A ecologia integral do Papa Francisco

 “A mudança indicada é a mudança de um antropocentrismo explorador para um biocentrismo participativo. Esta mudança requer algo além do ambientalismo, que permanece sendo antropocêntrico enquanto tenta limitar os efeitos deletérios da presença humana no meio ambiente”, escreve Dave Pruett, ex-pesquisador da NASA, professor emérito de Matemática da James Madison University, Virgínia (EUA), publicado por The Huffington 

O filho do Concílio e a luta contra o clericalismo

 João Vitor Santos e Patricia Fachin “Nas ‘estruturas fundantes da vida eclesial’, começa a se afirmar uma ‘lógica nova’: a colegialidade sinodal, o primado da misericórdia, a crítica do clericalismo e a prioridade de uma Igreja pobre são apenas alguns dos sinais dessa passagem, que agora inicia de verdade”, analisa o professor. 

E se as reformas não chegarem e uma nova primavera for mera ilusão? Os desafios de um pontificado –  Entrevista especial com Vito Mancuso

João Vítor Santose Patricia Fachin –04 de junho de 2015 “Estamos efetivamente diante de um fenômeno paradoxal: o crescimento contínuo do favor popular em relação ao Papa Francisco e, contextualmente, o crescimento igualmente contínuo da oposição interna a ele”, avalia o teólogo italiano. A característica “mais notável” do pontificado de Francisco pode ser reconhecida na linguagem adotada pelo Papa, diz Vito Mancuso em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail. Para o teólogo, a “escolha dessa linguagem é uma expressão direta do conteúdo que ele está dando ao seu pontificado”.

Ênfase do Papa sobre os pobres revive teologia desprezada

   Seis meses depois de se tornar o primeiro pontífice latino-americano, o Papa Francisco convidou um sacerdote octogenário do Peru para uma conversa privada em sua residência no Vaticano. Não listada na programação do papa, o encontro em setembro de 2013 com o sacerdote, Pe. Gustavo Gutiérrez, logo se tornou público – e foi rapidamente interpretado como uma mudança definidora da Igreja de Roma.

A Igreja e o processo de abertura que nunca acaba

Roberto Zwetsch: “Francisco defendeu que a igreja dos pobres é mais que uma categoria sociológica, filosófica ou política. Ela tem um significado teológico, pois ‘Deus manifesta sua misericórdia a eles’”, afirma o teólogo.

Francisco e a nova política papal

 “A ideia mesma de um papa incentivando os católicos a serem ativos na política é nova, ou pelo menos é um retorno a uma época na Igreja que não era dominada por Joseph Ratzinger-Bento XVI. Nesse período, a atitude primordial para com a política era típica de uma teologia segundo a qual a política havia se tornado a mais perigosa das atividades humanas, a mais distante da mentalidade neo-monástica”.

  “Este Papa desestabiliza a todos”

Quando um jornalista encara uma reportagem com uma personalidade determinante em sua área, uma das maiores expectativas é que aquilo que disser “vire notícia”. Esses conteúdos sutis, agudos, claros, que nos fazem nos deter, que nos indicam para onde vai o artigo, essas instâncias inesperadas nas quais o entrevistado afiata com o provável leitor e com o ocasional interlocutor. Esta expectativa está mais que cumprida com o arcebispo Víctor Manuel Fernández (foto), reitor da Universidade Católica Argentina (UCA).

”Os fiéis estão com Francisco. A Cúria não é essencial.”

Massimo Franco – Segunda, 11 de maio de 2015 O papa isolado? “Nada disso. As pessoas estão com ele. Os seus adversários são mais fracos do que acreditam.” A Cúria vaticana? “Não é essencial. O papa poderia até ir morar fora de Roma, ter um dicastério em Roma e um em Bogotá.” Um retorno ao passado depois de Francisco? “Atrás não se volta. Se e quando ele não for mais papa, a sua herança permanecerá.”

Francisco: o primeiro Papa totalmente pós-Concílio. Entrevista especial com Massimo Faggioli

“Jorge Mario Bergoglio de 2013 é um papa diferente do que teria sido se ele tivesse sido eleito em 2005”, diz o historiador. A novidade contida em Francisco, reconhecida por teólogos, leigos e religiosos, está em pensar uma Igreja aberta para o povo, mais simples e comprometida com o diálogo. São ares que renovam o oxigênio de uma entidade secular para que encare desafios da modernidade e pós-modernidade. Para o historiador Massimo Faggioli, a própria escolha de Bergoglio, um bispo latino-americano, em 2013 revela o desejo de renovação na Igreja. Renovação que aparece também na leitura que tem do Concílio Vaticano II.