Distopia 2050

John Feffer – 18/08/17  Começou há 33 anos. O monstro pedia mais combustíveis fósseis; não fomos capazes de freá-lo. Então, emergiu a AntiPolítica. Parece tão distante… agora, as crianças já não podem compreender o que eram países, ou sociedades John Feffer é autor da novela distópica “Spllinterlands”. É diretor do Foreign Policy in focus no Instituto para Estudos Políticos [Institute for Policy]

Onde o Papa Francisco e São Paulo se encontram

Eduardo Hoornaert – 08/05/2017 Entre as não poucas surpresas que o Papa Francisco causa, há uma que merece particular atenção: sua aproximação com as ideias do apóstolo Paulo. Embora o atual papa não costume citar São Paulo, vale a pena prestar atenção ao fato que ambos militam a favor dos imigrantes. Na sua Carta aos Romanos, Paulo abre perspectivas de vida ao imigrantes orientais em Roma, assim como Papa Francisco se empenha a criar espaços de vida aos imigrantes na Europa de hoje.

CNBB e quase 100 bispos convocam população para a greve geral

 Mauro Lopes – 28 de abril de 2017 A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil –( aqui) e 98 arcebispos e bispos de um universo de 308 na ativa neste momento no país lançaram convocações à população para a greve geral contra as reformas do governo Temer e a política de massacre dos pobres do país iniciada depois do golpe de Estado. É uma mobilização eclesial na direção dos pobres não vista desde o fim do regime militar no Brasil, sob o impacto da mudança de rumos que o Papa Francisco lidera na Igreja em todo o mundo.

Arcebispos da Paraíba e de Maringá convocam fiéis para “gritar pela dignidade do povo brasileiro”, no dia 28 de abril

“O povo não pode aceitar de forma alguma a reforma”.  Dom Anuar Battisti e Dom Manoel Delson – 22 Abril 2017   O Arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, gravou vídeo para chamar todos os fiéis para participar das manifestações do dia 28 de abril.  Para o religioso, a data será uma oportunidade para o povo brasileiro elevar sua voz e dar um grito em busca de dignidade para todo o povo:

A fórmula “Desenvolvimento de todos os homens e do homem todo”

 Abílio  Louro de Carvalho –05/04/17 Foi o Papa Montini quem sublinhou naquela encíclica o significado de “desenvolvimento integral”(n.º 21) e que propôs a fórmula: “desenvolvimento de todos os homens e do homem todo” (n.º 14) – recordou o Papa Francisco ao receber, na manhã do dia 4 de abril, em audiência na Aula Paulo VI, os cerca de 300 participantes no Congresso Internacional sobre os 50 anos da publicação da “Populorum Progressio”, do Beato Paulo VI – um congresso que, segundo o Pontífice, “corresponde significativamente ao nascimento do novo Dicastério para o Serviço do Desenvolvimento Humano Integral”.

A humana é uma “espécie anômala” – explodiu os mecanismos espontâneos de autorregulação das populações animais que habitam o nosso pequeno e frágil planeta

Entrevista especial com Giuseppe Fumarco IHUnisinos – MFP – quinta-feira, 30 de março de 2017 O papa Francisco vem denunciando um complexo estado de crises, não apenas ambiental, mas também civilizacional. O sociólogo Giuseppe Fumarco vai ao pensamento de Edgar Morin para tentar compreender esse estado. Segundo o professor, antes de pensar em saídas, é preciso compreender a complexidade em que estamos imbricados. Por isso, recupera o pensamento de Morin quando diz que “a complexidade não é receita que se oferece para nós, mas sim apelo à ‘civilização das ideias’.

Quando o “Papa comunista” era Montini

Nos 50 Anos da Encíclica “Populorum Progressio” de Paulo VI Gianni Valente –  26/03/2017  Foto: Beato Papa Paulo VI – La Stampa ‘Warmed-up Marxism’, “Marxismo requentado”: foi assim que o Wall Street Journal qualificou a Populorum Progressio, a encíclica de Paulo VI sobre o desenvolvimento, publicada exatamente 50 anos atrás. Que citando São Tomás e Santo Ambrósio falava também  de expropriações e de luta armada

Anticapitalismo, agora contra as mega-corporações

 Brid Brennan e Gonzalo Berrón 01-02-2017 “Há sinais de que os povos do mundo estão, cada vez mais, exasperados com as violações praticadas pelo poder corporativo, a impunidade e a arrogância com a qual os instrumentos democráticos foram capturados. O desafio desta segunda onda de altermundismo é organizar e fazer convergir estratégicas capazes de impor ao menos estes golpes contra o poder das corporações; é, além disso, passar das resistências à prática de alternativas.