Francisco sobre: 3. a Igreja e a alegria
Continuo com os diálogos do Papa Francisco e de Dominique Wolton: Politique et société. Anselmo Borges 06/10/2017 Perguntam-me: “Mas pode dar-se a comunhão aos divorciados?” Respondo: “Falai com o divorciado, falai com a divorciada, acolhei, acompanhai, integrai, discerni!” Infelizmente, nós os padres estamos habituados a normas congeladas, fixas. E ouve-se dizer: “Não podem receber a comunhão.” “Que não, não e não”. Este tipo de proibições é o que encontramos no drama de Jesus com os fariseus. A mesma coisa!”
Aqueles pobres que almoçam na catedral de Bolonha com o Papa, e a acusação de “profanação”
Andrea Tornielli – 02/10/ 2017 Foto: Papa almoça com refugiados em Bolonha. Osservatore Romano Comentários críticos sobre os “últimos” sentados à mesa com o Papa na Basílica de São Petrônio, em Bolonha.. Era hábito no início do cristianismo. Acontecia também em Roma, com Gregório Magno, que servia à mesa. E no século V foi realizado um almoço para os pobres em São Pedro, louvado por Paulino de Nola. Reportagem de Andrea Tornielli, no Vatican Insider, 01-10-2017. A tradução é de Luisa Rabolini.
Francisco não se atemoriza e retruca duramente aos conservadores em Bolonha
Mauro Lopes – 02/10/2017 Foto: Papa na missa em Bolonha: conservadores não o intimidam Enganou-se quem supôs que o Papa poderia recuar ou moderar seus posicionamentos depois do agressivo manifesto ultraconservador acusando-o de “heresia”. Francisco esteve sábado e domingo em visita pastoral às cidades de Cesena e Bolonha, no norte da Itália, e foi ainda mais explícito em sua visão da Igreja e do cristianismo, conforme os ensinamentos originais de Jesus.
Livros das férias (2)
Anselmo Borges – 15 de setembro de 2017 Fotos: Religión Digital Continuo com reflexões a partir do livro de Celso Alcaína – Roma Veduta. Monseñor Se Desnuda –, ele próprio refletindo sobre a Igreja e o seu futuro, a partir dos oito anos passados na Cúria, concretamente na Congregação para a Doutrina da Fé.
Müller acusa o Papa de não basear a sua autoridade magisterial numa teologia “competente”
Denuncia que ele se preocupa mais com as “questões de diplomacia e poder” do que as da fé Cameron Doody 14/9/17. Foto: Cardeal Müller, ex-Prefeito da Doutrina da Fé “Deveria estar em seu lugar a fé cristã, a que está no centro, e o Papa deveria ser simplesmente um “servo da salvação” Müller aproveitou as suas intervenções para queixar-se mais uma vez das diferenças que mantém com o Papa, o que desencadeou a sua destituição como chefe do Santo Ofício, no final de junho”. Tradução: Orlando Almeida
Livro das férias (1)
Anselmo Borges –8/9/17 –Foto:Religión Digital “Um dos meus livros para uns breves dias de férias foi, de Celso Alcaina, Roma Veduta. Monseñor Se Desnuda. Está-se a ver, subentendido, o velho dito: “Roma veduta, fede perduta” (quem vai e vê Roma perde a fé). Após a ordenação sacerdotal e grande currículo acadêmico, com doutoramentos em Teologia e Estudos Bíblicos, Alcaína passou oito anos (1967-1975) a trabalhar na Congregação para a Doutrina da Fé. O papa era então Paulo VI. O livro, com os seus contatos, o que viu e ouviu, são as suas impressões críticas desses anos.”
Summus Pontifex para além de Summorum Pontificum: as razões de uma mudança de direção
Andrea Grillo – 31 de agosto de 2017. No blog: Come se non No discurso proferido na celebração do 70º aniversário da CAL, o Papa Francisco pronunciou palavras importantes sobre a tradição litúrgica católica e sobre como deve ser entendida hoje pelo magistério da Igreja. Um brilhante intérprete americano, o jesuíta John Baldovin, resumiu em “cinco razões” a importância deste discurso: (https://www.americamagazine.org/faith/2017/08/28/five-reasons-pope-francis-embraces-vatican-ii-liturgy).
Müller substituído, Ladaria investido: razões plausíveis de uma mudança
Andrea Grilllo – 05/07/2017 O que aconteceu na cúpula da Congregação para a Doutrina da Fé deve ser interpretado com categorias apropriadas. Esta interpretação assim de improviso não é fácil. É mais fácil entender as razões extrínsecas e ocasionais, para explicar simpatias e antipatias, projetos de reforma e projetos de restauração. Deste modo é possível, com base nestas avaliações, falar de “oportunidade perdida” ou de “escândalo” ou de “buraco na água” ou de “não-decisão”. Creio ser apropriado e prudente analisar a situação com uma visão mais ampla. É o que tento esboçar aqui.
Outra carta dos quatro cardeais ao Papa. Agora pedem uma audiência
Sandro Magister – 21 Junho 2017 Sete meses depois das “dubia”, em meados desta primavera, o Papa Francisco recebeu outra carta dos mesmos quatro cardeais, escrita por Carlo Caffarra em nome dos outros três: Walter Brandmüller, Raymond L. Burke e Joachim Meisner. Reportagem de Sandro Magister, publicada no Settimo Cielo, 20-06-17
A revolução de Francisco: irreversível?
Padre Anselmo Borges – 21/04/2017 A. Spadaro lembrava que “há oposições que se tornam raivosas, dão-se conta de que Francisco está a falar a sério”. Francisco também confessou ao padre Adolfo Nicolás, superior dos jesuítas até há pouco tempo: “Criticam-me porque não falo suficientemente como Pontífice e porque não atuo como um rei”. Daí, a pergunta: que marca deixará o seu pontificado? Penso que é praticamente impossível voltar atrás em relação concretamente ao estilo que imprimiu.