O que eu penso sobre Fátima (4)
Anselmo Borges 20/05/17 Não custa admitir que as três crianças em Fátima fizeram uma verdadeira experiência religiosa interior. Evidentemente, como crianças e no contexto das suas vivências, incluindo as vivências religiosas da época; enquanto crianças, é natural que essa experiência tenha assumido uma esquematização feminina com a figura materna de Nossa Senhora e, dentro do contexto histórico, com dimensões de exaltação (luz “mais brilhante do que o Sol”) e também de pavor (“o fogo do inferno”).
O que eu penso sobre Fátima (2)
Anselmo Borges – 05/05/17 Foto: Chegada de Peregrinos “Fátima precisa de ser evangelizada. Evangelho quer dizer notícia boa e felicitante, mas, frequentemente, como bem viu Nietzsche, o que se anunciou foi um Disangelho: uma notícia desgraçada e que arrastou consigo imensa infelicidade. No Evangelho segundo São Marcos, Jesus inicia a sua vida pública, proclamando: “Metanoiete”, cuja tradução normalmente é: “Fazei penitência”, mas realmente o que lá está é: mudai de mentalidade, de modo de pensar; portanto, mudai de vida, de mentalidade, de atitude, e acreditai no Evangelho.
Um grande coração chamado “Francisco”
10 de maio de 2017 Um coração gigante chamado Francisco, vermelho e com uma cruz de cada um dos lados, foi hoje inaugurado em Fátima, uma homenagem ao líder da Igreja Católica. A escultura, de cerca de 12 metros de altura e 12 de largura, é da autoria de Fernando Crespo, escultor residente em Coimbra, que dedica a obra ao papa Francisco, que visita Fátima como peregrino, na sexta-feira e sábado, para a celebração do Centenário das Aparições e para a canonização dos pastorinhos Jacinta e Francisco Marto.
O que eu penso sobre Fátima (1)
Anselmo Borges no DN – 28 de abril, 2017 Antes de entrar no tema propriamente dito, quero deixar três notas prévias, que devo ao leitor. A primeira, para dizer que, a pedido da revista internacional Concilium, escrevi, de modo mais organizado, um texto sobre Fátima, a publicar no mês de Junho. A segunda, mais importante, para esclarecer que fui ordenado padre em Fátima pelo cardeal Cerejeira e que, sempre que lá vou para fazer conferências, passo pela Capelinha das Aparições e ali rezo como tantos outros.