Ladaria e o sexo feminino: teologia de autoridade com uma ”ratio” demasiadamente frágil. Artigo de Andrea Grillo
Andrea Grillo – 31 Maio 2018 Imagem: Come se non “É preciso explicar não só ‘que’ todos os 12 eram homens, mas, acima de tudo, ‘por que’ Jesus teria dito e desejado que fossem ordenados apenas batizados do sexo masculino. Pensar em resolver tal questão com a referência insubstituível ao ‘masculino’ para a ‘representação de Cristo esposo’ parece ser um caminho frágil demais, que, liturgicamente, é objeto de ampla discussão.” A opinião é do teólogo leigo italiano Andrea Grillo, professor do Pontifício Ateneu Santo Anselmo, em Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, em Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, em Pádua. O artigo foi publicado em Come Se Non, 30-05-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
O caráter definitivo da doutrina da “Ordinatio sacerdotalis”. A propósito de algumas dúvidas. Artigo de Luis Ladaria
Luis Ladaria – 31 Maio 2018 Foto: Daniel Ibañes – ACI Digital “Cristo quis conferir o sacramento da ordem aos 12 apóstolos, todos homens, que, por sua vez, comunicaram-no a outros homens. A Igreja sempre se reconheceu vinculada a essa decisão do Senhor, que exclui que o sacerdócio ministerial possa ser validamente conferido às mulheres.” A opinião é do cardeal espanhol Luis Ladaria, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, publicada em L’Osservatore Romano, 30-05-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Carta de Francisco aos Bispos chilenos após o encontro em Roma
Papa Francisco, 17/05/2018 – Foto: Paróquia de N. S. de Fátima – Manilha Tradução: João Tavares “Dói ver que, neste último período da história da Igreja chilena, a inspiração profética perdeu força para dar lugar ao que poderíamos chamar de uma transformação em seu centro. Não sei o que veio primeiro, se a perda da força profética deu lugar a mudança de centro, ou se a mudança do centro levou à perda da profecia que era tão característica em Vocês”, escreve o Papa Francis, em sua carta aos bispos chilenos e publicado pela T13 Chile, 2018/05/18. Segundo o Papa, “urge gerar dinâmicas eclesiais capazes de promover participação e missão compartilhada de todos os membros da comunidade eclesial evitando qualquer tipo de messianismo ou psicologia- espiritualidade de elite. E, especificamente, por exemplo, nos fará bem nos abrirmos mais e trabalhar em conjunto com diferentes instâncias da sociedade civil para promover uma cultura anti-abuso de qualquer tipo”.
Chile, a tomada de consciência de uma Igreja ferida
A clamorosa decisão dos 34 bispos de colocar nas mãos do Papa a sua renúncia abre uma fase de renovação. Que será longa e difícil ANDREA TORNIELLI – CIDADE DO VATICANO, 18/05/2018 Tradução: Orlando Almeida Nunca na história da Igreja tinha acontecido uma coisa assim: o episcopado de um país inteiro que coloca nas mãos do Papa a sua renúncia. Um gesto clamoroso e inédito, que representa a primeira resposta realmente adequada à dramaticidade da situação. O escândalo dos abusos sexuais contra menores, dos abusos de consciência e de poder, a guarida e o encobrimento, a pertinaz incapacidade de tomar consciência do que aconteceu e de quanto descrédito isso representou para a Igreja, tornaram necessária esta decisão.
Vítimas de bispos chilenos comemoram renúncia em massa
Os bispos colocaram seus cargos à disposição do papa Francisco depois dos escândalos de abuso sexual AFP – 18/05/2018 Foto: Os dois bispos chilenos Luis Fernando Ramos Pérez (dir.) e Juan Ignacio Gonzalez (esq.) durante a conferência de imprensa em Roma – Vincenzo PINTO -AP Entre os bispos, estão vários dos acusados de terem acobertado escândalos Vítimas dos abusos sexuais por parte de membros da Igreja católica comemoraram a renúncia em massa, nesta sexta-feira 18, dos bispos chilenos, ao final de uma inédita reunião com o papa Francisco no Vaticano.
O pedido de perdão dos bispos chilenos ao Papa e à Igreja
Cidade do Vaticano, 18 de maio de 2018 Os membros da Conferência Episcopal Chilena divulgaram esta sexta-feira um comunicado ao final dos colóquios com Francisco, colocando seus cargos à disposição do Papa.
Chile: ”O papa nos pediu perdão. Agora esperamos ações exemplares”
Iacopo Scaramuzzi. 01/05/2018 – Foto: Vatican Insider Juan Carlos Cruz, James Hamilton e José Andrés Murillo, as três vítimas do padre pedófilo chileno Fernando Karadima, aos quais o Papa Francisco convidou a Roma após a explosão o caso do bispo Juan Barros, pupilo do próprio Karadima, e que se encontraram pessoalmente com Bergoglio de sexta a segunda-feira na Casa Santa Marta, expressam reconhecimento e apreço pelo gesto do pontífice e pela “enorme hospitalidade e generosidade desses dias”. A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 02-05-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
“Vou contar ao Papa o horror que vivi quando me abusaram”
Entrevista com Juan Carlos Cruz Carlos E. Cué – 16 Abril 2018 Foto: Youtube – Larede Juan Carlos Cruz, jornalista chileno que mora na Filadélfia e trabalha para uma multinacional de comunicações, conta a mesma história há anos. Repetidas vezes, explica a todos como era violentado por Fernando Karadima, padre da elite chilena, e como dom Juan Barros, atual bispo de Osorno, presenciava e tolerava esses abusos.
Tempo de crepúsculo para o ‘Poderoso Chefão’ do Vaticano.
Os casos de abuso sexual do Chile e o homem que já comandou a Cúria Romana Robert Mickens, Roma,. 23/02/2018 Ele tem agora 90 anos de idade. E o poder pessoal que ele consolidou sistematicamente ao longo de várias décadas, atingindo seu zênite no início da década de 1990, começou a desvanecer-se. Mas por cerca de três décadas ele era o homem no Vaticano que ninguém ousava contradizer. Até mesmo os papas com quem atuou eram cuidadosos para ter seu consentimento, devido à lealdade que inspirava a muita pessoas importantes de todos os níveis da Cúria Romana. Seu nome é Angelo Sodano, o atual decano do Colégio de Cardeais e antigo Secretário de Estado do Vaticano.
Visita papal lamentável e reveladora
Felipe Portales (Chile) –27/01/18 Foto: bostonglobe.com “Infelizmente, esta proteção “familiar-corporativa” foi consagrada por Francisco durante a visita ao nosso país com o apoio total a Barros e o seu duro ataque às vítimas da seita de Karadima que continuam buscando verdade e justiça.”