Ataque ao Sínodo Pan-Amazônico por grupos conservadores ligados à Igreja Católica

Tânia Monteiro – 28/08/2019 – Foto: Dom José Luís Azcona –  Daqui Insatisfeitos com o tom adotado pelos organizadores do Sínodo da Amazônia, representantes de grupos conservadores ligados à Igreja Católica vão realizar nos dias 4 e 5 de outubro, em Roma, um encontro para contestar a abordagem sobre a questão ambiental. Setores católicos questionam o que classificam como tentativas de interferência em “soberanias nacionais” e criticam o endosso a políticas ambientais que privariam a população da região amazônica do desenvolvimento. A reportagem é de Tânia Monteiro, publicada por O Estado de S. Paulo, 28-08-2019.

Marcha das Mulheres Indígenas divulga documento final: “lutar pelos nossos territórios é lutar pelo nosso direito à vida”

“Seremos sempre guerreiras em defesa da existência de nossos povos e da Mãe Terra”, afirma documento da mobilização Por Assessoria de Comunicação do Cimi – 15/08/2019 Na terça-feira (13), mulheres indígenas ocuparam Brasília em defesa dos seus direitos. Foto: Tiago Miotto/Cimi Outras Fotos: Andressa Zumpano – CPT/MA e Adi Spezia – Cimi ‘ Após cinco dias de debates e manifestações em Brasília, as representantes de mais de 130 povos indígenas que participaram da I Marcha das Mulheres Indígenas divulgam o documento final da mobilização. “Somos totalmente contrárias às narrativas, aos propósitos, e aos atos do atual governo, que vem deixando explícita sua intenção de extermínio dos povos indígenas, visando à invasão e exploração genocida dos nossos territórios pelo capital”, afirmam no documento.

“A contribuição fundamental dos povos indígenas para a humanidade é uma nova forma de relacionamento com a natureza”

Entrevista com Patrícia Gualinga Luís Miguel Modino – 26 Julho 2019 Patrícia (Foto: Luis Miguel Modino)  Considerada uma das vozes mais relevantes do povo Kichwa de Sarayaku, Patrícia Gualinga tornou-se referência internacional por defender a Amazônia equatoriana e seus povos, uma terra onde a fronteira extrativista continua avançando, sem respeitar as leis e com o apoio do governo equatoriano, que “se concentrou maciçamente na promoção de atividades extrativistas dentro dos territórios dos povos indígenas”, como ela reconhece. A entrevista é de Luis Miguel Modino. 

Cardeal peruano defende agenda do Sínodo amazônico após ataques de Müller e Brandmüller

Joshua J. McElwee –19 Julho 2019 Foto: Daqui Um importante cardeal sul-americano defende a agenda da próxima reunião de bispos católicos da região amazônica, em outubro, depois que dois cardeais europeus aposentados alegaram publicamente que isto desrespeita os ensinamentos da Igreja. A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 18-07-2019. A tradução é de Natália Froner dos Santos.

Cuidar das pessoas e do mundo: Perspectiva indígena.

Cuidar das pessoas e do mundo: Artigo de Justino Sarmento Rezende, indígena do povo Ʉtãpinopona/Tuyuk Pe. Justino Sarmento Rezende – 26 Junho 2019 “O Sínodo da Amazônia veio para nos provocar. Que tenhamos a capacidade de colocar-nos no lugar do outro. Para quem não nasceu nem vive na Amazônia, é difícil o exercício de pensar os desafios da Amazônia, a partir das visões dos povos amazônicos e indígenas. Percorrer um caminho interior de superação dos preconceitos, desrespeitos, discriminação, exclusão historicamente construídos por diversos membros da Igreja. Os povos indígenas precisam ser reconhecidos e respeitados pela Igreja para que vivendo em seus territórios construam uma Igreja com rosto indígena“. A análise é do Pe. Justino Sarmento Rezende, sdb [1], Indígena do povo Ʉtãpinopona/Tuyuka e membro do conselho preparatório do Sínodo para a Amazônia.

Padres casados espanhois, diante do Sínodo da Amazônia: entre a esperança e a decepção

  Jesús Bastante – 22.06.2019   Foto: O papa, com um grupo de padres casados nos arredores de Roma / RD Tradução: Orlando Almeida Ramón Alario, Tere e Andrés ou Julio Pinillos e Emília Robles, lideranças históricas doMovimento para Celibato Opcional (MOCEOP)  fazem reflexão sobre o celibato e os ‘viri probati’ Para nós tem sabor de pouco. Soa como remédios caseiros e pontuais”, lamentam Tere e Andrés, do MOCEOP.

“O celibato está em perigo com o Sínodo da Amazônia?”. A resposta de um bispo mexicano

Miroslava López – 9 Junho 2019 O número 129 do documento de trabalho para o próximo Sínodo da Amazônia declara:  “Afirmando que o celibato é um dom para a Igreja, pede-se, para as áreas mais remotas da região, a possibilidade de ordenação sacerdotal para pessoas idosas, de preferência indígenas, respeitadas e aceitas por suas comunidades, mesmo que já tinham uma família constituída e estável, com o objetivo de assegurar os sacramentos que acompanham e sustentam a vida cristã”.

Fim da lei do celibato dos padres?

  Anselmo Borges, 22/06/2019 Foto: Padre, com esposa e filho / Centro de Vocações Anglicanas do Brasil Se no próximo Sínodo sobre a Amazónia, “os bispos concordassem em ordenar homens casados, o Papa, na minha opinião, aceitaria essa posição. O celibato não é um dogma, não é uma prática inalterável”.  (cardeal Walter Kasper) Isso não seria nada de extraordinário. De facto, no catolicismo de rito oriental, continua a ordenação de casados e os padres anglicanos casados que se convertem são aceites na Igreja católica na condição de casados. Mais importante: a lei do celibato, como ficou dito, não é um dogma de fé, mas uma medida disciplinar.

O Sínodo para a Amazônia não deve se concentrar “apenas na ordenação de homens casados”.

Balanço de Mauricio López sobre as reações ao Instrumentum Laboris IHU – 18 Junho 2019 Na foto: Mauricio López /  Repam O Sínodo para a Amazônia é um processo que tem suas raízes bem além do 15 de outubro de 2017, dia em que o Papa Francisco o convocou em Roma, para surpresa de quase todos. Este 17 de junho, o processo sinodal deu um novo passo com a apresentação do Instrumentum Laboris, que gerou muitas notícias e manchetes, que rapidamente fluíram como rios de fogo em todos os cantos do mundo.