Jesus salva?

Eduardo Hoornaert – 15/04/2017 Foto: www.pasionistas.es “…nos nossos dias, a imagem de Jesus Redentor vai esvaecendo aos poucos? Ela está sendo substituída, aos poucos, pela imagem de Jesus de Nazaré, o profeta destemido que preferiu enfrentar a morte que abandonar seu povo? Faço essa pergunta depois de ter a impressão que a imagem de Jesus redentor permanece central nas celebrações da Semana Santa”.

UMA DISCUSSÃO BRAVA SOBRE A CEGUEIRA

Frei Bento Domingues, O.P. -26/03/17 “Para este Domingo foi escolhida a narrativa da cura de um cego de nascença. É uma controvérsia muito longa, muito estúpida e muito cega. Tentaremos, depois, mostrar a sua atualidade. Antes, importa ver o ridículo. Jesus, ao passar, viu um homem cego de nascença. Os seus discípulos reproduziram a ignorância generalizada: Rabi, quem pecou, ele ou os seus pais para que nascesse cego?”

A leitura bíblica na iminência de tsunamis

Eduardo Hoornaert – 02/03/2017 Imagem: ttp://cdn.images.express.co.uk/img/dynamic/1/590x/UK-tsunami-736607.jpg Neste momento estão se formando, no alto oceano das tendências históricas, diversos tsumanis que sacudirão fortemente as praias da leitura bíblica num futuro ainda não definido. Desde já constituem uma ameaça à leitura tradicional da Bíblia, tal qual é praticada em inúmeras comunidades cristãs ao redor do mundo. São agitações de diversos tipos, como aquelas provenientes da exacerbação de um tipo de leitura bíblica longamente praticado pelas igrejas históricas: a leitura fundamentalista.

De mãe a discípula

A igreja não tem nenhuma fórmula para salvar o mundo. É uma convocatória para o trabalho. Não é pouco. Frei Bento Domingues O.P. 18/12/2016 “Jesus viveu uma longa polêmica com os discípulos: traído por um e abandonado por muitos[6]. Os seus irmãos também não acreditavam nele[7].O caso de Maria é completamente diferente. O Evangelho de João mostrou que a mãe de Jesus deixou de mandar no seu filho, mas não o abandonou, nem deixou de acreditar nele. Tornou-se a mãe que vai, silenciosamente, para a escola do filho. Só reaparece quando já está identificada com o projeto de Jesus e com a decisão de o acompanhar até ao fim”.

Cinco mulheres mais importantes do que se pensava na vida de Jesus

António Marujo –  8/12/2016 Foto: Miguel Manso. Pormenor do “Tríptico da Descida da Cruz” – Museu de Arte Antiga – Lisboa  A data de hoje é assinalada pelos católicos como o dia da imaculada concepção da mãe de Jesus – ou seja, de que Maria de Nazaré foi concebida sem a mácula, uma afirmação que pode ser objeto de equívocos e mal-entendidos, como se explicava neste texto.  A mãe de Jesus, decisiva e importante, não foi, no entanto, a única mulher importante na vida de Jesus. Foi uma mulher a primeira a receber o anúncio da ressurreição de Jesus. E há outras mulheres importantes na vida de Cristo, mais decisivas do que tradicionalmente se acreditava.

Por uma Igreja dessacralizada: no princípio não foi assim, nem Jesus foi sacerdote

Xabier Pikaza  – 29/08/2016 – Imagem: Pixabay Jesus “não assumiu títulos sacerdotais, nem rabínicos, mas atuou como um simples ser humano (filho de homem), sem ordenações jurídicas, nem documentações credenciais. Não foi ungido para exercer um ministério sagrado no templo, nem recebeu outras formas de ordens sagradas, mas foi um judeu marginal, um galileu de extração camponesa, operário da construção (pedreiro ou carpinteiro), sem terras próprias, ungido diretamente pelo Espírito de Deus”, escreve o teólogo espanhol Xabier Pikaza, em artigo publicado por Religión Digital, 26-08-2016. A tradução é do Cepat.

Um contador de histórias subversivas

 A Eucaristia é um convite para a festa, para a festa de Deus revelada nos gestos e nas palavras de Jesus. Frei Bento Domingues O.P. – 06/03/2016 “A parábola não ensina, dá que pensar. Liberta a imaginação. Não nos deixa acorrentados às religiões que herdámos. A fé cristã, ao proclamar, na Eucaristia dominical, a parábola do Filho Pródigo vem dizer: não estraguem o Domingo!”

Sábado Santo

“Durante o Sábado santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição.  No dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.

Sexta-feira Santa

 Cristo crucificado. A morte de Jesus é o principal evento relembrado na Sexta-feira Santa. 1632. Por Diego Velázquez, atualmente no Museu do Prado, em Madri, naEspanha. Sexta-feira Santa é uma festa religiosa cristã que relembra a crucificação de Jesus Cristo e sua morte no Calvário. O feriado é observado sempre na sexta-feira que antecede o Domingo de Páscoa, o sexto dia daSemana Santa no cristianismo ocidental e o sétimo no cristianismo oriental (que conta também o Sábado de Lázaro, anterior ao Domingo de Ramos). É o segundo dia do Tríduo Pascal e pode coincidir com a data daPáscoa judaica1 2 3 . Este dia é considerado um feriado nacional em muitos países pelo mundo todo e em grande parte do ocidente, especialmente as nações de maioria católica.

Jesus, o zelota

   Eduardo Hoornaert*    –   Apresento aqui um livro recente sobre Jesus, que está sendo bem acolhido pelo público brasileiro, pois já se contam 24 mil exemplares vendidos.