“Laudato si'”: Os grandes temas da “encíclica verde” do papa Francisco
A encíclica “Laudato si’” [Louvado sejas] do papa Francisco, 246 parágrafos divididos em seis capítulos, acrescenta um novo contributo à doutrina social da Igreja. É um texto articulado, muito específico em vários aspetos, que cita documentos de muitas conferências episcopais, incluindo a portuguesa. Ao dirigir-se não só aos cristãos, mas «a cada pessoa que habita neste planeta», Francisco invoca a «solidariedade universal» para «unir toda a família humana na busca de um desenvolvimento sustentável e integral».
‘Onde não se discute, a Igreja está morta.” O encontro do papa com os sacerdotes
“A coragem de Paulo de dizer coisas, a coragem dos apóstolos de discutir entre eles” salvou a Igreja primitiva. E ressaltou a importância de confrontar-se porque “onde não se discute a Igreja está morta. Somente nos cemitério não se discute”. O Papa fala a mil sacerdotes na catedral de Roma: “Não dispensem as pessoas do povo de Deus”. “Misericórdia nas confissões, misericórdia”. “Deixem o chicote”, disse, que “o amor de Deus é mais forte do que qualquer terrorismo assassino”. Dirigiu-se aos participantes do terceiro retiro internacional para sacerdotes Roma, 12 de Junho de 2015 (ZENIT.org) Staff Reporter
Igrejas defendem o ‘Bolsa Bispo’ em meio a ajustes fiscais e aperto ao contribuinte brasileiro
O presidente da Câmara dos deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), um fiel da Assembleia de Deus e cuja base eleitoral é majoritariamente evangélica, semeou na Medida Provisória 668, que trata do aumento de impostos sobre produtos importados, um artigo que resultará em imposto zero para pastores evangélicos. Tudo isso em um momento no qual todos os brasileiros estão sofrendo as consequências do aperto do gasto público.
Laudato si’: a íntegra e um “guia” para a leitura da Encíclica
“Laudato si: um “guia”. Este texto oferece um instrumento de suporte para uma primeira leitura da Encíclica, ajudando a compreender o seu desenrolar na totalidade e a identificar as linhas principais. As primeiras duas páginas apresentam a Laudato si na sua globalidade; depois, cada página corresponde a um capítulo, indica seu objetivo e reproduz alguns trechos significativos. Os números entre parêntesis remetem aos parágrafos da Encíclica. As últimas duas páginas oferecem o índice completo.”
Ecologia integral. A grande novidade da Laudato Si’. “Nem a ONU produziu um texto desta natureza”. Entrevista especial com Leonardo Boff
O conceito de ecologia integral é “o ponto central da construção teórica e prática da Laudato Si”. Receio que ela não seja entendida pela grande maioria, colonizada mentalmente apenas pelo discurso antropocêntrico de ambientalismo, dominante nos meios de comunicação social e infelizmente nos discursos oficiais dos governos e das instituições internacionais como a ONU. Como o novo paradigma sugere, todos formamos um grande e complexo todo”, afirma o teólogo e escritor.
Entrevista de João Tavares a Yannik D´Elboux, da UOL – junho de 2015
“Pessoalmente sou a favor do celibato opcional. É um carisma e, com tal, não tem sentido ser imposto por uma lei. Muitos podem ter vocação sacerdotal, mas não ter vocação celibatária.” De vez em quando a TV, Rádio e mídia impressa pede ao MFPC para entrevistar um padre casado. E frequentemente a Diretoria Nacional me indica para essa terefa. Por precaução e porque o assunto não é de fácil entendimento e exige exatidão nas colocações, em geral aceito, mas sempre na condição de responder por escrito a perguntas escritas. E me reservo o direito de Publicar a Entrevista integral no nosso Site. Desta vez a entrevistadora foi Yannik D´Elboux, da Uol. – J. Tavares
“Deus queria que eu fosse um padre casado”, diz ex-sacerdote católico
O ex-padre católico Alberto Cutié com a mulher, Ruhama, e os filhos, Albert e Camila “Sou um padre melhor como um homem casado”, diz Alberto Cutié. Apesar de não questionar o desempenho dos sacerdotes casados, dom Antonio defende a disponibilidade que o celibato promove e não acha que a sexualidade seja um problema para os padres. “É mais difícil viver a sexualidade no casamento do que no celibato”, diz.
Em Bruxelas, Comissão Europeia e 15 líderes religiosos refletiram sobre “Viver juntos e aceitar as diversidades”
Foto: ec.europa Quinze líderes religiosos, cinco mulheres e dez homens, representando as comunidades cristãs, judaicas, muçulmanas, hindus, budistas e mórmons, de várias regiões da Europa, foram convidados pela Comissão Europeia para o encontro anual de alto nível entre instituições comunitárias e líderes religiosos, que ocorreu terça-feira, 16 de junho.
A Igreja com que Francisco sonha
“De uma Igreja encerrada na sacristia a uma Igreja acidentada por sair à rua”. Claro que a uma Igreja que sai à rua pode acontecer o que acontece a qualquer um: um acidente. “Mas quero dizer francamente: prefiro mil vezes uma Igreja acidentada a uma Igreja doente. A doença maior da Igreja fechada é a doença autorreferencial: ver-se a si mesma, curvada sobre si própria.” Daí, a tarefa constitutiva da “missionariedade”, do ecumenismo e do diálogo inter-religioso.
Novos olhares sobre o casamento
Jesus de Nazaré rejeita apenas a família como um mundo fechado, esquecida do nosso parentesco universal. Nos séculos I-III, o casamento era uma questão terrena que se procurava viver em espírito cristão: casava-se no “Senhor”, sem cerimónias próprias. Os cristãos casavam-se como os não cristãos: uns, segundo os ditames do Direito Romano, outros conforme os costumes locais (o direito consuetudinário). O grande cuidado a ter era com os ritos e sacrifícios pagãos que estivessem em contradição com a mensagem cristã.