Que ações se seguirão às palavras do papa?

 Washington Novaes –26.06.15  “A encíclica papal investe pesadamente contra a “crescente tendência à privatização” dos recursos hídricos no mundo, “apesar de sua escassez” – e tendendo a transformá-lo “em mercadoria, sujeita às leis do marcado” –, o que “prejudicaria muito os pobres. 

DEMOCRACIA NA IGREJA

“Depois de reconhecer que o problema não é o papa, mas o papado absoluto, que exige reforma, com democracia real, divisão de poderes, escreve o teólogo José Arregi:“A reforma radical democrática será uma condição não suficiente, mas indispensável, para que a Igreja seja espaço de liberdade e de tolerância, lar de humanidade. Chegará até aí o Papa Francisco? O tempo corre contra ele.”

Só para depois do juízo final

“Eis o fato: neste momento, quem mata os cristãos, aos milhares, tanto lhe dá que sejam ortodoxos, católicos ou protestantes. Para os assassinos, são Cristãos e basta! Sabem reuni-los pelo mesmo ódio. Pelo contrário, os Cristãos andam sempre a fazer mil distinções para adiar, sine die, a união que Jesus Cristo insistentemente lhes pede. Cedem ao “ecumenismo do ódio”, mas continuam a retardar sempre a união na diferença, mais que estudada. Como dizia Jesus de Nazaré, os filhos das trevas vêm mais do que os filhos da luz.

História Secreta: Como foi a gestação da encíclica ambiental do Papa

Mudança climática. Antes de escrecer que a Terra é “um depósito de porcaria”, Bergoglio fez uma ampla ronda de consultas globais “Laudato Si”, a encíclica do Papa sobre o Meio Ambiente, deve ter recebido louvores entre políticos, chefes de Estado e ONGs por todos os lados, mas ainda falta saber se suas poderosas palavras são capazes de influenciar as discussões globais sobre a mudança climática, que há duas semanas encerraram outra etapa preparatória, em Bonn, com os pés ainda enlameados.

Entrevista de João Tavares a Vanessa Fidalgo

Mais uma vez a imprensa quer saber sobre a vida e a história dos padres casados. Desta vez, a Revista DOMINGO, suplemento do CORREIO DA MANHÃ, de Lisboa. A Jornalista e escritora Vanessa Fidalgo (foto), para a sua reportagem “Queriam ser homens como os outros”, entrevistou três padres casados em Portugal e, tendo sabido da existência do MFPC, solicitou à Diretoria para entrevistar alguém do Brasil. Fui incumbido de responder. O artigo de Vanessa, publicado no dia 21/06, também está sendo publicado hoje neste Site. João Tavares

Sínodo da família: apresentadas as diretrizes para a sessão ordinária

O Instrumento de trabalho do Sínodo ordinário sobre a família foi apresentado na manhã desta terça-feira (23/06) na Sala de Imprensa da Santa Sé. O documento inclui a Relatio Synodi – texto conclusivo do precedente Sínodo realizado em outubro de 2014 –, integrado com a síntese das respostas ao questionário proposto no decorrer do ano a todas as Igrejas no mundo.

A trajetória de um bispo do povo

DOM JOSÉ MARIA PIRES Dom José Maria Pires tem histórico de lutas por justiça social. Aos 96 anos, o arcebispo emérito de João Pessoa convida a Igreja a voltar à mensagem do Concílio Vaticano II    

Novos olhares sobre o casamento (2)

“As instituições da pastoral familiar da Igreja ganham em realismo sendo elaboradas com os noivos e os casais, nas suas diversas metamorfoses. Não se trata de relativismo, do vale tudo, mas da fidelidade à perspectiva de Cristo perante as instituições mais sagradas: O sábado é para o ser humano, não o ser humano para o sábado.”

Novos olhares sobre o casamento

 Jesus de Nazaré rejeita apenas a família como um mundo fechado, esquecida do nosso parentesco universal.   Nos séculos I-III, o casamento era uma questão terrena que se procurava viver em espírito cristão: casava-se no “Senhor”, sem cerimónias próprias. Os cristãos casavam-se como os não cristãos: uns, segundo os ditames do Direito Romano, outros conforme os costumes locais (o direito consuetudinário). O grande cuidado a ter era com os ritos e sacrifícios pagãos que estivessem em contradição com a mensagem cristã.