De mãe a discípula

A igreja não tem nenhuma fórmula para salvar o mundo. É uma convocatória para o trabalho. Não é pouco. Frei Bento Domingues O.P. 18/12/2016 “Jesus viveu uma longa polêmica com os discípulos: traído por um e abandonado por muitos[6]. Os seus irmãos também não acreditavam nele[7].O caso de Maria é completamente diferente. O Evangelho de João mostrou que a mãe de Jesus deixou de mandar no seu filho, mas não o abandonou, nem deixou de acreditar nele. Tornou-se a mãe que vai, silenciosamente, para a escola do filho. Só reaparece quando já está identificada com o projeto de Jesus e com a decisão de o acompanhar até ao fim”.

Papas diferentes, personalidades diferentes – e uma continuidade subjacente

Michael Sean Winters – 15/12/2016  Foto: Papa Francisco e Bento XVI em 2011/2016. Com os novos cardeais “Se os silogismos nos satisfazem, a experiência não nos encanta assim como encanta a Francisco. Se acharmos que a conversa madura que começou no Vaticano II e continuou com Papa Paulo VI corre o risco de formular perguntas difíceis e exige que nos abramos intelectualmente, então veremos o esforço do Papa Francisco em reavivar essa conversa madura com suspeita ou pavor”.

Críticas a Francisco têm origem em incompreensão do Vaticano II

Michael Sean Winters – 15 Dezembro 2016 “Uma liderança religiosa tem realmente a ver com dobrar a história segundo os próprios propósitos?”, questiona Michael Sean Winters, colunista do National Catholic Reporter e pesquisador visitante do Instituto para Pesquisa em Políticas Públicas e Estudos Católicos da Universidade Católica da América, em Washington, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 12-12-2016.

A grandeza de Paulo VI está na sua condução da Igreja pós-Vaticano II

Michael Sean Winters – 15/12/2016 Paulo VI com o Patriarca Atenágoras. Jerusalém, 1964 “Não gosto de acrescentar o dizer ‘o Grande’ a um papa até que se passem 500 anos, mas apostarei que quando a história der o seu veredito, Montini será visto como o maior pontífice do século XX”.

Despedida de d. Paulo: Punho cerrado na madrugada da Catedral

 Marcelo Godoy, em O Estado de SP 16-12-2016. Alejandro Santander chorava. Uma mulher lhe ofereceu ajuda. Tomou um copo de água e coragem para se levantar do banco e caminhar até a nave central. Postou-se diante do caixão do homem que lhe salvara a vida. Ergueu o punho cerrado e o saudou em silêncio. Somente a ladainha de uns poucos fiéis se ouvia na catedral. “Senhor, tende piedade de nós; Cristo, tende piedade de nós.” Alejandro ajoelhou-se. O punho manteve fechado. E no alto. Tudo o que era devia àquele homem, repetia.

O que o Senhor quer de nós?

 Francisco responde de próprio punho a um carta de um Padre casado argentino Daniel Fernandez – 10/12/2016 Tradução: João Tavares Recebemos de Willy Schefer, padre casado de Buenos Aires, o Relatório de uma significativa e promissora Reunião dos padres casados ​​da Argentina em novembro de 2016.  Assunto: resposta pessoal do papa Francisco a uma carta de um padre casado argentino sobre a situação dos Padres casados hoje na Igreja.  No mesmo dia da reunião na Argentina, Francisco visitava sete Padres casados com suas famílias, num apartamento nos arredores de Roma. (J. Tavares)

A misericórdia dos dois Franciscos: de Assis e de Roma

A convite de confrades franciscanos escrevi a presente reflexão sobre a misericórdia. Leonardo Boff – 12/12/2016 É notória a presença da misericórdia na vida de São Francisco, para com os pobres, com os pecadores, com os confrades relapsos e para com os demais seres da criação, seus irmãos e irmãs. Caso se deva impôr alguma penitência, diz na Regra 7,2 que “se faça com misericórdia”. Na Carta aos fiéis 8,43 recomenda ao superior que “manifeste e pratique tal misericórdia como gostaria que se lhe aplicasse a ele”. Por fim na Admoestação 27,6 afirma com verdade:”onde há misericórdia aí não há dureza de coração”.

Vaticano reafirma proibição a padres gays

Michael O’Loughlin – 9/12/2016 Na quarta-feira, 7 de dezembro, o Vaticano declarou que “pessoas com tendências homossexuais” não podem ser admitidas nos seminários católicos. Isso reafirma uma norma de 2005 aparentemente em desacordo com o famoso “Quem sou eu para julgar?”, resposta dada pelo Papa Francisco ao ser perguntado sobre padres gays em 2013. Reportagem de Michael O’Loughlin, publicada por America, 07-12-2016

Semeadores de mudança: poetas sociais (2)

As organizações dos excluídos — e de tantas outras de diversos sectores da sociedade — estão chamadas a revitalizar e a refundar as democracias que atravessam uma verdadeira crise. Frei Bento Domingues O.P. – 11/12/2016  “A desigualdade é a raiz dos males sociais[2]. Por isso, o Papa Francisco disse e repetiu: o futuro da humanidade não está unicamente nas mãos dos grandes dirigentes, das grandes potências e das elites. Está fundamentalmente nas mãos dos povos, na sua capacidade de se organizarem e orientarem este processo de mudança com humildade e convicção[3]. Não devem consentir em serem excluídos da Política, com letra grande, e reduzir cada um dos movimentos à sua pequena horta.”

Entrevista do Papa Francisco ao semanário católico belga “Tertio”

Foto ANSA: O papa abraça uma criança durante uma Audiência geral Pubicamos em seguida a Entrevista de Francisco deu ao semanário católico belga “TERTIO”, por ocasião da conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia: (Interlocutor) – Representante dos Bispos à mídia  (Papa Francisco) – Você já me trouxe uma vez uns garotos que fizeram boas perguntas …  (Interlocutor) – Há um papa que dá boas respostas (Papa Francisco) –Eu espero  um pouquinho … quero ver as perguntas, que não as vi