Será que o Sucessor de Pedro precisa de “estruturação teológica”?

Em uma entrevista recente ao jornal francês católico La Croix, o Cardeal Gerhard Ludwig Müller, na qualidade de prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, mencionou que um dos deveres de seu departamento é a missão de “estruturar teologicamente” o pontificado do Papa Francisco, dado que o atual Sucessor de Pedro não é teólogo de profissão.

Nota da CNBB sobre o momento nacional

“O momento não é de acirrar ânimos, nem de assumir posições revanchistas ou de ódio que desconsiderem a política como defesa e promoção do bem comum. Os três poderes da República, com a autonomia que lhes é própria, têm o dever irrenunciável do diálogo aberto, franco, verdadeiro, na busca de uma solução que devolva aos brasileiros a certeza de superação da crise.”

Francisco é papa: pressentimento e ressentimento

  Um tutor alemão para o Papa Francisco? É muita presunção do card. Müller. Até agora, ninguém havia teorizado, a partir do próprio centro da Cúria Romana, uma exigência de “normalização do pontificado”, como se depreende das palavras citadas do prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé Congregação para a Doutrina da Fé.

‘A Igreja deve se transformar e precisa força popular, fé, energia’

 Teólogo Rubén Dri discute a construção de um projeto de Igreja Católica.  Entrevista com o filósofo, teólogo, professor e pesquisador Rubén Dri, a partir de seu livro “A Igreja que nasce do povo: da Igreja oligárquica à popular” (Biblos). “A igreja atual, presidida por Francisco, segue sendo uma igreja do poder”.

Quem são os adversários do papa Francisco?

Andrea Tornielli afirma que atuação do Papa Francisco despertou aprovações, mas também descontentamentos O vaticanista Andrea Tornielli analisa as críticas ao pontificado de Francisco nos últimos dois anos, desde o magistério social até a acusação de “leninismo”.

Misericórdia, alegria e pobres – a trilogia de Francisco!

 “O Cardeal Maradiaga não se coibiu de falar sobre o IOR, adiantando que “foram canceladas 14 mil contas”. Reconhece que o Santo Padre estava altamente preocupado com os escândalos conexos com a economia Vaticana, mas salienta que a transparência ora conseguida reduz muito a corrupção.   Refere-se ainda à ideia mítica das riquezas do Vaticano, sublinhando que o “orçamento de todo o Estado do Vaticano, não chega nem aos tornozelos da Arquidiocese de Colônia”, por exemplo”.

Bula de Proclamação do Jubileu extraordinário da Misericórdia

Abílio Louro de Carvalho – 12.04.2015 Pela Bula Misericordiae vultus, de 11 de abril, o Papa Francisco proclamou o jubileu extraordinário da Misericórdia, que anunciou em 13 de março. Neste notável documento, começa por assumir que o mistério da fé cristãse pode sintetizar no seguinte enunciado: “Jesus Cristo é o rosto da misericórdia do Pai”. Depois, acentuando a necessidade de sempre contemplarmos o mistério da misericórdia, afirma que ele “é fonte de alegria, serenidade e paz” e “condição da nossa salvação”, já que “misericórdia é a palavra que revela o mistério da Santíssima Trindade” e o “ato último e supremo pelo qual Deus vem ao nosso encontro”.

Frei Bento Domingues. “O sexo não é só procriação. A relação entre um homem e uma mulher não é só para ter filhos”

 O frade dominicano continua a ser uma voz incômoda na Igreja e não tem pudor em dizer que o sexo não serve só para procriar. Trouxe a Teologia para os jornais, há mais de 20 anos e numa época em que a Igreja ainda andava às voltas com o debate sobre a evangelização nos meios de comunicação. Frei Bento Domingues fez 80 anos em agosto e continua a ser uma voz incômoda no clero português. Defende a ordenação de mulheres, a comunhão de divorciados e não tem pudor em afirmar que o ser humano é sexual. “Somos sexo em tudo”, diz.

Sínodo: e se a solução fosse o Jubileu?

Divorciados e padres que abandonaram o ministério têm algo em comum, algo que interpela profundamente o coração da Igreja e que, no Jubileu, no abraço misericordioso da própria Igreja, poderia finalmente encontrar resposta. Trata-se de situações que brotam, ambas, de uma experiência de fracasso humano. A opinião é do padre e teólogo italiano Basilio Petrà, professor de teologia moral na Faculdade Teológica da Itália Central e de moral ortodoxa do Pontifício Instituto Oriental de Roma. O artigo foi publicado no blog L’Indice del Sinodo, 22-03-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.