidência que não buscará confronto. Mas, se houver ataques, certamente defenderá a Igreja” Thais Reis Oliveira – 14 Maio 2019 Foto: Nova Diretoria da CNBB / Canção Nova Motivo de tensão entre a ala social da Igreja Católica, a ensaiada guinada reacionária da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) naufragou. Ao menos pelos próximos quatro anos, o setor do episcopado que torce o nariz para as ideias do papa Francisco continuará a atuar nas franjas da estrutura eclesiástica. A reportagem é de Thais Reis Oliveira, publicada por CartaCapital, 14-05-2019.
“Este Sínodo, pode ter a magnitude vulcânica do Vaticano II”, afirma Presidente da Família Franciscana do Brasil
Luís Miguel Modino – 21 Maio 2019 Foto: Índia Mapuche abençoa o Papa Francisco / elpais.com O Sínodo para a Amazônia está levando às congregações religiosas a uma reflexão em torno das problemáticas que esse momento está apresentando para a vida da Igreja. Tem acontecido muitos encontros em volta dessa temática, o que mostra que, além de documentos, o Sínodo está provocando novos caminhos, novos modelos de evangelização, de enfrentar os desafios da missão, especialmente na região amazônica.
Igreja pode ordenar casados na Amazônia: ‘Sínodo dirá sim ou não’, afirma D. Cláudio
Uma das soluções para a falta de padres seria usar leigos de vida exemplar, que teriam a dispensa do celibato católico José Maria Mayrink e Pedro Venceslau, São Paulo – 22/03/2019 Foto: Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Imagem: Divulgação/Arquediocese de São Paulo. Trabalho pastoral de evangelização, preservação do meio ambiente, combate à pobreza, desmatamento da floresta, proteção à população indígena e formação do clero para a região estão entre os temas que serão debatidos pelo Vaticano, em outubro, na Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Amazônia. Um dos principais desafios é aumentar o número de sacerdotes, que hoje é insuficiente para atender a uma comunidade de mais de 34 milhões de habitantes espalhados pelos territórios de noves países, cuja superfície ultrapassa 7,5 milhões de km2.
Órgão ligado à Igreja Católica critica general Heleno e defende mobilização pela Amazônia
Rafael Neves – 19/02/2019. Imagem: Ecoamazônia O observatório da política da CBJP (Comissão Brasileira de Justiça e Paz), órgão autônomo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), publicou nesta terça-feira (18) uma nota de repúdio a declarações do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, em relação ao Sínodo da Amazônia, reunião de bispos marcada para outubro deste ano, no Vaticano. A reportagem é de Rafael Neves, publicada por Congresso em Foco, 18-02-2019.
Governo Bolsonaro e o Vaticano – ‘Familiaridade aziaga com métodos empregados por governos totalitários’
O pedido de fazer com que funcionários do governo participem do Sínodo é patético. Além de demonstrar profunda ignorância histórica, cultural e diplomática, parada na década de 30. Roberto Romano – 12/02/2019 – Foto: Marcelo Camargo -Agência Brasil A mente pouco iluminada dos que hoje deveriam comandar a diplomacia brasileira parou nos anos 30 do século 20. Quem no governo imagina conseguir vantagens políticas pressionando a Hierarquia Católica de modo vertical e por meio de um governo como o italiano, mostra familiaridade com os métodos empregados por governos totalitários no trato com o Vaticano. O episódio apenas evidencia o atraso histórico e cultural do governo Bolsonaro O comentário é de Roberto Romano, professor da Unicamp, publicado no Facebook, 11-02-2019.
Arcebispo ucraniano pede “prudência” sobre padres casados
John L. Allen Jr., e Ines San Martin, 23/10/2018 Foto: despiertoinfo.com Até agora, não houve grandes batalhas políticas durante o Sínodo dos Bispos deste mês, sobre os jovens, mas, quando outro grupo de cerca de 300 bispos se reunir em Roma no próximo ano para o Sínodo sobre a região amazônica, algumas previsões anunciam tensão em torno de um ponto há muito tempo sensível no debate católico: padres casados. A falta de padres costuma ser terrivelmente aguda em algumas partes da Amazônia, e alguns bispos da região há muito preferem a ideia de ordenar os viri probati, que significa homens casados provados.
Permitir aos padres apaixonados que se casem. Francisco pondera uma grande virada
Carlo Di Cicco – 23/10/2018 – Foto: Daqui Não se trata de vê-lo como remédio contra a pedofilia, mas como uma escolha para garantir sacerdotes apaixonados por sua vocação em tempo integral com outros casados em apoio do ministério e da própria família. Um livro deixa entender que, talvez, tenha chegado à hora certa para uma decisão do papa esperada por todos. O problema será abordado em 2019 no Sínodo sobre a Amazônia A reportagem é de Carlo Di Cicco, vaticanista, publicada por Tiscali, 22-10-2018.
Amazônia: Novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral. Carta do III Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal
REPAM – 24 Agosto 2018 “A Igreja na Amazônia está inserida num contexto eclesiológico mais amplo que é a Igreja no continente americano e caribenho. Por isso, ao concluir esta carta, não poderíamos deixar de destacar que a vivência eclesial em nossa região encontra-se em plena consonância com todo o debate em torno do tema do Sínodo e em profunda comunhão com o magistério do Papa Francisco”, afirma a Carta do III Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, 23-08-2018.
Guaracema Tupinambá: “Para falar de ministérios teríamos que nos despir dos modelos que nós temos, fechados nos sacramentos”
Por Luis Miguel Modino –Foto: Portal das CEBs O Sínodo da Amazônia é considerado pela irmã Guaracema Tupinambá como “o jeito da Igreja ouvir a voz dos povos da região, os povos nativos, ações mais vulneráveis”. Mas além de tudo, o mais importante é desenvolver uma metodologia que leve a escutar de verdade, a “ouvir com o coração… e ouvir os clamores do povo”. A provincial das Cônegas de Santo Agostinho, reconhece que na Amazônia a gente encontra uma “vida ameaçada em todos os sentidos”. O Sínodo da Amazônia é considerado pela irmã Guaracema Tupinambá como “o jeito da Igreja ouvir a voz dos povos da região, os povos nativos, as populações mais vulneráveis”.