Mulher e ministério: de impedimento a recurso. Uma solução inesperada do Concílio de Trento? Artigo de Andrea Grillo
Andrea Grillo – 17 Maio 2019 Foto: apeiaarraiana.pt “A recuperação de uma proposição tridentina, com a sua antiguidade e na sua diferença em relação às linguagens do último século, pode contribuir para olhar para o exercício da autoridade eclesial como para um ato que, fundamentado na tradição, sabe que a mudança das circunstâncias, dos tempos e dos lugares permite configurar mudanças nas quais a substância do sacramento não está em jogo.” A opinião é do teólogo italiano Andrea Grillo, professor do Pontifício Ateneu Santo Anselmo, em Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, em Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Justina, em Pádua, em artigo publicado por Come Se Non, 15-05-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Ordenação feminina, sacramento e ato jurídico: fala o canonista (P. Consorti)
Andrea Grillo – Publicado em 18 de maio de 2019 no blog: Come se non Tradução: Orlando Almeida O prof. Consorti fez um comentário valioso ao meu post anterior, sobre a intersecção entre teologia e direito na concepção de um possível “diaconato feminino”. Reproduzo o seu texto, que merece mais atenção do que uma “noticiazinha” de pé de página. Creio que é o sinal de uma fecundidade, que devemos reconhecer nos “pontos cegos” que se encontram nas fronteiras das disciplinas. Se dialogarmos entre nós, teólogos e canonistas, veremos não somente as coisas diferentes, mas coisas diferentes. Ele é o autor do comentário: título e subtítulos são meus.
Mulheres pressionam o Vaticano e Francisco por mais espaço na Igreja
Sarah Mac Donald – 13 Julho 2018 Foto: Três mulheres – Catedral de Troyes, França/ Flickr A nomeação por parte do Papa Francisco do jornalista italiano Paolo Ruffini como o primeiro leigo a dirigir um dicastério vaticano, em 5 de julho, foi saudada pelo Voices of Faith, um grupo que promove a liderança das mulheres na Igreja. A reportagem é de Sarah Mac Donald, publicada em National Catholic Reporter, 11-07-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
A Igreja secreta e os clérigos clandestinos da Europa comunista, inclusive presbíteras.
Trata-se de um artigo de 2011, mas muito atual para a discussão sobre a necessária ordenação de mulheres, excluídas do sacerdócio, por razões históricas e não dogmáticas. Christa Pongratz-Lippitt – 11/04/2018 – Foto: czechfolks.com [IHU, 11 abr 11] Ao longo dos 41 anos do regime comunista no antigo país do bloco do Leste [Tchecoslováquia], uma rede subterrânea de grupos e indivíduos manteve viva a fé católica, chegando ao ponto de ordenar homens casados e mulheres. Na semana passada, suas conquistas foram tardiamente homenageadas. Dom Dusan Spiner, que também foi vigário-geral de Davidek, disse na cerimônia de premiação: “O mundo secular não é um continente de bárbaros e pagãos, a quem devemos levar a mensagem do evangelho. Ele é o nosso mundo e a nossa herança, e é nesse mundo que devemos viver com coragem, como uma comunidade da Igreja” A reportagem é de Christa Pongratz-Lippitt, publicada na revista inglesa The Tablet, 08-04-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.