Sexo e ministério ordenado: realidade negada, silêncio imposto, comunhão fictícia. Artigo de Andrea Grillo
“Sem o encontro com a família, com o Povo de Deus, a teologia corre o grande risco de se tornar ideologia”. Andrea Grillo – 04/06/2018- Imagem: Pixabay – Mulheres na Igreja bizantina “Uma Igreja viva fala e discute, até sobre as coisas mais fundamentais. Assim, ela poderá gerar silêncio: o silêncio da comunhão, não o silêncio da imposição. A inteligência da fé nunca pode se contentar com tal silêncio imposto: deve produzir o silêncio da comunhão através do diálogo e do debate.” A opinião é do teólogo italiano Andrea Grillo, professor do Pontifício Ateneu Santo Anselmo, em Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, em Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, em Pádua. O artigo foi publicado em Come Se Non, 02-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
“Somos pelagianos sem o saber?” Artigo de José María Castillo
José Maria Castillo – 13 Abril 2018 Foto: Agencias. Francisco assina “Gaudete et Exultate” “Muitas pessoas não perceberam a mudança mais profunda que estamos experimentando. Um fato que está mudando a vida das pessoas é que o ‘poder opressivo’ está sendo substituído pelo ‘poder sedutor’”, escreve José María Castillo, teólogo espanhol, em artigo publicado por Religión Digital, 10-04-2018. A tradução é de André Langer.
Hora de reabilitar Teilhard de Chardin?
Heidi Schlumpf – 27/01/2018 Denominar o Padre Jesuíta Pierre Teilhard de Chardin um doutor da Igreja — ou pelo menos retirar o “aviso” de seus textos — daria ao cientista e filósofo jesuíta mais legitimidade na Igreja, segundo seus defensores. E dois abaixo-assinados endereçados ao Vaticano visam exatamente isso. A reportagem é de Heidi Schlumpf, publicada por National Catholic Reporter, 27-01-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.
Hora de reabilitar Teilhard de Chardin?
Denominar o Padre Jesuíta Pierre Teilhard de Chardin um doutor da Igreja — ou pelo menos retirar o “aviso” de seus textos — daria ao cientista e filósofo jesuíta mais legitimidade na Igreja, segundo seus defensores. E dois abaixo-assinados endereçados ao Vaticano visam exatamente isso. A reportagem é de Heidi Schlumpf, publicada por National Catholic Reporter, 27-01-2018. A tradução é de Luísa Flores Somavilla.
QUEM DESAFIA QUEM?
Frei Bento Domingues – 10/12/17 A ciência e a tecnologia ajudaram-nos a aprofundar os confins do conhecimento da natureza e, em particular, do ser humano. Elas sozinhas não são suficientes para todas as respostas. O ser humano tem outras dimensões. É necessário recorrer aos tesouros da sabedoria conservados nas tradições religiosas do saber popular, à literatura, às artes e a tudo o que toca o mistério da existência humana, sem esquecer a filosofia e a teologia.
Quando um papa canoniza um linguista
Andrea Grillo –11/10/17 blog: Come se non Depois do Motu Proprio Magnum Principium, uma reflexão sobre o valor das “línguas populares” torna-se não só possível, mas necessária. A tradução é novamente reconhecida como condição da tradição. Nesta brilhante intervenção, o historiador e teólogo Ubaldo Cortoni, monge camaldolense e professor do Pontifício Ateneu de S. Anselmo, relê com grande capacidade de síntese a importância do recente documento à luz da história moderna e medieval. E uma citação de Anselmo sela uma reflexão sobre a mudança de direção que o papa Francisco soube imprimir à tradição, canonizando um linguista jesuíta.
O bom samaritano é ateu. Pessoas religiosas se mostram menos altruístas com desconhecidos, segundo estudos
Javier Salas – 7 nov 2015 Foto: Os menos religiosos parecem mais propensos a ajudar por empatia. E. Yourdon Se alguma vez – Deus queira que não – apanhar de assaltantes enquanto vai de Jerusalém a Jericó, é melhor que depois passe por ali um samaritano pouco religioso. Porque ser religioso ou ateu não deixa as pessoas melhores, mas parece condicionar a forma de entender a generosidade e o altruísmo com desconhecidos. E as pessoas menos religiosas têm uma tendência mais espontânea a ajudar o próximo, segundo os últimos estudos.
Por que a ”confissão” do pontífice é revolucionária
Fabio Martini – 4/09/17 -Foto: Lapresse Há algo de revolucionário na confissão do Papa Francisco de ter feito análise, de ter se beneficiado com isso e de ter sido tratado por uma psicanalista. Desde o início do século XX, a Igreja sempre se opôs, com todos os meios, até mesmo “ilegais”, à psicanálise, percebida como perigosa concorrente, como “culpada” de ter quebrado o monopólio católico no confessionário e na introspecção das almas. Reportagem:Fabio Martini, La Stampa 1-09-17
O jesuíta que desafia os conservadores: “A Igreja deve acolher os gays. A homofobia é um pecado”
Paolo Rodari – 09 Junho 2017 É um dos escritores estadunidenses mais lidos nos Estados Unidos. Colunista do The New York Times e da Time, ele intervém frequentemente na Fox News e na NBC. Escreve livros de espiritualidade. O padre jesuíta James Martin, principal consultor do novo filme de Martin Scorsese, “Silêncio”, publicou recentemente um novo livro explosivo: Building a Bridge [Construindo uma ponte], dedicado à acolhida das pessoas LGBT
Padre Anselmo Borges: “É evidente que Nossa Senhora não apareceu em Fátima”
Anselmo Borges, padre da Sociedade Missionária Portuguesa, falou ao Expresso a propósito do lançamento do seu novo livro, “Francisco: Desafios à Igreja e ao Mundo” Christiana Martins -16.04.17 Foto: António Pedro Ferreira Decidiu ser padre aos 19 anos porque a morte o inquietava. Ainda pensa na finitude, mas diz que “a única porta de salvação para uma vida eterna” foi Jesus quem lha abriu. Entrou há 50 anos, ao ser ordenado pelo cardeal Cerejeira. Nunca deixou a Igreja mas arrepiou caminho e escolheu a via da crítica ativa. Professor universitário em Coimbra, lança um novo livro — “Francisco: Desafios à Igreja e ao Mundo” —, prefaciado por Artur Santos Silva e, a partir da próxima semana, vai andar pelo país a apresentá-lo, na presença de pessoas tão diferentes como Ramalho Eanes, Frederico Lourenço, Pedro Mexia, Pedro Rangel, Maria de Belém, Carlos Fiolhais ou Isabel Allegro de Magalhães.