Uma Igreja sem conflitos?
Frei Bento Domingues O.P. 08/05/2016 – 00:05 “A lógica que Bergoglio deseja adoptar é, sem dúvida, a da reintegração. Quando é possível. Perante situações escandalosas que envenenaram o serviço que a Cúria vaticana deve prestar à Igreja – os escândalos bancários, a vida faustosa de alguns cardeais e a situação de eclesiásticos pedófilos – impõem-lhe a destruição dessa falsa paz alimentada por corruptos.”
Bertone e o ático das polêmicas
Fabrizio Caccia – 02/04/2016 Tradução: Orlando Almeida Do ático à propriedade com parque As megacasas de outros cardeais Entre privilégios e falatórios. “Só polêmicas, muitas casas antigas e necessitando de reformas” – se defende Bertone
“Francisco, um grande profeta. Mas pouca coragem no governo da Igreja”
Entrevista com Vito Mancuso Tiziana Testa – 13 de março de 2016 A simples túnica branca com que se aproxima do balcão de São Pedro. A saudação – ‘buona sera’ – à multidão reunida na praça. A escolha do nome. A renúncia ao apartamento no Palácio Apostólico. Em poucas horas, há três anos, Francisco ‘sacudiu’ o mundo com gestos que apareceram como revolucionários. Muitos saúdam a nova rota como um feliz encontro entre a Igreja e a modernidade, seguindo a trilha aberta pelo Concílio.Três anos depois, o que resta daquelas expectativas?
Papa Francisco, entre Vatileaks e Jubileu da Misericórdia
Em poucos dias, em Roma, será aberto, com a abertura da Porta Santa, o Jubileu da Misericórdia. Um evento importante para o pontificado do Papa Bergoglio. Um evento que pretende marca uma reviravolta para toda a Igreja Católica. E também na próxima semana, no Vaticano, o processo Vatileaks recomeça. Como prossegue o caminho reformador do Papa Francisco? Falamos sobre isso, nesta entrevista, com o vaticanista Marco Politi.
SERVIR E NÃO SERVIR-SE
Frei Bento Domingues, O.P. 15/11/2015 “Na sua homilia, pediu ao Senhor que nos dê a graça que deu a Paulo, cuja honra era ir sempre mais longe, renunciando às regalias e às tentações farisaicas de vida dupla: apresentar-se como ministro do Evangelho, como aquele que serve, mas no fundo estar a servir-se dos outros, a exibir-se”
Pacto das Catacumbas, Papa Francisco e a Igreja dos pobres
“Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no que concerne à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo que daí se segue”, escreviam há 50 anos os 40 bispos que, no dia 16 de novembro de 1965, durante a fase final do Concílio Vaticano II, assinaram o Pacto das Catacumbas. “Eu não vivo no luxo. O meu apartamento tem 296 metros quadrados, e eu não vivo sozinho. Moro com uma comunidade de três irmãs que me ajudam”, declara hoje o ex-secretário de Estado vaticano do Papa Ratzinger, o cardeal Tarcisio Bertone.
Jesus e o Vaticano
“No domingo passado, Francisco veio garantir aos fiéis que não cederá: “Sei que muitos estais perturbados com as notícias que circularam sobre os documentos confidenciais da Santa Sé roubados e publicados.” Trata-se de “um delito, um ato deplorável que não ajuda. … Por isso, quero assegurar-vos que este triste acontecimento não me desviará do trabalho de reforma que estamos levando a cabo com os meus colaboradores e com o apoio de todos vós”.” Anselmo Borges – 14/11/2015
“Em Roma, há hierarcas que têm muito medo do Papa Francisco”
“Seguramente, muitas pessoas não conseguem imaginar a atualidade de tudo isso. Agora se diz, em todo o mundo, que importantes “mandachuvas” da cúria romana não toleram o Papa Francisco. E a história se repete. Assim, nos encontramos diante de uma situação que se parece (mais do que alguns suspeitam) com aquela que ocorreu na vida de Jesus.” A reflexão é do teólogo espanhol José María Castillo, e publicada por Religión Digital, 13-11-2015. A tradução é de André Langer.
O caso de Dom Negri e as oposições ao Papa Francisco. Artigo de Massimo Faggioli
Segunda, 30 de novembro de 2015 Uma das tantas contribuições do “efeito Francisco” é a descompaginação dos alinhamentos ideológicos dentro da Igreja e das suas divisões. O arcebispo de Ferrara é um daqueles bispos para os quais o catolicismo deve ser compreendido, anunciado e aplicado em termos ideológicos. A opinião é do historiador italiano Massimo Faggioli, professor de história do cristianismo e diretor do Institute for Catholicism and Citizenship, na University of St. Thomas, nos EUA. O artigo foi publicado por L’HuffingtonPost, 26-11-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.