Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia, um novo passo de “um ‘kairós’ para a Igreja e o mundo”

 Luis Miguel Modino. – 17/ 06/2019 – Foto: Carta Maior   Um fruto de um longo percurso, isso poderia definir o Instrumentum Laboris do Sínodo para a Amazônia que esta segunda-feira, 17 de junho, foi apresentado no Vaticano. Nele, como indicado na conclusão do documento, “tem se escutado a voz da Amazôniaà luz da fé (Parte I) e tem se tentado responder ao clamor do povo e do território amazônico por uma ecologia integral (Parte II) e pelos novos caminhos para uma Igreja profética na Amazônia (III Parte)”. A reportagem é de Luis Miguel Modino.

“Este Sínodo, pode ter a magnitude vulcânica do Vaticano II”, afirma Presidente da Família Franciscana do Brasil

Luís Miguel Modino – 21 Maio 2019  Foto: Índia Mapuche abençoa o Papa Francisco / elpais.com O Sínodo para a Amazônia está levando às congregações religiosas a uma reflexão em torno das problemáticas que esse momento está apresentando para a vida da Igreja. Tem acontecido muitos encontros em volta dessa temática, o que mostra que, além de documentos, o Sínodo está provocando novos caminhos, novos modelos de evangelização, de enfrentar os desafios da missão, especialmente na região amazônica.

Igreja pode ordenar casados na Amazônia: ‘Sínodo dirá sim ou não’, afirma D. Cláudio

Uma das soluções para a falta de padres seria usar leigos de vida exemplar, que teriam a dispensa do celibato católico   José Maria Mayrink e Pedro Venceslau, São Paulo – 22/03/2019  Foto: Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).  Imagem: Divulgação/Arquediocese de São Paulo.  Trabalho pastoral de evangelização, preservação do meio ambiente, combate à pobreza, desmatamento da floresta, proteção à população indígena e formação do clero para a região estão entre os temas que serão debatidos pelo Vaticano, em outubro, na Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Amazônia. Um dos principais desafios é aumentar o número de sacerdotes, que hoje é insuficiente para atender a uma comunidade de mais de 34 milhões de habitantes espalhados pelos territórios de noves países, cuja superfície ultrapassa 7,5 milhões de km2.

Órgão ligado à Igreja Católica critica general Heleno e defende mobilização pela Amazônia

Rafael Neves – 19/02/2019. Imagem: Ecoamazônia O observatório da política da CBJP  (Comissão Brasileira de Justiça e Paz), órgão autônomo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), publicou nesta terça-feira (18) uma nota de repúdio a declarações do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, em relação ao Sínodo da Amazônia, reunião de bispos marcada para outubro deste ano, no Vaticano. A reportagem é de Rafael Neves, publicada por Congresso em Foco, 18-02-2019.

O Sínodo sobre a Amazônia é um desafio desse pontificado. Entrevista com Luis Liberman

Griselda Mutual – 14 Dezembro 2018 Foto: Francisco em Puerto Maldonado – Peru / Vatican Media  O professor de Ciências Antropológicas Luis Liberman é diretor e fundador da Cátedra do Diálogo e da Cultura do Encontro — hoje Instituto. O recente acordo com a Repam, a complexidade do território amazônico e alguns dos seus desafios, a relação com o Papa Francisco e o diálogo inter-religioso foram alguns dos temas abordados na entrevista. A entrevista é de Griselda Mutual, publicada por Vatican News, 11-12-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.

Amazônia: Novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral. Carta do III Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal

REPAM – 24 Agosto 2018  “A Igreja na Amazônia está inserida num contexto eclesiológico mais amplo que é a Igreja no continente americano e caribenho. Por isso, ao concluir esta carta, não poderíamos deixar de destacar que a vivência eclesial em nossa região encontra-se em plena consonância com todo o debate em torno do tema do Sínodo e em profunda comunhão com o magistério do Papa Francisco”,  afirma a Carta do III Encontro da Igreja Católica na Amazônia Legal, 23-08-2018.

”O único antídoto contra o clericalismo é um laicato maduro.” Entrevista com Mauricio López

Luis Miguel Modino – 25 Julho 2018 – Foto: diocese de Jales Mauricio López diz que é mexicano por nascimento, equatoriano por opção e amazônico por vocação. O atual secretário executivo da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) está encerrando o seu serviço à frente das Comunidades de Vida Cristã (CVX), presentes em cerca de 70 países e vinculadas à Companhia de Jesus, com a qual colaboram não em função da instituição, mas sim da missão. A reportagem é de Luis Miguel Modino, publicada em Religión Digital, 23-07-2018  

Guaracema Tupinambá: “Para falar de ministérios teríamos que nos despir dos modelos que nós temos, fechados nos sacramentos”

Por Luis Miguel Modino  –Foto: Portal das CEBs O Sínodo da Amazônia é considerado pela irmã Guaracema Tupinambá como “o jeito da Igreja ouvir a voz dos povos da região, os povos nativos, ações mais vulneráveis”.   Mas além de tudo, o mais importante é desenvolver uma metodologia que leve a escutar de verdade, a “ouvir com o coração… e ouvir os clamores do povo”. A provincial das Cônegas de Santo Agostinho, reconhece que na Amazônia a gente encontra uma “vida ameaçada em todos os sentidos”. O Sínodo da Amazônia é considerado pela irmã Guaracema Tupinambá como “o jeito da Igreja ouvir a voz dos povos da região, os povos nativos, as populações mais vulneráveis”. 

Vaticano procura ‘novas formas’ de acesso à comunhão na região amazônica

Joshua J. McElwee – 10 Junho 2018 Foto: Wikipedia – A bacia do Rio Amazonas Um documento do Vaticano, destinado a auxiliar na preparação do Sínodo dos Bispos para a Região Amazônica se concentra no modo como o ministério da Igreja na região de nove nações está sobrecarregado e chama para a consideração de “novas formas” que permitam aos leigos “melhor e mais frequente acesso à Eucaristia”. A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 08-06-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

Por “uma Igreja com rosto amazônico e com rosto indígena”. O Sínodo Pan-Amazônico e a busca de um novo paradigma de evangelização.

Entrevista especial com Paulo Suess Por: Patricia Fachin | 11 Maio 2018 Foto: Cronica Viva A busca de novos caminhos para a evangelização, especialmente das comunidades indígenas que vivem na Amazônia, mote que orienta o Sínodo Pan-Amazônico a ser realizado em outubro de 2019, significa a “busca de um novo paradigma para a evangelização”, “porque, mesmo depois de 500 anos, nos caminhos da primeira evangelização ainda há entulho teológico-pastoral da época do império e da colonização, impedindo que se forje uma Igreja autóctone”, diz Paulo Suess à IHU On-Line, ao comentar o sentido da convocatória feita pelo papa Francisco.