As “mulheres diácono” na era apostólica e subapostólica
Giancarlo Pani – 25 Agosto 2017 Santa Júnia – (Foto: Religión Digital) “Não há dúvida de que no século V (cânon 15, Concílio de Calcedônia) a Igreja tinha diaconisas ‘ordenadas’. Se tal ‘ordenação’ (cheirotonia) era considerada um sacramento (com a imposição das mãos, cheirothesia) ou apenas uma bênção ou um sacramental, é um problema que terá que ser esclarecido no futuro tendo também em conta a evolução e a precisão da mesma terminologia litúrgica”, escreve Giancarlo Pani, em artigo publicado por La Civiltà Cattolica, 24-08-2017.
“Pode haver outra organização na Igreja, onde não seja preciso haver um homem”
Cameron Doody, 15/08/2017 Foto: Arcebispo Víctor M. Fernández Encoraja a “pensar mais na comunidade do que em uma pessoa que mande” Quer paróquias em que “crescem diferentes carismas de homens e de mulheres” “Sem necessidade de eliminar o celibato, poderia haver outro tipo de estrutura organizacional nas paróquias onde seja menos problema o padre dever ser celibatário e isso seja menos questionado”
O ECUMENISMO DAS MULHERES
Frei Bento Domingues, O.P. -18/06/17 Foto: Papa Francisco com bispas luteranas, após missa ecumênica. Osse. Rom. “O teólogo valdense italiano, Paolo Ricca, depois de analisar a situação da mulher na comunidade cristã nascente, procurou mostrar como «progressivamente foi afastada, de quase todas as funções, até se tornar o proletariado do cristianismo”. Tal como na sociedade industrial do século XIX o proletariado levava as coisas para a frente, as mulheres levam a Igreja para a frente, mas como proletárias, isto é, sem poder.
Padre Anselmo Borges: “É evidente que Nossa Senhora não apareceu em Fátima”
Anselmo Borges, padre da Sociedade Missionária Portuguesa, falou ao Expresso a propósito do lançamento do seu novo livro, “Francisco: Desafios à Igreja e ao Mundo” Christiana Martins -16.04.17 Foto: António Pedro Ferreira Decidiu ser padre aos 19 anos porque a morte o inquietava. Ainda pensa na finitude, mas diz que “a única porta de salvação para uma vida eterna” foi Jesus quem lha abriu. Entrou há 50 anos, ao ser ordenado pelo cardeal Cerejeira. Nunca deixou a Igreja mas arrepiou caminho e escolheu a via da crítica ativa. Professor universitário em Coimbra, lança um novo livro — “Francisco: Desafios à Igreja e ao Mundo” —, prefaciado por Artur Santos Silva e, a partir da próxima semana, vai andar pelo país a apresentá-lo, na presença de pessoas tão diferentes como Ramalho Eanes, Frederico Lourenço, Pedro Mexia, Pedro Rangel, Maria de Belém, Carlos Fiolhais ou Isabel Allegro de Magalhães.
41º Encontro Nacional da FRATERNITAS Movimento
Decorreu em Fátima, na Casa de Retiros de Nossa Senhora do Carmo, entre os dias 31 de Março e 2 de Abril, o nosso 41º Encontro Nacional. Teve uma presença de Associados muito significativa. Começámos por ser interpelados pelo visionamento do filme “Deus não está morto” de Harnold Cronk. O serão de sexta-feira foi, assim, muito bem preenchido. O dia seguinte, sábado, foi dedicado à reflexão sobre “A Mulher na Igreja”.
«Qual o papel da mulher na Igreja?»
Ricardo Perna – Família Cristã, 03/2017 Foto: Ricardo Perna; In: Fraternitas Movimento A Bíblia conta que, quando Jesus morreu, os seus últimos momentos foram acompanhados por um grupo de mulheres que O seguiu. Entre elas, Maria, sua mãe, e Maria Madalena, uma companheira fiel declarada apóstola pelo Papa Francisco no ano passado, decisão justificada com o «atual contexto eclesial, que exige uma reflexão mais profunda sobre a dignidade da mulher».
Cristãos contra pagãos na Roma sitiada pelos Godos
Diário da abadessa Paula “consagrada antes do nascimento” Giacomo Galeazzi – Roma – 27/12/2016 Tradução: Orlando Almeida Foto: capa do livro de Innocenzo Mazzini “Muitas famílias nobres e ricas poderiam ter aliviado com as suas reservas a fome das massas urbanas mas em vez disso pensaram apenas na sua salvação e fugiram – comenta Paula. – Desde há muitos dias uma grande quantidade de pobres, doentes, crianças sozinhas, mulheres crianças no colo, – todos magros, desnutridos e sujos – aglomera-se desde o início da manhã na porta da nossa domus. Pedem, choram, suplicam, lamentam-se. Dilaceram-me o coração
Um presépio no meio da cidade ou “por aí”, entre refugiados e perseguidos
Manuel Vilas Boas – 28 de dezembro de 2016 Foto: A irmã Irene Guia num dos campos de refugiados por onde passou. (foto reproduzida daqui) Fazer um presépio pode ser objecto de discussão num mosteiro, como conta a irmã Maria Domingos, monja no Mosteiro de Santa Maria, do Lumiar (Lisboa). “Não vivemos para outra coisa senão o louvor de Deus, a celebração da liturgia, a vida fraterna, dar um testemunho de que há outra maneira de estar na vida… damos o essencial do tempo ao silêncio”,
“A reforma não é uma cirurgia estética. Tememos as manchas, não as rugas”
Andrea Tornielli – 22/12/2016 Tradução: Orlando Almeida Foto:© Fournis par France Médias Monde REUTERS/Gregorio Borgia/Pool Saudações de Natal à Cúria (Clique e veja a íntegra da Mensagem de Francisco à Cúria – ndr): o Papa apresenta os 12 critérios-guia das reformas. Há “resistências malévolas” e “‘gatopardismo’ * espiritual”. É “indispensável” acabar com o ‘promoveatur ut amoveatur’, definido como ‘um câncer’. Mais espaço para leigos e mulheres
As mulheres na Igreja
O espantoso é que Jesus não escolheu as mulheres para discípulas. Foram elas que o escolheram, seduzidas pelo que ele era, sem qualquer miragem de poder. Frei Bento Domingues, O.P. – 09/10/2016 “Quando se voltar a ter em conta a força desta cena ressuscitante, as discussões sobre os ministérios das mulheres na Igreja, impôr-se-á a pergunta: teremos autoridade para desordenar aquelas que Jesus ordenou? Elas não procuraram ministério nenhum. A vida delas foi de puro serviço do amor. Foi Jesus ressuscitado que, espontaneamente, as encarregou de evangelizar aqueles que, toda a vida, apenas procuravam o poder.”