ROMPENDO O CASULO (por ocasião do falecimento de Dom José Maria Pires)
Eduardo Hoornaert – 28/08/20107 – Foto: da internet A partir de 1971 vai diminuindo aos poucos a projeção de Dom Helder no Brasil[10] e vem surgindo uma nova geração de bispos a sustentar o compromisso dos pioneiros do Vaticano II, de Medellín e principalmente do pacto das catacumbas. Surgem lideranças como Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Aloísio Lorscheider, Dom Ivo Lorscheiter, Dom Tomás Balduino, Dom Pedro Casaldáliga e outros. Entre elas está Dom José Maria Pires.
Reflexões em torno de Comunidades de Base.
Eduardo Hoornaert – 28/08/2017 Nestes dias caiu-me nas mãos um livro que revisita uma experiência de Comunidades de Base de trinta e sete anos atrás. O interesse do livro não está unicamente na qualidade dessa memória, mas igualmente nas considerações acerca das adaptações necessárias a serem feitas para adequar melhor as CEBs ao contexto que estamos vivendo hoje.
Romero, o bispo mártir que escolheu o Evangelho e o povo
IACOPO SCARAMUZZI – 15/08/17 Cem anos atrás nascia o bispo de El Salvador que seria assassinado enquanto celebrava missa, pelos “esquadrões da morte”. Beatificado por Francisco, agora está perto da santidade Foto: Fiéis em peregrinação pelos 100 anos de nascimento do beato Romero
No centenário do nascimento de Óscar Romero e dos quarenta anos do assassinato de padre Rutilio Grande.
Legado dos mártires de El Salvador Rocio Lancho Garcia –14/08/17 -Foto:internet O beato Óscar Arnulfo Romero não só abriu o Martirológio do ano de 1980, mas também foi o primeiro bispo a ser assassinado em El Salvador. Chegou assim ao fim a aparente paz que reinava no país, dando início a uma sangrenta guerra civil, interrompida apenas pelas súplicas incessantes que ele endereçava para as partes contrárias. Assim lembra José Luis Escobar Alas, Arcebispo de San Salvador, em sua segunda carta pastoral escrita por ocasião do quadragésimo aniversário da morte como mártir de padre Rutilio Grande e do centenário de nascimento de monsenhor Romero.
“Ecocídio” em Chiapas – México: bispo Felipe Arizmendi
San Cristóbal de las Casas, Chiapas -14/08 Tradução: Orlando Almeida –Foto:internet “Devemos lutar, sempre de forma pacífica, para defender a mãe Terra, a vida e a saúde. Isto não é intrometer-se em políticas alheias ao nosso ministério pastoral, mas sim ser responsáveis por uma vida digna para os nossos povos e pelo cuidado da terra que Deus nos deu, não para a destruirmos, mas para conservá-la para que seja fonte de vida para todos. Cuidar da saúde e da vida é uma responsabilidade de todos, também da Igreja”
O grito dos franciscanos e franciscanas do Brasil: “dirão que é comunismo, mas é Evangelho”
Mauro Lopes – 7 de agosto de 2017 Foto: Franciscanos e franciscana no Capítulo Nacional das Esteiras, em Aparecida ““Óh Mãe preta, óh Mariama, Claro que dirão, Mariama, que é política, que é subversão, que é comunismo. É Evangelho de Cristo, Mariama!”, ainda assim, invocamos suas bênçãos sobre toda a nossa família e sobre um Brasil sedento de “Paz – fruto da justiça, do bem e da Misericórdia de Deus”.
Cardeais das periferias são um passo à frente dado na Igreja
“Enquanto aguardamos reformas amplas às estruturas de comando da Igreja, em particular a plena inclusão das mulheres em papéis decisórios, os esforços de Francisco em dar forma às periferias católicas são um passo à frente significativo e louvável”, afirma editorial da publicação norte-americana National Catholic Reporter, 08-07-2017. A tradução é de Isaque Gomes Correa.
A vingança de Mazzolari, o padre dos pobres banido pela Igreja, mas amado por Francisco
No último dia 20 o Papa prestou homenagem ao , indo até o seu túmulo, em Brabiana. Seguidor de Mounier e de Maritain foi antifascista e defensor das lutas camponesas. O Santo Ofício ordenou o recolhimento de seus livros. O depoimento é de Stefano Albertini, diretor da Casa italiana Zerilli – Marimo, na New York University, publicado por La Repubblica, 20-06-2017.
Francisco não tem razão? (2)
Anselmo Borges – 23/06/21017 “Não é exatamente o mesmo o mundo visto lá do alto da janela mais famosa do mundo, que é a janela do Palácio Apostólico no Vaticano donde os Papas dão a bênção urbi et orbi, e o mundo que se vê a partir de um apartamento modesto da Casa de Santa Marta. Não é exatamente o mesmo o mundo que se vê a partir do Deus omnipotente, significando omnipotência Poder enquanto dominação e não Força infinita de criar, e o mundo que se vê quando se vê a partir do Deus cujo nome é Amor, Misericórdia.
O Vaticano na linha de frente contra a corrupção. Cardeal Turkson e don Ciotti: “Mobilizar as consciências”
Patrizia Caiffa – 15 junho de 2017 Foto:Encontro internacional contra corrupção Agensir.it A corrupção priva as pessoas, sobretudo os pobres, da liberdade, da dignidade e da justiça. A corrupção está presente em toda a parte, em todos os países do mundo, porque nasce no coração do homem. Para encontrar propostas concretas e combater este “flagelo social” que é também “a linguagem das máfias” – como diz o Papa Francisco – foi realizado hoje um debate internacional organizado pelo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral. As entrevistas com o cardeal Turkson e com don Ciotti.