Papa Francisco: ”A reforma litúrgica é irreversível”

Salvatore Cernuzio –25/08/ 17 “A reforma litúrgica é irreversível.” Com segurança e com “a autoridade magisterial”, fruto do caminho que brotou a partir do momento histórico que foi o Vaticano II, o Papa Francisco afirmou isso no seu discurso aos participantes da 68ª Semana Litúrgica Nacional [da Itália], reunidos em Roma por ocasião dos 70 anos da fundação do Centro de Ação Litúrgica.

JESUS NÃO GOSTAVA DE BROA?

Frei Bento Domingues, O.P. – 30/07/2017 Não sei se Jesus gostava ou não de broa, (broa ou boroa, é o pão fermentado feito de farinha de milho, base da alimentação no Portugal rural até há bem pouco tempo  – NdR: Talvez até nem soubesse que existia. Mas imaginar que ficaria atrapalhado, nos lugares em que o trigo não é o principal alimento, em celebrar com broa ou com arroz é duvidar do poder de Cristo.

  BENTO XVI RENUNCIOU À SUA RENÚNCIA?

Frei Bento Domingues – domingo, maio 28, 2017 “Compreende-se que, por muito que goste de estudar, de escrever e de rezar, depois de tantos anos de intervenção nos destinos da Igreja, perante o que lhe contam, não aguente o silêncio que se impôs. Bento XVI, sob o ponto de vista institucional, morreu, mas julga que não. Está obrigado a ter um comportamento que não leve as pessoas a pensar que está arrependido de ter renunciado a ser o Bispo de Roma, sucessor de S. Pedro.

As razões do silêncio e o silêncio da razão: Ratzinger, Sarah e o antimodernismo litúrgico

  Andrea Grillo –  21 de maio de 2017 no blog: Come se non Foto: cittadellaeditrice.com Tradução: Orlando Almeida Muitas vezes acontece, no entanto, que a proposta do silêncio seja impulsionada por uma preocupação não litúrgica, mas extra-litúrgica: alimenta-se de uma lógica “antimodernista” que facilmente leva a ver o silêncio como “negação da palavra” e “negação da ação”.

Ratzinger renunciou à renúncia? O fim de um mito

…”o elogio do incompetente torna incompetente o elogio”  – Andrea Grilllo Pierluigi Mele – 20/05/17 Ratzinger renunciou à renúncia? A pergunta pode parecer uma provocação, mas um episódio levanta essa dúvida. Trata-se da publicação de um “prefácio”, conforme antecipado pelo jornal Corriere della Sera e pelo sítio Nuova Bussola Quotidiana, a um livro intitulado La forza del silenzio [A força do silêncio], do cardeal conservador Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino. 

Evento e significado. “O que significa e como expressar hoje a Eucaristia como sacramento da presença de Cristo e de seu sacrifício?”

Carlo Molari – 05 Maio 2017 “Lembrar Cristo significa evocar sua missão salvífica e empenhar-se para que cada um seja uma epifania viva, sinal de sua ação no mundo. Então, aquele que participa da Eucaristia, mas não vive a fé, tem sim a ação de Deus, porém a relação de presença não se estabelece, escreve Carlo Molari, teólogo italiano, em artigo publicado por Rocca, 01-05-2017. A tradução é de Luisa Rabolini. Segundo ele, “A morte de Jesus não salva porque oferece algo para Deus, mas porque revela a fidelidade do amor exercido por Jesus mesmo na cruz”.

Padres ornamentados: o que isso nos diz?

O que Jesus diria dessa vaidade toda e desse gosto de aparecer e de se diferenciar do Povo, a começar por vários cardeais de Roma e alhures, passando por muitos bispos e sendo copiado agora pelos jovens padres? – JT Solange do Carmo – 19/04/2017  Fotos: observatoriodaevangelização “Meu Deus, não sei se fico mais assustada com as notícias da lava-jato e da administração Temer ou com o tanto de postagens mostrando os panos e adereços religiosos que meus alunos e ex-alunos de teologia redescobriram nos armários das paróquias!

INOVAR OU REPETIR?

Frei Bento Domingues O.P -Público 02.04.17  “É a fé subjectiva e manifestada que constitui a alma e o motor de todas as formas da ritualidade cristã. Por tudo isso, petrificar os ritos, considerá-los estáticos e imutáveis é trair a condição incarnacionista do cristianismo. Ritualidade e criatividade não se excluem, exigem-se mutuamente. As celebrações litúrgicas que se limitam, ano após ano, a reproduzir um ritual fixo, tornam-se ritos de sepulcros vazios. Como escreveu S. Tomás de Aquino, a graça não substitui a natureza, não evapora o tempo, a mudança.”

Concretizações do modo simples de rezar

Abílio Louro de Carvalho – 06/03/2017 A entrada na Quaresma, marcada ritualmente pela imposição as cinzas, remete-nos para a nossa condição de pecadores. Esquecemo-nos muito facilmente de que, embora pelo nosso estatuto de pessoas humanas, somos imagem de Deus e nos devemos considerar vocacionados a ser “semelhança de Deus” (cf Gn 1,26.27), nem por isso deixamos de ser “pó”, a ele havendo de “tornar” (cf Gn 3,19), sobretudo se não alimentarmos a relação com Deus e seguirmos caminhos desviantes e iníquos.

Quaresma: “A Palavra é um dom. O outro é um dom”

Quarta feira de Cinzas, 01/03/2017 – Foto AP “A Quaresma é o momento favorável para intensificarmos a vida espiritual através dos meios santos que a Igreja nos propõe: o jejum, a oração e a esmola. Na base de tudo isto, porém, está a Palavra de Deus, que somos convidados a ouvir e meditar com maior assiduidade neste tempo. Aqui queria deter-me, em particular, na parábola do homem rico e do pobre Lázaro (cf. Lc 16, 19-31). Deixemo-nos inspirar por esta página tão significativa, que nos dá a chave para compreender como temos de agir para alcançarmos a verdadeira felicidade e a vida eterna, incitando-nos a uma sincera conversão.”