Papa irá se reunir com governadores da Amazônia; Bolsonaro fica de fora

11 de outubro de 2019 – (Foto: Reuters | Isac Nóbrega/PR) Papa Francisco atendeu a pedido dos governadores da Amazônia Legal e marcou para 28 de outubro a 1ª Cúpula dos Governadores dos Estados da Pan Amazônia. Jair Bolsonaro, que tem atacado o Sínodo da Amazônia, não foi convidado

Esperamos  que a igreja norte-americana aprenda com o sínodo pan-amazônico

  Richard Gaillardetz – 16/09/2019 –Tradução: Orlando Almeida Foto: Isidoro Jajoy, um xamã da tribo Inga da Colômbia, abençoa as pessoas em Bogotá em 14 de agosto durante uma reunião preparatória para o Sínodo dos Bispos para a Amazônia, em outubro. (CNS / Manuel Rueda) Os católicos daquela região estão enfrentando um tremendo  desafio à sua vida sacramental, já que a proporção entre sacerdotes e pessoas católicas, em algumas sub-regiões, é de  1 para 16.000. É esta situação que levou o  Instrumentum Laboris , o documento de trabalho preparado antes do sínodo, a aventar a possibilidade de ordenação de  viri probati , ou seja, de homens maduros e casados, como sacerdotes.

Por que a Amazônia merece um Sínodo. Artigo de Michael Czerny e D. David M. de A. Guinea

Michael Czerny e David Guinea – 12/09/2019  – Foto: Francis Vaquero –  Flickr “Durante o Sínodo de outubro, todo o mundo deveria caminhar com as pessoas da Amazônia – sem pretender alargar ou desviar a sua agenda, mas para ajudar o Sínodo a ter impacto”, escreve Michael Czerny, jesuíta, novo cardeal e David Martínez de Aguirre Guinea, frade dominicano, bispo de Puerto Maldonado, Peru. Ambos são secretários especiais do próximo Sínodo dos Bispos. O artigo é publicado por Civiltà Cattolica, 12-09-2019.

Carta do Encontro de Estudo do Instrumento de Trabalho do Sínodo da Amazônia

“Defendemos de modo intransigente a Amazônia” REPAM-CNBB.  Foto: REPAM – 31 Agosto 2019 “Junto com o Papa Francisco, defendemos de modo intransigente a Amazônia e exigimos medidas urgentes dos Governos frente à agressão violenta e irracional à natureza, à destruição inescrupulosa da floresta que mata a flora e a fauna milenares com incêndios criminosamente provocados”, afirmam os participantes, bispos, padres, religiosas e religiosos, leigas e leigos das Igrejas amazônicas que participaram do encontro de estudo do Instrumento de Trabalho do Sínodo da Amazônia, realizado em Belém no final do mês de agosto de 2019. A carta foi publicada no dia 30 de agosto de 2019.

Teólogo e ativista sócio-político-religioso brasileiro vê os incêndios na Amazônia como “apocalípticos, dantescos”

  Inés San Martín – 26 de agosto de 2019 Tradução: Orlando Almeida Nuvens de fumaça perto de Humaitá, no Brasil, durante um incêndio na floresta pluvial da Amazônia, em 17 de agosto de 2019. Em 22 de agosto,líderes do Conselho Episcopal Latino-Americano pediram uma ação internacional para salvar a floresta enquanto os incêndios continuavam a alastrar-se.   (Crédito: foto do CNS / Ueslei Marcelino, Reuters.)

O manifesto do Papa Francisco para salvar a Amazônia da destruição

O papa está um passo à frente na capacidade de ouvir os povos indígenas e os governos poderiam extrair frutos com o método e estilo do sínodo para iniciar políticas conservadoras e promocionais para aquele imenso território de alto risco.   de Carlo Di Cicco –  25/08/2019 –  Foto: Daqui Tradução: Orlando Almeida Somente no Brasil, entre 2003 e 2017, foram 1.119 nativos da Amazônia mortos por defender seus territórios e isso porque questionar o poder de defesa do território e dos direitos humanos “está colocando a vida em risco, abrindo um caminho de cruz e martírio ”. O Papa Francisco foi o primeiro a tentar dar uma resposta cultural orgânica ao clamor das populações indígenas da Amazônia engajadas na luta “contra aqueles que querem destruir a vida” da natureza e não respeitam os direitos humanos “.

“A contribuição fundamental dos povos indígenas para a humanidade é uma nova forma de relacionamento com a natureza”

Entrevista com Patrícia Gualinga Luís Miguel Modino – 26 Julho 2019 Patrícia (Foto: Luis Miguel Modino)  Considerada uma das vozes mais relevantes do povo Kichwa de Sarayaku, Patrícia Gualinga tornou-se referência internacional por defender a Amazônia equatoriana e seus povos, uma terra onde a fronteira extrativista continua avançando, sem respeitar as leis e com o apoio do governo equatoriano, que “se concentrou maciçamente na promoção de atividades extrativistas dentro dos territórios dos povos indígenas”, como ela reconhece. A entrevista é de Luis Miguel Modino. 

O Sínodo para a Amazônia não deve se concentrar “apenas na ordenação de homens casados”.

Balanço de Mauricio López sobre as reações ao Instrumentum Laboris IHU – 18 Junho 2019 Na foto: Mauricio López /  Repam O Sínodo para a Amazônia é um processo que tem suas raízes bem além do 15 de outubro de 2017, dia em que o Papa Francisco o convocou em Roma, para surpresa de quase todos. Este 17 de junho, o processo sinodal deu um novo passo com a apresentação do Instrumentum Laboris, que gerou muitas notícias e manchetes, que rapidamente fluíram como rios de fogo em todos os cantos do mundo.