A difícil relação entre Igreja e Europa. Artigo de Alberto Melloni
Foto: Agência ECCLESIA Alberto Melloni – 18 Agosto 2016 Foto: IHU “A Europa continua em perigo, e também está em perigo a consciência da democracia que tornou a Europa necessária aos olhos dos estadistas do pós-guerra. Mesmo nos tempos de Schuman e De Gasperi, a verdadeira questão até da relação com o papado era o valor da democracia: hoje, em uma cultura onde a desintermediação coloca o poder a um tuíte de distância da opinião pública, a democracia se revela vulnerável por um novo tipo de instrumentalismo.”
Origem e futuro comuns
A jornada do judaísmo ao longo da caminhada do diálogo com os católicos Norbert Hofmann – 16/01/2019 – Foto: Osservatore romano Tradução: Orlando Almeida O Dia do Judaísmo, que a Igreja católica na Itália celebra em 17 de janeiro, é um sinal de quanto é importante para a Igreja oferecer aos cristãos a oportunidade de recordar com gratidão as raízes judaicas da sua fé, e de tomar consciência do diálogo em curso com o judaísmo atualmente. Além da Itália, o dia do judaísmo também é celebrado em 17 de janeiro na Polônia, na Áustria e na Holanda, por iniciativa das respectivas conferências episcopais. O dia é uma boa ocasião para ilustrar os eventos mais significativos que ocorreram recentemente no diálogo judaico-católico.
Abusos sexuais, cinco perguntas sobre a reunião de cúpula organizada no Vaticano
Nicolas Senèze, em Roma, em 14/01/2019 Tradução: Orlando Almeida Foto: O papa Francisco em audiência privada com quatro representantes da Conferência Episcopal Americana, em 13/09/2018 / VaticanMedia-Foto / CPP / CIRIC Todos os presidentes das conferências episcopais do mundo são convocados a Roma, de 21 a 24 de fevereiro, para refletir junto com o papa e os responsáveis da Cúria, sobre a prevenção dos abusos sobre os menores e os adultos vulneráveis.
“Este Papa está suportando a resistência do clericalismo fanático, que não suporta a transparência”. Artigo de José María Castillo
José Maria Castillo – 15 Janeiro 2019 Foto: IHU – Fotos públicas “O que teria que preocupar a todos nós são, sobretudo, os silêncios da Igreja. Os silêncios do clero. E os silêncios daqueles que dizem que somos crentes em Cristo”. A reflexão é de José María Castillo, teólogo espanhol, em artigo publicado por Religión Digital, 14-01-2019. A tradução é de André Langer.
A crise vaticana em quatro atos
Daniel Verdú – 14/01/2019 – Foto: IHU-Pixabay A situação no Vaticano é delicada, destaca a maioria das fontes consultadas. “Há muitas frentes abertas”, aponta um membro da cúria que despachou com o Papa nos últimos meses. Ninguém lembra uma oposição tão forte a um Pontífice por parte da ala conservadora. Em alguns ambientes da cúria, muitas vezes distante a este Papa, pensam já além e fazem suas apostas. A reportagem é de Daniel Verdú, publicada por El País, 13-01-2019. A tradução é de Graziela Wolfart.
A Igreja e o sexo
Anselmo Borges – 12 Janeiro 2019 Duas jovens interrogaram o Papa Francisco sobre a sexualidade, perguntando concretamente se o facto de pertencerem à primeira geração que ousa falar abertamente destes temas não explica as incompreensões e o silêncio embaraçado dos mais velhos. Francisco respondeu: “A sexualidade, o sexo, é um presente de Deus. Não é de modo nenhum um tabu. É um dom de Deus, um presente que o Senhor nos dá. Tem dois objetivos: amar-se e gerar vida. É uma paixão, e um amor apaixonado. O verdadeiro amor é apaixonado. “
Esquerda brasileira deixou parte dos cristãos no colo da direita
O estado é laico, mas as pessoas não. A maioria das pessoas são religiosas e precisamos respeitá-las; e muito mais importante: compreendê-las Wagner Francesco – 11/01/2018 – Foto: abstrato-azul-vermelho / pixabay – IHU Sendo a religião, como acertadamente Marx diz, o suspiro da criatura oprimida, é preciso escutar este suspiro, entender que suspiro é este e de que modo a religião atua como mecanismo contra a opressão. A religião não é opressora, mas pode atuar como mecanismo de opressão, bem como de libertação. O artigo é de Wagner Francesco, teólogo e advogado, publicado por CartaCapital, 10-01-2019.
Cardeal Marx pede uma revisão do celibato obrigatório: ‘A verdade não é eterna’
Cameron Doody – 07 Janeiro 2019 Foto: Cardeal Marx / IHU – vaticannews São importantes na Igreja o desenvolvimento de programas anti-pederastia “e sua melhora, prevenção e revisões independentes, mas é preciso algo mais”. Algo como a reavaliação do celibato sacerdotal obrigatório. Esta é a opinião do cardeal Reinhard Marx, que, à luz do “fracasso” que revelou o escândalo de abusos em várias partes do mundo, voltou a defender que a Igreja “evolua” na disciplina sexual que requer do clero.
Uma entrevista especial com o teólogo Fernando Ilídio sobre a Igreja e os seus Leigos.
«O clero mais jovem… pela linguagem ou pela vestimenta, cria uma estrutura que decide por caminhar separada do mundo» Fernando Silva – O Cantinho da Teologia®, 02/01/2019 Fernando Ilídio é dos mais promissores teólogos católicos da novíssima geração. Com 39 anos, é formado em Teologia pelo Centro de Cultura Católica do Porto, onde concluiu os três anos do curso básico. Pesquisador, e Fundador do CDT (Cantinho da Teologia). Foi Acólito, Ministro da Comunhão, participou como representante do grupo de acólitos de Matosinhos, no Concelho Pastoral Paroquial, fez parte do grupo de CPM (Preparação para o Matrimonio) , foi membro da equipa Pastoral Vocacional, formador do Grupo de Acólitos da Paróquia de Matosinhos e membro da equipa de Liturgia.
O Vaticano ocultou a pedofilia do fundador dos Legionários de Cristo durante 63 anos
O prefeito da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada reconhece que a sede pontifícia tinha, desde 1943, documentos sobre a conduta de Marcial Maciel JUAN G. BEDOYA – Madrid, 2 jan 2019 Tradução: Orlando Almeida Foto: João Paulo II e Marcial Maciel no Vaticano em 30.11.04 – Tony Gentile/ Reuters “A longa amizade e a intransponível proteção dada por João Paulo II ao pedófilo, drogado, corrupto e corruptor Pe. Marcial Degollado Maciel, impedindo o cardeal Ratzinger de o processar, é um assunto mal resolvido no Vaticano. Além de gerar muitas dúvidas sobre a política das canonizações. Inclusive sobre a apressada canonização desse papa, a toque de caixa, efetivada, ao que tudo indica, pela grande pressão das poderosas Opus Dei, Legionários de Cristo, Foccolarini e Caminho Neocatecumenal. Quem não lembra dos cartazes “Santo Subito” (Santo Já!), “espontâneos” espalhados pela praça de S. Pedro no dia do funeral de JP II? Por que João Paulo II, perante tantas e tão graves acusações, não fez nada e não deixou fazer nada contra esse padre criminoso?”