Por que a Amazônia merece um Sínodo. Artigo de Michael Czerny e D. David M. de A. Guinea

Michael Czerny e David Guinea – 12/09/2019  – Foto: Francis Vaquero –  Flickr “Durante o Sínodo de outubro, todo o mundo deveria caminhar com as pessoas da Amazônia – sem pretender alargar ou desviar a sua agenda, mas para ajudar o Sínodo a ter impacto”, escreve Michael Czerny, jesuíta, novo cardeal e David Martínez de Aguirre Guinea, frade dominicano, bispo de Puerto Maldonado, Peru. Ambos são secretários especiais do próximo Sínodo dos Bispos. O artigo é publicado por Civiltà Cattolica, 12-09-2019.

Arcebispo brasileiro é atacado por liderar ”infiltração esquerdista” na Igreja

 Eduardo Campos Lima – 16 Julho 2019 Foto: Dom Geremias Steinmetz/ Arquidiocese de Londrina  Um arcebispo no Brasil foi acusado de incitar “uma infiltração esquerdista” na Igreja, em uma carta ao embaixador do Vaticano enviada por um grupo de associações profissionais e patronais da cidade de Londrina, Paraná. A reportagem é de Eduardo Campos Lima, publicada por Crux, 15-07-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Órgão ligado à Igreja Católica critica general Heleno e defende mobilização pela Amazônia

Rafael Neves – 19/02/2019. Imagem: Ecoamazônia O observatório da política da CBJP  (Comissão Brasileira de Justiça e Paz), órgão autônomo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), publicou nesta terça-feira (18) uma nota de repúdio a declarações do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, em relação ao Sínodo da Amazônia, reunião de bispos marcada para outubro deste ano, no Vaticano. A reportagem é de Rafael Neves, publicada por Congresso em Foco, 18-02-2019.

“Democracia: mudança com Justiça e Paz”. Nota pública das Pastorais Sociais da CNBB

16 Outubro 2018 – Foto: IHU  Pastorais Sociais, Pastorais do Campo e outras entidades da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) tornaram pública nesta segunda-feira (15) a nota pública “Democracia: mudança com Justiça e Paz”. O texto destaca a importância da defesa para preservação do Estado Democrático, frente a conjuntura política do país, levando em conta o 2° turno das eleições presidenciais no dia 28 de outubro.

Helder Câmara 1955: a irrupção do evangelho

  O evangelho não é uma evidência. Eduardo Hoornaert – 08/09/2018 Se hoje vale a pena rememorar a vida de Helder Câmara, é principalmente no sentido de nos mostrar que a descoberta do evangelho, por parte de um católico – seja ele leigo, sacerdote ou bispo – não é uma evidência. Pelo contrário. Após sua ordenação sacerdotal em 1931, Helder demora 24 anos para vislumbrar o evangelho, tão poderoso se afigura o encobrimento da mensagem fundamental de Jesus de Nazaré por meio de estruturas organizatórias e mentais a cobri-la e a quase impedir a formulação da simples pergunta: ‘sou cristão?’. ‘Claro que sou cristão, pois fui batizado e crismado e me casei na igreja’, eis a resposta espontânea.

”O único antídoto contra o clericalismo é um laicato maduro.” Entrevista com Mauricio López

Luis Miguel Modino – 25 Julho 2018 – Foto: diocese de Jales Mauricio López diz que é mexicano por nascimento, equatoriano por opção e amazônico por vocação. O atual secretário executivo da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) está encerrando o seu serviço à frente das Comunidades de Vida Cristã (CVX), presentes em cerca de 70 países e vinculadas à Companhia de Jesus, com a qual colaboram não em função da instituição, mas sim da missão. A reportagem é de Luis Miguel Modino, publicada em Religión Digital, 23-07-2018  

CNBB (1968) X CNBB (2018): a 50 anos de distância o que esperar?

  Ricardo Sérgio Coutinho – 23/04/2018  “Em 1968, o episcopado brasileiro vivia sob a égide de quatro “conceitos” que o remetia para o futuro: renovação eclesial (fruto do Vaticano II), planejamento pastoral (Plano de Pastoral), reformas de base e desenvolvimentismo.CNBB (1968) X CNBB (2018): a 50 anos de distância o que esperar?

Ao redor de Marielle, Lula e padre Amaro, uma Igreja dividida e que abandona os seus

<img class=”size-full wp-image-3121″ src=”https://i2.wp.com/outraspalavras.net/maurolopes/wp-content/uploads/2018/04/dom-angelico-e-lula-VALE.jpg?resize=525%2C350″ alt=”” width=”525″ height=”350″ srcset=”https://i2.wp.com/outraspalavras.net/maurolopes/wp-content/uploads/2018/04/dom-angelico-e-lula-VALE.jpg?w=680&ssl=1 680w, https://i2.wp.com/outraspalavras.net/maurolopes/wp-content/uploads/2018/04/dom-angelico-e-lula-VALE.jpg?resize=300%2C200&ssl=1 300w” sizes=”(max-width: 525px) 100vw, 525px” data-recalc-dims=”1″ />Dom Angélico e Lula, na celebração ecumênica em São Bernardo Mauro Lopes – 10 de abril de 2018 Vive-se uma situação paradoxal no Brasil. Lideranças populares com histórias profundamente ligadas à Igreja Católica foram mortas ou perseguidas sob o silêncio cúmplice da cúpula da Igreja, enquanto um segmento estridente de integristas aplaude os algozes. Marielle Franco foi martirizada numa execução brutal; Lula, vítima de uma perseguição sem tréguas até a prisão, assim como o padre José Amaro Lopes de Souza.

90 anos de Pedro Casaldáliga: o bispo da “absurda” Esperança

António Marujo – 17/02/2018 Este homem fez de um chapéu de palha o seu símbolo de bispo, foi ameaçado de morte várias vezes, chama “Irmão Parkinson” à doença que o atingiu e, apesar disso, fala aos amigos da “absurda” Esperança que o move. Pedro Casaldáliga fez ontem 90 anos e continua a ser um profeta, livre e pobre. Textos evocativos de uma vida feita também de poesia – incluindo a Missa dos Quilombos, cujos poemas são de sua autoria e a música foi composta por Milton Nascimento.

Quando um papa canoniza um linguista

Andrea Grillo –11/10/17 blog: Come se non Depois do Motu Proprio Magnum Principium, uma reflexão sobre o valor das “línguas populares” torna-se não só possível, mas necessária. A tradução é novamente reconhecida como condição da tradição. Nesta brilhante intervenção, o historiador e teólogo Ubaldo Cortoni, monge camaldolense e professor do Pontifício Ateneu de S. Anselmo, relê com grande capacidade de síntese  a importância do recente documento à luz da história moderna e medieval. E uma citação de Anselmo sela uma reflexão sobre a mudança de direção que o papa Francisco soube imprimir à tradição, canonizando um linguista jesuíta.