Papas diferentes, personalidades diferentes – e uma continuidade subjacente
Michael Sean Winters – 15/12/2016 Foto: Papa Francisco e Bento XVI em 2011/2016. Com os novos cardeais “Se os silogismos nos satisfazem, a experiência não nos encanta assim como encanta a Francisco. Se acharmos que a conversa madura que começou no Vaticano II e continuou com Papa Paulo VI corre o risco de formular perguntas difíceis e exige que nos abramos intelectualmente, então veremos o esforço do Papa Francisco em reavivar essa conversa madura com suspeita ou pavor”.
Críticas a Francisco têm origem em incompreensão do Vaticano II
Michael Sean Winters – 15 Dezembro 2016 “Uma liderança religiosa tem realmente a ver com dobrar a história segundo os próprios propósitos?”, questiona Michael Sean Winters, colunista do National Catholic Reporter e pesquisador visitante do Instituto para Pesquisa em Políticas Públicas e Estudos Católicos da Universidade Católica da América, em Washington, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 12-12-2016.
O que o Senhor quer de nós?
Francisco responde de próprio punho a um carta de um Padre casado argentino Daniel Fernandez – 10/12/2016 Tradução: João Tavares Recebemos de Willy Schefer, padre casado de Buenos Aires, o Relatório de uma significativa e promissora Reunião dos padres casados da Argentina em novembro de 2016. Assunto: resposta pessoal do papa Francisco a uma carta de um padre casado argentino sobre a situação dos Padres casados hoje na Igreja. No mesmo dia da reunião na Argentina, Francisco visitava sete Padres casados com suas famílias, num apartamento nos arredores de Roma. (J. Tavares)
A misericórdia dos dois Franciscos: de Assis e de Roma
A convite de confrades franciscanos escrevi a presente reflexão sobre a misericórdia. Leonardo Boff – 12/12/2016 É notória a presença da misericórdia na vida de São Francisco, para com os pobres, com os pecadores, com os confrades relapsos e para com os demais seres da criação, seus irmãos e irmãs. Caso se deva impôr alguma penitência, diz na Regra 7,2 que “se faça com misericórdia”. Na Carta aos fiéis 8,43 recomenda ao superior que “manifeste e pratique tal misericórdia como gostaria que se lhe aplicasse a ele”. Por fim na Admoestação 27,6 afirma com verdade:”onde há misericórdia aí não há dureza de coração”.
“Pirineus Atlânticos”: 60 padres pedem contas ao bispo
Padres da diocese de Bayonne, Lescar e Oloron questionam oficialmente o ministério do seu bispo. Publicado em 30/11/2016. Tradução: Orlando Almeida Foto: Marc Aillet © Arquivo Bertrand Lapègue Estes padres expressam a sua perplexidade diante da condução autoritária da diocese pelo bispo, eles questionam a sua linha tradicionalista e a sua gestão financeira. Eles escreveram às altas autoridades eclesiásticas.
Cinco dúvidas, quatro cardeais, três certezas
Andrea Grillo -16 Novembro 2016 Uma nova carta de quatro cardeais ao Papa Francisco, levantando “dúvidas” sobre a Amoris laetitia. Para o teólogo italiano Andrea Grillo, “os cardeais que sobem ao primeiro andar se sentam na janela e tentam, de algum modo, fazer com que a Igreja em saída volte a entrar, temem os hospitais de campanha, evitam os campos de refugiados”. Leigo casado, Grillo é professor do Pontifício Ateneu S. Anselmo, em Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, em Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, em Pádua.
“Queridos cardeais…”.
Teólogo leigo responde aos quatro cardeais que contestam o Papa Rodrigo Guerra López – 24 Novembro 2016 “Do meu ponto de vista, queridos cardeais, o ensinamento do Papa Francisco na Amoris Laetitia é verdadeira fidelidade criativa e desenvolvimento orgânico que explicita o depósito da fé destacando que toda verdade, para que brilhe em sua atração, requer ser afirmada com misericórdia e com bondade”, escreve Rodrigo Guerra López, membro do Pontifício Conselho Justiça e Paz, da Pontifícia Academia pela Vida e da Equipe de Reflexão Teológica do CELAM, em artigo publicado por Vatican Insider, 23-11-2016. A tradução é de André Langer.
Por que o Papa Francisco venceu o desafio da reforma
Massimo Faggioli – 22/11/2016 “A popularidade de Francisco é o fruto da percepção deste papa como último bastião do conhecido contra o avanço do desconhecido. A globalização do catolicismo e do papado também envolve a globalização da definição do bispo como defensor civitatis. Não é mais somente a civitas de Roma, mas a civilização ocidental.” Opinião do historiador italiano Massimo Faggioli, publicado no jornal Il Mattino, 21-11-2016.
Eu não barateio a doutrina do Concílio, eu sigo o Concílio…
Entrevista com o Papa Francisco Stefania Falasca – 19/11/2016 Jubileu, ecumenismo, Concílio: uma entrevista com Francisco às vésperas do fechamento da Porta Santa. “A Igreja não é um time de futebol que procura torcedores.” Publicada: jornal Avvenire 17-11-2016
E se o Papa Francisco for anarquista?
Considerações em torno da ‘Teologia do Povo’. Eduardo Hoornaert–14/11/2016 Foto: Papa Francisco, ainda arcebispo de Buenos Aires, de ônibus, com o Povo E se o Papa for anarquista? Não anarquista no sentido que se costuma dar ao termo, mas no sentido de uma lucidez acerca do modo em que a sociedade promove o bem comum, não por simples ação do estado ou de pessoas que controlam os instrumentos do estado, mas por uma interação entre forças existentes na sociedade, impulsionada por movimentos de base.