“Vemos a realidade melhor da periferia do que do centro”
Papa Francisco é entrevistado por moradores de favela de Buenos Aires. A revista La Cárcova News, de uma favela argentina, fez uma entrevista coletiva com o Papa Francisco. As perguntas foram preparadas pelos moradores da favela La Cárcova e encaminhadas, no dia 07 de fevereiro, ao Papa Francisco, por intermédio do Pe. José María Di Paola, mais conhecido como Pe. Pepe.
A missa como antidepressivo
Desde há dois mil anos que os cristãos confessam que o Domingo é a festa de Deus, nossa festa. ” A vida urbana de hoje é muito complicada, uma teia de obrigações: filhos, família, profissão e casa quase não deixam tempo para respirar. Onde buscar a energia espiritual para transfigurar a semana que passou e encontrar esperança para uma vida mais verdadeira? Desde há dois mil anos que os cristãos confessam que o Domingo é a festa de Deus, nossa festa.”
Francisco: o Papa que em dois anos “modificou a imagem negativa da Igreja”
A Igreja de Francisco, de acordo com o jornalista Massimo Franco: sangue novo, mas também desentendimentos internos e preocupações com a segurança pessoal do Papa Dois anos foram suficientes para o Papa Francisco conseguir “reverter a imagem negativa que a Igreja tinha conseguido” depois dos escândalos sexuais e assuntos obscuros dos seus entes financeiros. É a opinião de Massimo Franco, correspondente político e conhecido colunista do jornal italiano Corriere della Sera, autor de vários artigos que analisam em profundidade o peso do Vaticano como autoridade moral e instituição política.
Mudar radicalmente a religião (2)
“Amados irmãos novos Cardeais, com os olhos fixos em Jesus e na nossa Mãe, exorto-vos a servir a Igreja de tal maneira que os cristãos – edificados pelo nosso testemunho – não se sintam tentados a estar com Jesus, sem quererem estar com os marginalizados, isolando-se numa casta que nada tem de autenticamente eclesial.”
“O Papa quer proporcionar uma nova ‘alma’ a todo o sistema curial”
O religioso carmelita Bruno Secondin (na foto, à esquerda) acaba de pregar os Exercícios Espirituais ao Papa e à cúria. Com um método novo e centrado na extraordinária figura do profeta Elias. Acredita que foi uma “graça” para ele, que se sentiu como “entre irmãos”.
Igreja católica e sociedade brasileira
Frei Betto, Adital – 27/02/2015 Teve início, na quarta-feira de cinzas, a Campanha da Fraternidade 2015, promovida pela CNBB. O tema é “Fraternidade: Igreja e Sociedade.” O lema: “Eu vim para servir” ( Marcos 10,45).
Igreja e sociedade, a Campanha da Fraternidade 2015
Uma campanha gestada durante o Concílio Vaticano II Antônio Valentini Neto Em 2015, Ano da Vida Consagrada, em nível universal, e Ano da Paz, em nível nacional, a Igreja no Brasil vive o último dos quatro anos celebrativos do jubileu de ouro do Concílio Vaticano II, realizado de 1962 a 1965, com recordação destacada de São João XXIII, que o convocou, e do Beato Paulo VI, que garantiu sua continuidade e conclusão.
O papa argentino que ”veio para reabrir a questão de Deus”
O que o Papa Francisco veio fazer? Qual é o sentido do seu pontificado? Na corrida entre vaticanistas e estudiosos de coisas religiosas para chegar em primeiro lugar, com livros instantâneos e livretos baseados em uma velocidade igual à caducidade, Raniero La Valle chega bem em último, mas com um texto entre os mais pensados e de amplo fôlego (Chi sono io, Francesco? Cronache di cose mai viste [Quem sou eu, Francisco? Crônicas de coisas jamais pensadas], Ed. Ponte alle Grazie, 204 páginas).A reportagem é de Umberto Folena, publicada no jornal Avvenire, 26-02-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
O papa Francisco revisa a teologia do inferno
Somente no século VI, com Santo Agostinho, nasce na Igreja a ideia de uma pena para sempre, sem retorno “…o papa Francisco deu um salto de séculos, colocou-se ao lado das primeiras comunidades cristãs ainda embebidas da doutrina do misericordioso profeta de Nazaré, que veio “para salva e não para condenar”.
Papa quer ”demolir” a casta da Cúria Romana
A credibilidade ganha sentido quando a Igreja está do lado dos últimos Também no Vaticano é tempo de reformas institucionais, e o debate entre os cardeais, como se diz, é construtivo. O corte dos dicastérios, embora programado, ainda não entrou em vigor. Por outro lado, já faz dois anos que o papa atira à queima-roupa contra o seu quartel-general, ou seja, contra a própria Cúria Romana liderada por ele e que ele gostariam que fosse fortemente redimensionada em peso em relação às Igrejas locais e à pesada estrutura burocrática.