O Natal de Jesus e a dignidade humana

Anselmo Borges – 22/12/2018 Foto: DN Ernst Bloch, um dos maiores filósofos do século XX, ao mesmo tempo ateu (não acreditava no Deus pessoal) e religioso (estava religado à divina Natureza), quando era professor na Universidade de Leipzig, na antiga República Democrática Alemã, na última aula antes das férias de Natal desejava a todos os estudantes boas-festas, falando-lhes do significado do Natal e terminava, dizendo: “É sempre Advento”, querendo desse modo apelar para a esperança: o mundo e a humanidade continuam grávidos de ânsias e de possibilidades, e a esperança está viva e há razões objectivas para esperar. Apesar do Natal, ainda é Advento, porque a plenitude ainda não chegou.

Quando Sartre meditou sobre o Natal

J P Sartre Foto: Jean-Paul Sartre | D.R. Trad.: Rui Jorge Martins – Publicado em 23.12.2016 Estamos em 1940, na Alemanha, num campo de prisioneiros franceses. Alguns padres pedem a Jean-Paul Sartre, recluso há alguns meses com eles, que redija uma pequena meditação para a véspera de Natal. Sartre, ateu, aceita. E oferece aos seus camaradas “Barioná ou o filho do trovão”, procurando unir crentes e não crentes. 

“Jesus não era como os líderes que se tornam reféns de grupos”, constata Francisco

Iacopo Scaramuzzi – 06 Dezembro 2018  “É um risco dos líderes se apegar muito às pessoas e não tomar distância”, disse o Papa Francisco, dando início a um novo ciclo de catequese dedicado ao “Pai Nosso”, durante a Audiência Geral. Nela destacou que, apesar de ser aclamado pelas multidões, Jesus, ao contrário, não estava interessado no “êxito plebiscitário”, razão pela qual “rezava com intensidade nos momentos públicos, compartilhando a liturgia de seu povo”, mas também “buscava lugares recolhidos, separados do barulho do mundo, lugares que permitissem entrar no segredo de sua alma”, em uma “intimidade com o Pai”. Portanto, desta maneira, tornou-se “mestre da oração de seus discípulos, como seguramente deseja ser para todos nós”. A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 05-12-2018. A tradução é do Cepat.

O IMAGINÁRIO PASCAL DO ALÉM-TÚMULO

Frei Bento Domingues, O.P. – 15/04/2018 Imagem: Paróquia São Judas Tadeu “Parece que a maioria das pessoas recusa o niilismo. Não aceita que a morte seja o fim de tudo. No vocabulário cristão, a ressurreição impôs-se, mas continua a ser difícil exprimir a significação dessa gloriosa metáfora“.

Jesus judeu

Eduardo Hoornaert – 01/02/18  Muitos problemas que nos aparecem quando lemos os evangelhos provêm do fato que lhes formulamos perguntas que eles são incapazes de responder. Perguntamos se Jesus fundou a Igreja, se ele instituiu o papado, o sacerdócio, os sacramentos. Por vezes forçamos a leitura dos evangelhos, na ânsia de neles encontrar respostas que confirmem a atual organização da vida cristã.

Uma só entre todas as mulheres

Deus nasceu de uma mulher Maria Clara Lucchetti Bingemer 29/12/17  Na foto: a autora   O culto a Maria exorciza em parte a culpabilidade imposta à mulher desde Eva e suas filhas. E torna possível uma ética para a modernidade, que sem o concurso das mulheres, não poderá ser construída

O Natal está à porta: quem vai abrir?

Revista Audácia – 23/12/ 2017 A avó da Mariana e do Gustavo foi para os seus netos o que João Batista foi para os judeus do seu tempo: disse-lhes «Jesus está à porta» A avó, pega na Bíblia e desafia: – Meninos, o Natal está à porta. Quem vai abrir? Todos a olham, espantados… A avó continua: – Diz Jesus na Bíblia: “Estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei.” Quem vai abrir a porta? Todos respondem: – Eu, eu, eu…

Apesar de tudo: Feliz Natal e Bom Ano Novo

Mensagem de Natal do Editor João Tavares – 24 de Dezembro de 2016 Mais um Natal, mais esperança, mais ternura. Famílias festejando, unidas. O canto dos anjos, pastores, magos do Oriente. Deus se faz homem para humanizar o mundo e para nos levar até Deus. Infelizmente, também, notícias tristes e dramáticas do mundo inteiro. 

Charles de Foucauld e o “mistério de Nazaré”

Cem anos após a sua morte, a vida do “pequeno irmão universal” do nascimento à conversão, da experiência na Trapa para aos tuaregs do deserto. Falam Fraccaro e Sequeri Cristina Uguccioni – 29/11/2016 Na quinta-feira, dia 1 de dezembro,  ocorre o centenário da morte do Beato Charles de Foucauld, figura referencial da espiritualidade cristã recente, um homem que – disse o Papa Francisco – “talvez como poucos outros, intuiu o alcance da espiritualidade que emana de Nazaré”; um homem cujo carisma – observou  o teólogo Pierangelo Sequeri – “foi doado e destinado, com antecedência, a este tempo da Igreja”.

As mulheres na Igreja

O espantoso é que Jesus não escolheu as mulheres para discípulas. Foram elas que o escolheram, seduzidas pelo que ele era, sem qualquer miragem de poder. Frei Bento Domingues, O.P. – 09/10/2016 “Quando se voltar a ter em conta a força desta cena ressuscitante, as discussões sobre os ministérios das mulheres na Igreja, impôr-se-á a pergunta: teremos autoridade para desordenar aquelas que Jesus ordenou? Elas não procuraram ministério nenhum. A vida delas foi de puro serviço do amor. Foi Jesus ressuscitado que, espontaneamente, as encarregou de evangelizar aqueles que, toda a vida, apenas procuravam o poder.”