Papa Francisco e a “paralisia” da teologia de côrte

Andrea Grillo – 08/08/2016  Não há dúvida de que, desde que Francisco é bispo de Roma, o pensamento teológico sofreu, ao mesmo tempo, uma aceleração e uma paralisia. Tornou-se terreno de uma reflexão acurada e audaz, mas também sofreu uma paralisia, uma parada, um bloqueio, uma queimadura. A opinião é do teólogo italiano Andrea Grillo, leigo casado, professor do Pontifício Ateneu S. Anselmo, de Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, de Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, de Pádua. O artigo foi publicado no seu blog Come Se Non, 05-08-2016

  “Há, na Igreja, uma forte, significativa, ativa e vociferante oposição ao Papa”, afirma cardeal Schönborn

Cameron Doody – 08 de agosto de 2016 Ante de deixar a Áustria rumo à Jornada Mundial Mundial da Juventude de Cracóvia, o cardeal Christoph Schönborn – arcebispo de Viena e fiel intérprete do Papa Francisco – concedeu uma entrevista ao jornal Der Standard, na qual falou sobre a oposição “muito forte e significativa”, e ao mesmo tempo “ativa” e “vociferante” que existe dentro da Igreja contra o Papa. Reportagem de Cameron Dood, publicada por Religión Digital, 06-08-2016

Diaconisas na Igreja?

Miguel Almeida, sj – 06/08/2016   “A génese desta comissão encontra-se numa reunião que as superioras gerais dos institutos femininos tiveram com o Papa, em Roma no dia 12 de Maio. Após ter sido questionado sobre a possibilidade, ou quais os impedimentos a que as mulheres fossem admitidas ao diaconado permanente, Francisco assumiu a responsabilidade de constituir uma comissão que estudasse esta matéria.”  

A guerra dos tradicionalistas ao papa Francisco

Peierluigi Mele – 02 de agosto de 2016 Estes dias Massimo Franco, jornalista político e especialista em  coisas do Vaticano do Corriere della Sera, relata em artigo intitulado “Os tradicionalistas contra Francisco”, o apelo, publicado no blog ultraconservador “Corrispondenza romana”, de 45 teólogos e historiadores em que se pede ao Colégio dos cardeais para intervir junto ao Papa para que sejam repudiados “os erros presentes no documento  de maneira definitiva e final, e  declarar com autoridade que não é necessário que os crentes acreditem no que é afirmado pela ‘Amoris laetitia’. É o último de uma série de episódios da guerra dos tradicionalistas contra Francisco. Falamos sobre isto com Andrea Grillo, professor de Teologia Sacramental e Filosofia da religião no Pontifício Ateneu “Sant’Anselmo” de Roma.

Aumenta o tom opositor ao Papa?

Jaime Escobar – 01/08/2016 Sabe-se com certeza que depois do Sínodo da Família e da carta dos 13 prelados dissidentes, são vários os cardeais da Cúria Vaticana que manifestam mais do que uma simples oposição e, veladamente, reconhecem que não toleram mais os propósitos reformistas do Papa Francisco.

O silêncio de Auschwitz 

Abraham Skorka – 26/07/2016 “L’Osservatore Romano” Na nossa última conversa, o Papa Francisco disse-me que na sua visita a Auschwitz escolheu expressar-se por meio do silêncio. Talvez porque tudo o que ele tinha a dizer já o disse na sua mensagem no Yad Vashema, em Jerusalém, e nas palavras que trocamos no nosso encontro em Buenos Aires, retomadas depois no livro ‘Sobre o céu e terra’ (2010)b.

A Grande XXXI JMJ inicia-se entre sinais contraditórios

Abílio Louro de Carvalho – 26/07/2016 O cardeal-arcebispo de Cracóvia Stanislaw Dziwisz (foto abaixo) presidiu, na tarde de hoje dia 26, no Parque de Blonia situado naquela cidade polaca, à celebração da missa de abertura da XXXI Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em cuja homilia se deteve no diálogo de Jesus ressuscitado (ver o ouvir)  com Simão Pedro nas margens do Lago de Tiberíades. Neste diálogo (Jo 21,15-19) Jesus perguntou três vezes a Pedro – mas sob o nome primevo e de família, Simão filho de João – se O amava.

Os desafios de Bergoglio na viagem à terra natal de Wojtyla

De 27 a 31 de julho em Cracovia, Czestochowa e Auschwitz  –  Asia News Ele visitou a África Central apesar de os militares franceses desaconselharem-no; circulou pelo México de norte a sul e de leste a oeste, entre a desconfiança do governo Enrique Peña Nieto, o descontentamento dos narcotraficantes e as críticas de Donald Trump; foi ao Congresso dos Estados Unidos para pedir acolhida aos migrantes e a abolição da pena de morte; em três anos de pontificado tocou as “periferias” mais problemáticas do globo, de Sarajevo à Armênia, do Equador à Albânia, da região das Filipinas atingida pelo tufão aos cantos mais remotos de Cuba, sobrevoou a China pela primeira vez na história dos papas e expressou o desejo de visitar o Iraque.

Dois Papas?

Anselmo Borges – 16/07/206  1. Há quem suspeite que o Papa emérito, Bento XVI, possa ser um dos centros de oposição ao Papa Francisco.E apresentam razões para essa suspeita. Há quem pergunte porque é que continuou no Vaticano. Mais grave será, ainda no exercício das suas funções, ter feito arcebispo o seu secretário, Georg Gänswein, que nomeou, ao mesmo tempo, para Prefeito da Casa Pontifícia, garantindo assim que ficaria permanentemente informado do que faz o seu sucessor.

Papa Francisco surpreende com escolha de bispo para a República Dominicana

  Austen Ivereigh – 06 de julho de 2016  Foto:  Francisco Ozoria Acosta, novo Arcebispo de Santo Domingo (EFE)  Com a catedral mais antiga das Américas e uma longa história de base para a evangelização do continente, Santo Domingo, capital da República Dominicana no Caribe, é conhecida como a “Primaz das Américas”. O Papa Francisco novamente causou surpresa ao nomear um bispo pouco conhecido como o seu novo arcebispo. Reportagem de Austen Ivereigh, publicada por Crux, 04-07-2016