Helder Câmara 1955: a irrupção do evangelho
O evangelho não é uma evidência. Eduardo Hoornaert – 08/09/2018 Se hoje vale a pena rememorar a vida de Helder Câmara, é principalmente no sentido de nos mostrar que a descoberta do evangelho, por parte de um católico – seja ele leigo, sacerdote ou bispo – não é uma evidência. Pelo contrário. Após sua ordenação sacerdotal em 1931, Helder demora 24 anos para vislumbrar o evangelho, tão poderoso se afigura o encobrimento da mensagem fundamental de Jesus de Nazaré por meio de estruturas organizatórias e mentais a cobri-la e a quase impedir a formulação da simples pergunta: ‘sou cristão?’. ‘Claro que sou cristão, pois fui batizado e crismado e me casei na igreja’, eis a resposta espontânea.
“O mundo precisa de uma nova liderança para construir pontes, não muros”, afirma o Papa na mensagem aos 500 teólogos reunidos em Sarajevo
Joshua J. McElwee – 27 Julho 2018 – Foto: Francisco com os organizadores da Conferência de Sarajevo / IHU No dia 26 de julho começou uma reunião inédita com cerca de 500 teólogos morais e eticistas com o apoio do Papa Francisco. Em uma carta ao evento, o Pontífice elogiou o foco em discernir como os acadêmicos podem responder melhor à mudança global no atual ambiente geopolítico. A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 26-07-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.
Sem mitra nem solidéu
O verdadeiro profeta é sobretudo uma pessoa que vive a graça da lucidez humana e divina na defesa do bem comum. Frei Bento Domingues, O. P – 15 de Julho de 2018. Foto: Cardeal R. Burke, com sua cauda de 12 metros e “mantilha” de arminho/padremarcelotenorio.com “No momento em que se escolhem designers para a indumentária e as insígnias episcopais e cardinalícias, seria bom não esquecer as vozes, antigas e novas, que se interrogaram: sucessores de Pedro e dos Apóstolos ou continuadores da era do imperador Constantino?”
A hora do Papa Francisco: como será a Igreja deixada por Francisco
Daniel Verdú – 09/07/2018 Há algumas semanas, o Papa Francisco terminou uma de suas missas matinais em Santa Marta e, ao sair, trocou duas palavras com um conselheiro próximo. A pergunta era bastante rotineira. A resposta foi sincera. – Tudo bem, Santidade? – Muita pressão, desabafou Jorge Mario Bergoglio. A reportagem é de Daniel Verdú, publicada em El País, 08-07-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Papa Francisco, o filho do Concílio que se tornou um homem livre.
Entrevista especial com Andrea Grillo Ricardo Machado | Tradução: Mariana Szajbely | 29 Junho 2018 | Foto: Palavraviva.com Papa Francisco não é o tipo de pontífice que descumpre os cânones eclesiais, mas os cumpre a seu modo. Filho legítimo do Concílio Vaticano II, Bergoglio, como lembra o professor e pesquisador italiano Andrea Grillo, “celebra as missas conforme mandam os cânones católicos, mas o faz como se fosse um pároco, não tem a ver com o que chamaríamos de missas papais, senão com um sacerdote que inicia o dia concelebrando com as pessoas da comunidade”,descreve Grillo, em entrevista concedida pessoalmente à IHU On-Line, durante o XVIII Simpósio Internacional IHU. A virada profética de Francisco.
Carta aberta ao Papa Francisco sobre uma questão importante
Caro Papa Francisco, visto que se pode pedir um gesto profético ao Papa, peço-lhe filialmente isto: transformar a ‘delegacia’ da polícia do Vaticano num espaço de acolhimento aos pobres! Ghislain Lafont, 20/06/2018 – Foto: O Palácio do antiga Inquisição, na Praça do Santo Ofício Tradução: Orlando Almeida Caro Papa Francisco, Permita-me que lhe escreva para fazer-lhe uma sugestão que, parece-me, favoreceria a sua preocupação de conduzir a nossa Igreja por caminhos cada vez mais evangélicos. Seria de destinar ao acolhimento dos pobres, das famílias de migrantes e de outras pessoas sem residência fixa, o Palazzo monumental atualmente ocupado pela Congregação para a Doutrina da Fé.
Medellín: seu contexto em 1968 e sua relevância 50 anos depois (II)
Prof. Edward Guimarães – observatoriodaevangelizacao – 10/05/2008 Foto: Pe. José Oscar Beozzo Na noite do primeiro dia do VI Colóquio de Teologia e Pastoral, 07/05/2018, o teólogo e historiador da Igreja, Prof Dr. Pe. José Oscar Beozzo, proferiu a Conferência de Abertura, no auditório Dom Helder Camara, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia. A seguir, a síntese elaborada pelo prof. Edward Guimarães, das três últimas partes do texto: BEOZZO, José Oscar. “Medellín: seu contexto em 1968 e sua relevância 50 anos depois” in: GODOY, Manoel; AQUINO JÚNIOR, Francisco. 50 anos de Medellín. Revisitando textos, retomando o caminho. São Paulo: Paulinas, 2017, pp. 09-27.
A “Igreja em saída” de Bergoglio: adesões e resistências do clero
João Vitor Santos – 18/05/2018 Para Oscar Beozzo, a grande novidade do pontificado é a proposta pastoral, mas que nem sempre é bem aceita e compreendida O professor Oscar Beozzo elenca vários avanços de Francisco nesses cinco anos de pontificado. Entretanto, aponta como central a perspectiva da “Igreja em saída”. Ele destaca que o Papa “quer uma Igreja em saída, que aceite sujar pés e mãos para socorrer os necessitados e que seja um hospital de campanha para os feridos nas vicissitudes da vida”.
“Papa aos padres: o celibato é um desafio. Cuidado com o que se olha na internet”
Salvatore Cernuzio – 06 Junho 2018 Depois de 50 dias exatos desde o seu pronunciamento, a Santa Sé divulgou na tarde dessa terça-feira, 5, o texto completo do diálogo do Papa Francisco com cerca de 2.000 estudantes dos Colégios superiores eclesiásticos romanos durante uma audiência ocorrida no dia 16 de março passado na Sala Pulo VI (clique e veja) A reportagem é de Salvatore Cernuzio, publicada em Vatican Insider, 05-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Vaticano reconhece o Martírio de Mons. Enrique Angelelli, assassinado pela Ditadura Argentina em 1977
AICA- 08 de junho de 2018 Imagem: Tierras de América. À direita, Mons. Marcelo Daniel Colombo La Rioja (AICA): O papa Francisco autorizou a publicação do Decreto que “reconhece o martírio, por ódio à Fé, sofrido por Mons. Enrique Angelelli, os padres Carlos Murias e Gabriel Longueville, e o leigo Wenceslao Pedernera”. Tradução: João Tavares