As quatro coisas que o Papa Francisco diz aos pobres

O papa definiu um projeto de vida que rechace o consumismo e recupere a solidariedade, o amor entre nós e o respeito à natureza como valores essenciais. Ignacio Ramonet – 09/01/2017 “É verdade que há pequenos grupos fundamentalistas em todos os lugares. Mas o terrorismo começa quando parte do desprezo à maravilha da Criação, do homem e da mulher, e prioriza o dinheiro. Toda a doutrina social da Igreja se rebela contra o ídolo dinheiro, que reina em lugar de servir, tiraniza e aterroriza a humanidade.

A humanidade de Deus

Francisco enraizou o seu discurso precisamente na festa do Natal, que é “a festa da humildade amante de Deus”   Anselmo Borges – 07/01/2017 “Na Igreja há mais religião do que Evangelho.” “Jesus deu-se conta de que a religião, tal como funciona, entra em conflito com a felicidade do ser humano, e as religiões proíbem amar certas pessoas, e são exigentes com as coisas mais íntimas das pessoas, mas mostram-se tolerantes com o dinheiro. Não toleram a igualdade: as religiões dão-se mal com a igualdade e têm de estabelecer diferenças: eu posso mais do que tu, e proíbo-te que penses ou digas isso.”

Papa Francisco: “A tragédia de Lampedusa fez-me sentir o dever de fazer viagens”

O Pontífice: não estava programado, mas era importante ir. Depois não parei mais: é cansativo, mas por aqueles sorrisos vale a pena   Andrea Tornielli 08/01/2017 – Cidade do Vaticano Foto: Papa Franciso fez 80 anos em 17 de dezembro  –   LaPresse Tradução: Orlando Almeida  Na terça-feira, 10 de janeiro, estará nas livrarias o livro “In viaggio” [Em viagem] (edições PIEMME, pp. 348, 18 euros), o relato das viagens internacionais do Papa Francisco escrito por Andrea Tornielli, jornalista do diário’ La Stampa’ e coordenador do ‘site’ Vatican Insider.

MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO 50º DIA MUNDIAL DA PAZ 

  Papa Francisco – 1° DE JANEIRO DE 2017  A não-violência: estilo de uma política para a paz No início deste novo ano, formulo sinceros votos de paz aos povos e nações do mundo inteiro, aos chefes de Estado e de governo, bem como aos responsáveis das Comunidades Religiosas e das várias expressões da sociedade civil. Almejo paz a todo o homem, mulher, menino e menina, e rezo para que a imagem e semelhança de Deus em cada pessoa nos permitam reconhecer-nos mutuamente como dons sagrados com uma dignidade imensa. Sobretudo nas situações de conflito, respeitemos esta «dignidade mais profunda»[1] e façamos da não-violência ativa o nosso estilo de vida.

A Inauguração do Reino Novo: o modo de acontecer e de agir

Abílio Louro de Carvalho – 25/12/2016 Fotos da internet “O Menino interpela-nos desde a manjedoura, mas também desde “as crianças que, hoje, não são reclinadas num berço nem acariciadas pelo carinho duma mãe e dum pai, mas jazem nas miseráveis manjedouras de dignidade”, ou seja “no abrigo subterrâneo para escapar aos bombardeamentos, na calçada duma grande cidade, no fundo dum barco sobrecarregado de migrantes”. Interpela-nos nas crianças impedidas de nascer, nas que “choram porque ninguém lhes sacia a fome”, nas que “na mão não têm brinquedos, mas armas”.”

“A reforma não é uma cirurgia estética. Tememos as manchas, não as rugas”

Andrea Tornielli – 22/12/2016 Tradução: Orlando Almeida Foto:© Fournis par France Médias Monde REUTERS/Gregorio Borgia/Pool Saudações de Natal à Cúria (Clique e veja a íntegra da Mensagem de Francisco à Cúria – ndr): o Papa apresenta os 12 critérios-guia das reformas. Há “resistências malévolas” e “‘gatopardismo’ * espiritual”. É “indispensável” acabar com o ‘promoveatur ut amoveatur’, definido como ‘um câncer’. Mais espaço para leigos e mulheres

Seminários e Igrejas: para além do modelo tridentino?

 “Exigências até mesmo excessivas se não encontrassem luminosa confirmação na vida concreta dos padres que marcaram e continuam marcando a vida cristã de muitos”. Lorenzo Prezzi – 17/12/2016 Foto: catolicoaromano.blogspot.com “A vivência fala mais do que os documentos, mas os textos não devem ser subestimados, pois direcionam ao longo do tempo a formação. A ratio anterior é de 1970, parcialmente modificada em 1985. É possível prever que a atual deva permanecer como referência por algumas décadas. A impressão geral é de um documento em parte atual, e em parte orientado ao passado.”

Semeadores de mudança: poetas sociais (2)

As organizações dos excluídos — e de tantas outras de diversos sectores da sociedade — estão chamadas a revitalizar e a refundar as democracias que atravessam uma verdadeira crise. Frei Bento Domingues O.P. – 11/12/2016  “A desigualdade é a raiz dos males sociais[2]. Por isso, o Papa Francisco disse e repetiu: o futuro da humanidade não está unicamente nas mãos dos grandes dirigentes, das grandes potências e das elites. Está fundamentalmente nas mãos dos povos, na sua capacidade de se organizarem e orientarem este processo de mudança com humildade e convicção[3]. Não devem consentir em serem excluídos da Política, com letra grande, e reduzir cada um dos movimentos à sua pequena horta.”

Entrevista do Papa Francisco ao semanário católico belga “Tertio”

Foto ANSA: O papa abraça uma criança durante uma Audiência geral Pubicamos em seguida a Entrevista de Francisco deu ao semanário católico belga “TERTIO”, por ocasião da conclusão do Jubileu Extraordinário da Misericórdia: (Interlocutor) – Representante dos Bispos à mídia  (Papa Francisco) – Você já me trouxe uma vez uns garotos que fizeram boas perguntas …  (Interlocutor) – Há um papa que dá boas respostas (Papa Francisco) –Eu espero  um pouquinho … quero ver as perguntas, que não as vi

  UMA NOVA REVOLUÇÃO CULTURAL                

Frei Bento Domingues, O.P. – 27/11/2016 Somos, por isso, chamados a fazer crescer uma cultura de misericórdia, uma cultura na qual ninguém olhe para o outro com indiferença, nem vire a cara quando vê o sofrimento dos irmãos. As obras de misericórdia são «artesanais»: nenhuma delas é cópia da outra, são a possibilidade de criar uma verdadeira revolução cultural. Pelos vistos, o Papa continua fiel às exigências dos seus três tês: terra, trabalho e tecto.