ACABAR COM O CLERICALISMO
Frei Bento Domingues, O.P. , 23/02/2020 – Foto: Daqui Bergoglio talvez venha a reconhecer a perspicácia da proposta radical do antigo Bispo do Porto. A liturgia eucarística é obra de toda a comunidade, e não, apenas, dos padres e dos bispos. A todos pertence tornar visível, palpável, sensível a presença invisível de Cristo nas celebrações.
“Estamos assistindo a um colapso do sistema de poder católico”
Entrevista com Henri Tincq Jérôme Cordelier e Thomas Mahler – 04 Outubro 2019 Foto: Daqui Observador informado do mundo católico, Henri Tincq denuncia em um livro engajado o governo “clerical” e “sexista” da Igreja. A entrevista é de Jérôme Cordelier e Thomas Mahler, publicada por Le Point, 02-10-2019. A tradução é de André Langer.
Deveríamos chamar os padres de ”padres”?
Anne Inman – 19/08/2019 – Foto: Fatos Desconhecidos Talvez seja hora de levar a sério os perigos inerentes ao uso da forma de tratamento “padre”. A opinião é da teóloga inglesa Anne Inman, professora da Universidade de Notre Dame, em Londres. O artigo foi publicado em The Tablet, 16-08-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
A história do bispo Franco Mulakkal acusado de estuprar repetidamente uma freira e o caso da Irmã Lúcia Kalapura
IL SISMOGRAFO – 16/08/2019 Foto: DAQUI Tradução: Orlando Almeida Há um ano, cinco Irmãs Clarissas Franciscanas, numa praça em Kochi, na Índia, fizeram uma manifestação pública para denunciar o bispo, mons. Mulakkal, acusado de graves e repetidas violências sexuais contra uma religiosa com uma deficiência física parcial
Porquê um tão longo silêncio (III) – Romper o silêncio, quebrar os silêncios
… CONTINUAÇÃO (III) Ignace Berten, OP | 14 Ago 19 Na Foto: Multidão de católicos à espera do resultado do conclave, em 2005: Francisco pede “a participação ativa de todos os elementos do povo de Deus”, escreve Ignace Berten. Foto © Wikimedia Commons Tradução: Florbela Gomes Não há na Igreja contemporânea apenas o silêncio dos responsáveis sobre aos crimes sexuais praticados, há também o silêncio imposto aos teólogos e indiretamente aos fiéis sobre as questões doutrinais. Existe uma ligação clara entre o clericalismo e os ministérios e é urgente lançar sobre ambos um debate teológico verdadeiramente livre. (A publicação deste ensaio fica completa com esta terceira parte, depois da primeira sobre a estratégia do silêncio e a segunda acerca do clericalismo e abuso de poder.)
Padres às claras, pais em segredo – uma reportagem sobre os filhos dos padres
Por Ana Tulha – 29/05/2019 Foto: Gerardo Santos/Global Imagens Ninguém sabe quantos são, onde estão, que dores de alma carregam. Mas ninguém nega que eles existem. Tanto que o Vaticano já admitiu ter um guia para estes casos. São os filhos dos padres. Os que crescem a chamá-los tios. Ou padrinhos. Raramente pais. Ou os que, por medo e vergonha, acabam negligenciados. Mas também há os que juram não ser filhos do pecado. Antes do amor. De um amor que não cabe nos cânones da Igreja Católica.
Os padres da diocese de Lyon votam pela saída rápida e definitiva do Cardeal Barbarin
Por Ph. Bette e Sylvie Cozzolino Publicado em 27/03/2019 Foto: Mons. Barbarin durante o seu julgamento no início de janeiro em Lyon © Jeff Pachoud Os padres e leigos reunidos terça-feira em Lyon no âmbito de um conselho presbiteral extraordinário votaram “unanimemente” pela saída rápida e definitiva do bispo Barbarin. Eles desejam que “uma página da diocese possa agora ser virada”.
A Igreja sob pressão: reforma ou contrarreforma? Artigo de Massimo Faggioli
Massimo Faggioli – 27 Março 2019 – Foto – Daqui Ao longo da história, não houve nenhuma mudança na Igreja sem pelo menos alguma pressão externa. A pressão de grupos católicos e de forças externas, que não confiam na capacidade da Igreja de policiar a si mesma, é uma espada de dois gumes – a favor ou contra a genuína reforma eclesial. A opinião é do historiador italiano Massimo Faggioli, professor da Villanova University, nos Estados Unidos, em artigo publicado em La Croix International, 26-03-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Cardeal Marx defende reforma católica profunda e provoca onda de reacções
Temas como o poder, o celibato, a moral sexual e a participação de mulheres e leigos têm de ser discutidos, defendeu o arcebispo de Munique. António Marujo | 24 Mar 19 | O cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique. Foto © Klaus D. Wolf/Erzbischöfliches Ordinariat München Mas há quem note que a reforma pretendida ainda não avançou e que as declarações colocam o cardeal Marx “a fazer figura de palrador”. As recentes declarações do cardeal alemão Reinhard Marx, defendendo uma reforma profunda da Igreja que passe pela discussão de temas como os abusos clericais e sexuais, o papel das mulheres na Igreja, a moral sexual católica e o celibato, provocaram reacções genericamente positivas mas também algumas reservas, ao longo desta última semana.
A Igreja em tempos de desolação e purificação do descrédito
Pedro Miguel Lamet – 19 Março 2019 Foto: ACI Digital “Nunca, nos tempos modernos, a Igreja havia passado por um purgatório como o presente, em que a notícia escandalosa predomina de forma onipresente nos meios de comunicação e se abriu a caça aos padres e religiosos, sobretudo por abusos de pedofilia”, escreve o jornalista Pedro Miguel Lamet, jesuíta espanhol, em artigo publicado por Religión Digital, em 16-03-2019. A tradução é do Cepat.