‘Minha vida corre perigo’: a troca de e-mails que desencadeou os Panama Papers
BBC – 06 de abril de 2016 Foto: Bastian Obermayer e Frederik Obermaier, repórteres do jornal alemão “Süddeutsche Zeitung” “É importante lembrar que contas offshore não são por si só ilegais, desde que devidamente declaradas ao Fisco: podem ser uma forma de investir-se em bens e ativos no exterior. Muitas vezes, porém, contas em paraísos fiscais são usadas para evadir impostos, lavar dinheiro ou ocultar o real dono da fortuna depositada.”
“Crise política é sobre dinheiro”, diz Jessé Souza, presidente do Ipea
Felipe Pontes – 07 de abril de 2016 A crise política enfrentada no momento pelo Brasil é induzida por uma seleta elite econômica que busca – por meio da compra de outras elites, de parte dos políticos e da mídia – demonizar a política e o Estado, com o objetivo de tornar invisível sua própria corrupção, segundo análise feita pelo presidente do Instituto de Pesquisa Econômicas e Aplicadas (Ipea), Jessé Souza, em entrevista ao programa Espaço Público, da TV Brasil.
“O dinheiro é todo lavado da mesma forma”
Sónia Sapage – 04/04/2016 – Foto: Luís Sousa é professor da Univ. de Aveiro. PEDRO CUNHA/ARQUIVO: Luís de Sousa, 42 anos, não vê novidades no modus operandi revelado pelo caso Panama Papers, que envolve um número ainda indefinido de figuras da política, das empresas, do desporto e das artes, em mais um escândalo de dinheiro enviado para offshores naquele país centro-americano. “Isto não é novo”, diz. “Não é a primeira vez que acontece e não há-de ser a última.”
A crise dos alinhamentos político-religiosos dentro do catolicismo
Massimo Faggiolli, 31 de março de 2016 “A opção neoconservadora idealiza uma Igreja clerical e hierárquica que epitomiza uma não recepção do Vaticano II. A opção ortodoxa radical idealiza uma Igreja cuja teologia, na verdade, aprendeu com a praça pública e com a interação no domínio da política (a ideia de liberdade religiosa, só para mencionar um exemplo). Essa eclesiologia tende a enxergar a Igreja como uma contrassociedade que mascara a tentação de uma Igreja como societas perfecta”, escreve Massimo Faggioli, professor de história do cristianismo e diretor do Institute for Catholicism and Citizenship, na University of St. Thomas, nos EUA. O artigo foi publicado por Global Pulse, 29-03-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.
Desafios de futuro à revolução cubana
Frei Betto – 31/03/016 Com a abertura do mercado cubano a investimentos estrangeiros, os EUA, que raciocinam em cifrões, não querem ficar atrás da União Europeia, do Canadá, do México, do Brasil e da Colômbia, que selam importantes parcerias com a Ilha revolucionária. “Em vez de isolar Cuba, estamos isolando somente o nosso país, com políticas ultrapassadas”, disseram em carta a Obama os parlamentares estadunidenses Patrick Leahy (democrata) e Jeff Flake (republicano) ao retornarem de Havana.
Cúpula Mundial Humanitária 2016
Abílio Louro de Carvalho – 28/03/2016 No passado mês de janeiro a OXFAM publicou um relatório de cujas conclusões se destacam as seguintes: – A riqueza acumulada pelo grupo dos mais ricos, que representa 1% da população mundial, equivale à riqueza (aos bens) dos restantes 11% da população mundial; – As 62 pessoas mais ricas do mundo têm o mesmo em riqueza que toda a metade mais pobre da população global.
Uma democracia honesta sobrevive sem justa reflexão?
“a concentração dos meios de comunicação nas mãos de poucos é um grave problema a ser enfrentado pelas sociedades modernas”.
A Páscoa dos descartáveis
Marcelo Barros CEBI – 14/032016 Foto: as polícias da Inglaterra e da França derrubou tendas dos emigrantes no acampamento de CALAIS “Ao doar a sua vida para que todos tenham vida e vida de qualidade, Jesus faz da Páscoa uma bênção e fortalecimento para todos os migrantes e deserdados do mundo.”
Quatro sombras afligem a realidade brasileira
Leonardo Boff – 20/03/2016 “Raymundo Faoro (Os donos do poder) e o historiador e acadêmico José Honório Rodrigues (Conciliação e reforma no Brasil ) nos têm narrado a violência com que o povo foi tratado para estabelecer o estado nacional, fruto da conciliação entre as classes opulentas sempre com a exclusão intencionada do povo. Assim surgiu uma nação profundamente dividida entre poucos ricos e grandes maiorias pobres, um dos países mais desiguais do mundo, o que significa, um país violento e cheio de injustiças sociais.
A contra reforma previdenciária
Ricardo Machado – 13/03/2016 Entrevista: Maria Lucia Fattorelli Foto:gazetadopovo.com.br “O cerne das alterações que vêm sendo feitas ao longo dos anos é a modificação de um modelo de solidariedade – no qual a garantia de emprego e boa remuneração aos jovens garantiria sempre boa remuneração aos aposentados – vem dando lugar a um modelo submetido às regras do mercado e sem qualquer segurança futura”, critica a auditora fiscal.