Presidente da CNBB: “O povo já não aguenta mais tanta corrupção”
Presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil e arcebispo de Brasília, dom Sergio da Rocha considera missão da Igreja participar da política. Mas a atuação segue os propósitos católicos, baseados na ética e no bem comum, diferentemente dos interesses partidários e corporativos que ditam governos e campanhas eleitorais. Atento observador da sociedade, o arcebispo afirma que, em tempos de crise, a Igreja tem de exercer o papel do profeta: questionar, transformar, sem receio de desagradar ao senso comum.
Padres casados e diaconisas acrescentariam “dinamismo”, diz assessor do Vaticano
Christa Pongratz-Lippitt “Padres casados e diaconisas devem ser reintroduzidos o mais rápido possível. Isso traria um novo dinamismo à Igreja”, disse Dietmar Winkler, futuro reitor da Faculdade de Teologia Católica da Universidade de Salzburgo, ao jornal austríaco Salzburger Nachrichten em entrevista durante o Festival de Salzburgo.
O que é ter fé
“A Igreja está em crise. Suas autoridades culpam o laicismo, o relativismo, o hedonismo. Ora, será que as autoridades religiosas, e nós, frades, freiras, padres e pastores, não temos culpa nisso, por apresentar a fé cristã como verdades cristalizadas em doutrina, e não expressada em vivência?” Frei Betto – Adital – 03/08/2015
Catequese do Papa Francisco sobre casais de segunda união
Papa retomou hoje as catequeses e segue no ciclo de reflexões sobre a família. O tema de hoje foram as “famílias feridas”, em especial os casais de segunda união. ” Graças ao aprofundamento realizado por pastores, guiados e confirmados por meus predecessores, cresceu muito a consciência de que é necessário um fraterno e atento acolhimento, no amor e na verdade, para com os batizados que estabeleceram uma nova convivência depois do fracasso do matrimônio sacramental; de fato, estas pessoas não foram excomungadas: não são excomungadas! E não devem absolutamente ser tratadas como tal: elas fazem sempre parte da Igreja.”
Vaticano “lowcost”, nada de carro azul ou restaurantes caros
Assim Francisco muda a Cúria Foto Francesco – Angelus (Reuters) O comerciante: “Se o Papa usa uma casula simples que custa o mesmo que uma camisa, 65 a 70 euros no máximo, é natural que tudo, ao seu redor, se torne mais sóbrio”
Padres Casados: Há ainda muitas coisas que podemos fazer
Bernardo Eyre* – 03.08.2015 Foto: Padre casado, na Igreja católica Talvez vai chegar o dia em que o celibato será opcional e padres casados e padres celibatários serão vistos trabalhando lado a lado pelo bem de uma comunidade. Mas antes de chegar tal dia há muita que o padre casado pode fazer. Ele não precisa de um decreto do Papa para chamá-lo de volta ao ministério do serviço.
Mensagem Final do Congresso da Vida Consagrada – Bogotá 2015
“Bem- aventurada, aquela que acreditou” (Lc 1, 45), Vida Consagrada, porque a Ruah divina fará surgir em ti uma nova forma de vida.
Quando Martini disse a Ratzinger: ”A Cúria não muda. Você tem que sair”
O relato do padre Silvano Fausti: no conclave de 2005, o ex-arcebispo de Milão apontou para o alemão para evitar jogos sujos de um papável “rastejante”. A reportagem é de Gian Guido Vecchi, publicada no jornal Corriere della Sera, 16-07-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
A Igreja e o mundo: A pré-história de Laudato Si’
Uma dúvida que surgiu na esteira da nova encíclica do Papa Francisco é sobre se o seu apelo aos direitos e à dignidade da criação constitui uma continuação do ensino católico até o momento ou se é uma inovação. Estaria o papa ensinando algo novo ou não? Para entender melhor essa história, falei por telefone com o Pe. Seán McDonagh, sacerdote columbano irlandês que tem escrito sobre a teologia moral do meio ambiente há 30 anos. McDonagh também assessorou oPapas Francisco na encíclicaLaudato Sí, contudo ele ainda se mostra disposto a chamar a atenção da Igreja para o atraso em reconhecer a urgência da crise ecológica.
A teoria do “gotejamento” que não agrada ao papa
Poucos notaram, mas, no Discurso aos Movimentos Populares pronunciado no dia 9 de julho, em Santa Cruz de La Sierra, na Bolívia, o Papa Francisco voltou a citar, embora de passagem, a teoria do “trichle-down”, ou seja, do “gotejamento”, segundo a qual os benefícios concedidos às classes mais ricas – por exemplo, do ponto de vista fiscal – favorecem toda a sociedade e “gotejam” também sobre os pobres. Substancialmente, segundo essa tese, quando o líquido (a riqueza) dentro do copo aumenta, em certo ponto, transborda e escorre para baixo, provocando repercussões favoráveis tanto sobre a classe média quanto sobre os mais pobres.