A parábola grega do Equador

Justamente enquanto, na Europa, todos os olhos estão sobre o referendo grego, o Papa Francisco começa nesse domingo a sua viagem à América Latina, a partir de um país que – apesar de estar do outro lado do mundo – tem algo de interessante a dizer sobre questões como calote, renegociação da dívida e socialismo do século XXI. A parábola grega do Equador

Programa da viagem do Papa ao Equador no mês de julho

Foi divulgado há pouco o roteiro do Papa Francisco em sua próxima viagem ao Equador, a ser realizada entre os dias 5 e 8 de julho. O país tem 15 milhões e 775 mil habitantes, sendo 13 milhões e 780 mil católicos, segundo o Escritório Central de Estatística da Igreja. A estimativa do presidente Rafael Correa é de que pelo menos 1 milhão de pessoas estejam presentes em cada um dos encontros com o Santo Padre. 

Neocatecumenais: a Igreja pouco católica que desafia Francisco

Marco Manzano – 28/06/15 No Caminho Neocatecumenal, são reduzidas ao mínimo as diferenças locais, a criatividade e a inteligência pessoais: as palavras do chefe ecoam em todas as latitudes. Sempre iguais. Um padre me disse uma vez que reconhecia os catecumenais na confissão pelo uso obsessivo de certas palavras.  Artigo de Marco Marzano A opinião é do sociólogo italiano Marco Marzano, professor da Universidade de Bérgamo, em artigo publicado no jornal Il Fatto Quotidiano, 28-06-2015. A tradução é de MoisésSbardelotto.

Habemus Giudam (Temos Judas): todos os inimigos de Francisco

 Um golpe contra a hierarquia vaticana – verbal, lembram-se do soco? – é o remédio que Jorge Mario Bergoglio prefere. É um rodado instrumento que ele explora bem para atingir governos e políticos. No Sínodo de outubro, sitiado pelos conservadores norte-americanos, pelos espanhóis da marca Opus Dei, pelos alemães nostálgicos de Ratzinger, Francisco proferiu um inequívoco e pouco diplomático “aqui quem manda sou eu”: “O papa garante a unidade”. E a oposição de púrpura – cardeais com a paixão por obras instantâneas, assustados com o progressismo sobre as questões da família, casais gays, ambiente e capital –, em público, responde com sorrisos falsos.

DEMOCRACIA NA IGREJA

“Depois de reconhecer que o problema não é o papa, mas o papado absoluto, que exige reforma, com democracia real, divisão de poderes, escreve o teólogo José Arregi:“A reforma radical democrática será uma condição não suficiente, mas indispensável, para que a Igreja seja espaço de liberdade e de tolerância, lar de humanidade. Chegará até aí o Papa Francisco? O tempo corre contra ele.”

História Secreta: Como foi a gestação da encíclica ambiental do Papa

Mudança climática. Antes de escrecer que a Terra é “um depósito de porcaria”, Bergoglio fez uma ampla ronda de consultas globais “Laudato Si”, a encíclica do Papa sobre o Meio Ambiente, deve ter recebido louvores entre políticos, chefes de Estado e ONGs por todos os lados, mas ainda falta saber se suas poderosas palavras são capazes de influenciar as discussões globais sobre a mudança climática, que há duas semanas encerraram outra etapa preparatória, em Bonn, com os pés ainda enlameados.

Sínodo da família: apresentadas as diretrizes para a sessão ordinária

O Instrumento de trabalho do Sínodo ordinário sobre a família foi apresentado na manhã desta terça-feira (23/06) na Sala de Imprensa da Santa Sé. O documento inclui a Relatio Synodi – texto conclusivo do precedente Sínodo realizado em outubro de 2014 –, integrado com a síntese das respostas ao questionário proposto no decorrer do ano a todas as Igrejas no mundo.

A Igreja com que Francisco sonha

“De uma Igreja encerrada na sacristia a uma Igreja acidentada por sair à rua”.  Claro que a uma Igreja que sai à rua pode acontecer o que acontece a qualquer um: um acidente. “Mas quero dizer francamente: prefiro mil vezes uma Igreja acidentada a uma Igreja doente. A doença maior da Igreja fechada é a doença autorreferencial: ver-se a si mesma, curvada sobre si própria.” Daí, a tarefa constitutiva da “missionariedade”, do ecumenismo e do diálogo inter-religioso.

Francisco aprova processo de responsabilização de bispos em casos de abuso sexual

O Papa Francisco aprovou a proposta de um novo sistema de responsabilização para os bispos católicos que não lidarem adequadamente com as denúncias de abuso sexual cometidos pelo clero, naquele que pode ser um avanço importante em uma questão que vem atormentando a Igreja em nível mundial. Proposto pelo Cardeal Sean O’Malley, de Boston, a pedido de uma comissão pontifícia que trata dos casos de abuso sexual na Igreja, o sistema dá poderes para que a Congregação para a Doutrina da Fé – CDF julge os bispos “no que diz respeito a crimes de abuso de poder relacionados com abusos de menores”. Ele também lança um novo departamento na CDF que estará encarregado de realizar o trabalho de julgar tais bispos.