Ratzinger rejeita o cerco dos conservadores. “Eu não sou o pontífice. Quem decide é Francisco”
Segunda, 20 de outubro de 2014 Nos dias mais tensos do Sínodo dos Bispos que conclui seus trabalhos no dia 18 de outubro, houve um bilhete que mudou decisivamente o sentido e, provavelmente, o resultado da discussão. Um bilhete que permaneceu reservado. Uma mensagem breve, mas fundamental.
Evangélicos e as eleições 2014: primeiro balanço pós-5 de outubro
“Em comparação com o grupo de 70 eleitos/as na atual legislatura, houve 3% de aumento de deputados identificados como evangélicos na Câmara. Um número muito abaixo dos 20% ou 30% apregoados, e ainda bem inferior aos 14% celebrados pela FPE.
Cardeal Müller ataca: ”O relatório sinodal é vergonhoso”
O prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé lidera a frente conservadora no Sínodo contra as aberturas aos gays. “Indigna, vergonhosa, completamente equivocada.” Condenação sem apelo ao relatório sobre a primeira semana de trabalhos sinodais sobre a família (a Relatio post disceptationem) lida nessa segunda-feira perante o Papa Francisco pelo cardeal húngaro Péter Erdö.
Igreja Católica entra na eleição com propostas progressistas, mas aborto “é inegociável”
Ao contrário de 2010, questões sociais e a reforma política ganharam espaço entre líderes religiosos. A realização de um debate presidencial no Santuário Nacional de Aparecida, como o de terça-feira 17 no interior de São Paulo, marca a entrada da Igreja Católica nas eleições deste ano. Ao contrário do que ocorreu no último pleito, em 2010, assuntos como aborto, casamento gay e uso de células-tronco estão sendo pouco explorados pelos líderes católicos. Questões sociais e a reforma política ganharam espaço pelas mãos do cardeal-arcebispo de Aparecida, Dom Raymundo Damasceno Assis. Igreja Católica entra na eleição com propostas progressistas, mas aborto “é inegociável”
OPERÁRIOS DA HORA CERTA
Nos dias que correm, se conseguíssemos catalogar todas as propostas apresentadas pelos diversos segmentos da campanha eleitoral, seria possível descrever quase um novo paraíso terrestre, dada a aparente perfeição de todas as realizações prometidas. Muitos candidatos oferecem serviços de todos os tipos, como se fossem competentes em todas as áreas, que vão do saneamento básico às estradas e novos aeroportos, hidrovias, hospitais, escolas e revolucionários programas de educação.
Quarenta novos bispos na Itália e cinco cardeais curiais a menos
São muitos os que passarão do limite de idade no final de 2015. Uma oportunidade de ouro para o Papa Francisco remodelar ao seu gosto o episcopado italiano e para diminuir o peso dos curiais em um futuro conclave.
CHINA E FUTURO DO CRISTIANISMO
Pe. Anselmo Borges – In DN 16/08/2014 Ele há aqueles experimentos mentais que não são propriamente inúteis, pois levam-nos a ir mais longe.Penso, por exemplo, no que teria acontecido ao cristianismo se, logo no início, em vez de passar do mundo semita para o mundo greco-romano, tivesse caminhado para a Índia e China. Teria de si hoje outra compreensão e a história do mundo seria diferente.
Cartilha eleitoral
Frei Betto – A CNBB lançou este mês o documento “Seu voto tem consequências: um novo mundo, uma nova sociedade”, no intuito de orientar os católicos nas próximas eleições. Trata-se de um documento apartidário, porém à luz da doutrina social da Igreja e dos documentos papais e episcopais. “As eleições deste ano de 2014 são importantes, não só porque presidente, deputados, senadores e governadores têm uma incidência muito grande na vida da população, mas porque está em jogo também o projeto político, social e econômico para o Brasil”, diz o texto.
Papa Francisco quer beatificação de Monsenhor Romero
O Papa Francisco assegurou que a beatificação de Monsenhor Romero avança sem obstáculos no Vaticano. O Papa Francisco quer uma beatificação expedita de Monseñor Oscar Romero, afirmando que foram cumpridos todos os requisitos processuais no caso do arcebispo salvadorenho assassinado.
Bergoglio promove o seu ”pequeno Francisco” a arcebispo de Madri
Uma Igreja menos envolvida em confrontos com a política, que organize menos marchas de defesa e promoção daqueles valores chamados inegociáveis cuja definição não agrada ao papa – “Eu nunca compreendi a expressão ‘valores inegociáveis’. Os valores são valores, e ponto final. Não posso dizer que, entre os dedos de uma mão, haja um menos útil do que o outro”, dissera ele ao Corriere della Sera em março passado – e seja mais ativo no fronte dos últimos.