Igreja católica e sociedade brasileira

 Frei Betto, Adital   –   27/02/2015 Teve início, na quarta-feira de cinzas, a Campanha da Fraternidade 2015, promovida pela CNBB. O tema é “Fraternidade: Igreja e Sociedade.” O lema: “Eu vim para servir” ( Marcos 10,45).  

Igreja e sociedade, a Campanha da Fraternidade 2015

Uma campanha gestada durante o Concílio Vaticano II Antônio Valentini Neto Em 2015, Ano da Vida Consagrada, em nível universal, e Ano da Paz, em nível nacional, a Igreja no Brasil vive o último dos quatro anos celebrativos do jubileu de ouro do Concílio Vaticano II, realizado de 1962 a 1965, com recordação destacada de São João XXIII, que o convocou, e do Beato Paulo VI, que garantiu sua continuidade e conclusão.

O papa argentino que ”veio para reabrir a questão de Deus”

O que o Papa Francisco veio fazer? Qual é o sentido do seu pontificado? Na corrida entre vaticanistas e estudiosos de coisas religiosas para chegar em primeiro lugar, com livros instantâneos e livretos baseados em uma velocidade igual à caducidade, Raniero La Valle chega bem em último, mas com um texto entre os mais pensados e de amplo fôlego (Chi sono io, Francesco? Cronache di cose mai viste [Quem sou eu, Francisco? Crônicas de coisas jamais pensadas], Ed. Ponte alle Grazie, 204 páginas).A reportagem é de Umberto Folena, publicada no jornal Avvenire, 26-02-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O papa Francisco revisa a teologia do inferno

Somente no século VI, com Santo Agostinho, nasce na Igreja a ideia de uma pena para sempre, sem retorno “…o papa Francisco deu um salto de séculos, colocou-se ao lado das primeiras comunidades cristãs ainda embebidas da doutrina do misericordioso profeta de Nazaré, que veio “para salva e não para condenar”.

Na raiz do Evangelho. Um papa radical.

“O Papa Francisco não quer revolucionar a fé e a moral; ele quer interpretar fé e moral a partir do evangelho. De acordo com o caráter querigmático do evangelho, ele faz isso não em uma linguagem doutrinal abstrata, mas em uma linguagem simples, mas comunicativa e dialógica não simplificante, que interpela as pessoas e as envolve.” Antecipamos aqui alguns trechos do livro de Walter Kasper, presidente emérito do Pontifício Conselho para a Promoção da Unidade dos Cristãos, intitulado Papa Francesco. La rivoluzione della tenerezza e dell’amore. Radici teologiche e prospettive pastorali [Papa Francisco. A revolução da ternura e do amor. Raízes teológicas e perspectivas pastorais] (Bréscia: Queriniana, 2015, 134 páginas), lançado no dia 19 de fevereiro.

O abraço dos dois Papas, contra a rebelião dos ‘falcões’ cardinalícios

Há feeling entre Francisco e Bento. Apesar de serem tão diferentes nas formas e no estilo, estão unidos pela mesma fé e pela experiência compartilhada da carga quase insuportável do papado. Tão pesada que obrigou o Papa Ratzinger a renunciar. Tão pesada que ao próprio Papa Bergoglio está buscando Deus e ajuda para reformar a cúria e renovar a Igreja.

Papa: “Rezem contra defeitos e tentações minhas e da Cúria”

 A Quaresma? È uma travessia do deserto, é luta contra o Maligno. O Papa Francisco o explicou aos fiéis no Angelus hodierno na praça São Pedro, recordando como para a Igreja este tempo litúrgico se refira “aos quarenta dias transcorridos por Jesus no deserto”, após o batismo no Jordão, enfrentando as “tentações de Satanás”. Cristo, sublinhou o Pontífice, “nesses quarenta dias de solidão enfrentou Satanás “corpo a corpo”, desmascarou as suas tentações e o venceu”.

Papa: “Jesus não se escandaliza com abertura ou outra forma de pensar”

Francisco pede aos cardeais que não sejam indiferentes ao sofrimento dos marginalizados O Papa na Basílica de São Pedro “A homilia do domingo não será esquecida . Na cópia que a assessoria de imprensa do Vaticano distribuiu para os jornalistas, é possível constatar que foi minuciosamente trabalhada: as duas folhas e meia foram fundamentadas em 22 passagens das sagradas escrituras”.

Papa quer ”demolir” a casta da Cúria Romana

 A credibilidade ganha sentido quando a Igreja está do lado dos últimos Também no Vaticano é tempo de reformas institucionais, e o debate entre os cardeais, como se diz, é construtivo. O corte dos dicastérios, embora programado, ainda não entrou em vigor. Por outro lado, já faz dois anos que o papa atira à queima-roupa contra o seu quartel-general, ou seja, contra a própria Cúria Romana liderada por ele e que ele gostariam que fosse fortemente redimensionada em peso em relação às Igrejas locais e à pesada estrutura burocrática.

Óscar Romero: «A minha única conversão é a Cristo»

«El Salvador é um país pequeno, que sofre e trabalha. Aqui vivemos grandes diferenças no aspeto social: a marginalização económica, política, cultura, etc.  Numa palavra: INJUSTIÇA. A Igreja não pode ficar calada frente a tanta miséria porque trairia o Evangelho, seria cúmplice daqueles que pisam os direitos humanos. Foi esta a causa da perseguição da Igreja: a sua fidelidade ao Evangelho.»