Comunhão aos divorciados: confronto entre Dom Müller e Dom Forte

                 Começam a saltar as primeiras faíscas no Sínodo. E que faíscas. O prefeito da Congregação da Fé, o cardeal Gerhard Müller, contra o teólogo Bruno Forte, arcebispo de Chieti, protagonistas na tarde dessa terça-feira de uma sessão de perguntas e respostas de dureza inusitada.

Quiasmos de incredulidade

“Meu abismo luminoso – Meditação de um crente moderno” é uma preciosa meditação do poeta norte-americano Christian Wiman (My bright abyss – Meditation of a modern believer, Farrar, Straus & Giroux, Nova Iorque, 2013, pp. 182). Aqui o cristianismo torna-se poesia dramática, ação e decisão diante do mal físico que o autor descreve autobiograficamente.

Participação de casais facilita discussões no sínodo da família

A palavra aos Heinzen Primeiro fala um casal. Os bispos e cardeais escutam e só depois intervêm. A nova modalidade das sessões do sínodo sobre a família, que arrancou no domingo, em Roma, tem merecido grande participação e criado um especial à vontade para expor dificuldades e problemas. 

A reviravolta chave do Sínodo: o retorno repentino do gradualismo

De repente, no Sínodo dos Bispos sobre a família de 2014, o “gradualismo”, um conceito tanto da teologia moral católica quanto da prática pastoral, que não muito tempo atrás parecia à beira de ser retirado do léxico oficial, está de volta para se vingar.

Cardeal do Brasil defende acolhida a casais gays

 O cardeal brasileiro Dom Raymundo Damasceno Assis defendeu ontem na assembleia do Sínodo Sobre a Família, no Vaticano, que a Igreja se mostre como “casa paterna” e acolha “situações familiares difíceis”, como a de uniões homossexuais.

Papa Francisco, o sínodo e a herança do Vaticano II.

Do “papa teólogo” Bento XVI, passamos a Francisco, o papa com o cheiro das ovelhas que não nega as evidências, mas assume o salto entre Evangelho e doutrina. Alguns o chamavam de modernismo, mas não é nada mais do que a Igreja na modernidade.

“Não às divisões em partidos pelo Sínodo”, pede o cardeal Ouellet  

 A visão dos bispos “divididos segundo partidos” não é própria da Igreja e por isso deve ser evitada durante o próximo Sínodo. Assim se manifestou uma figura de referência da Santa Sé, o cardeal canadense Marc Ouellet (foto), em um discurso para prelados do “velho continente”, reunidos em Roma pela assembleia do Conselho de Conferências Episcopais da Europa. Em seu discurso, afirmou que apenas um “diálogo construtivo” permitirá “ver com olhos de pastores misericordiosos as alegrias e as penas das famílias”.

O desterro da teologia

FREI BENTO DOMINGUES O.P.    –   “O teólogo tem de abandonar a mania dos monopólios. É uma voz entre outras. Não deve renunciar à sua originalidade nem ao seu desejo de não atraiçoar a revelação bíblica. Espera que o desterro da teologia não o encerre numa solidão estéril”.

“Alguns cardeais temem que tudo entre em colapso e algo seja mudado”

 Entrevista com o cardeal Kasper. “O Evangelho não é um museu, não é um código penal, não é um código de doutrinas e mandamentos. É uma realidade vivente na Igreja e nós temos que caminhar com todo o Povo de Deus e ver quais são suas necessidades. Alguns cardeais temem que haja um efeito dominó e que, caso algum ponto seja mudado, tudo entre em colapso”.