Para além do “Je suis Charlie” e do “Je ne suis pas Charlie”
É preciso superar a ideia de se posicionar simplesmente no afirmar (Eu sou Charlie) e negar (Eu não sou Charlie), pois o que está em jogo não são simples percepções ideológicas, mas o futuro da humanidade.
Je ne suis pas Charlie
(Por que eu não sou Charlie) “O fato do Charlie Hebdo desrespeitar outras religiões não é atenuante, é agravante. Se as outras religiões não reagiram à ofensa, isso é um problema delas. Ninguém é obrigado a ser ofendido calado.”
Na toca de O Hobbit: o retorno
19 de dezembro de 2014 Esse artigo é mais recomendado para aqueles que viram o último filme da série O Hobbit (A Batalha dos Cinco Exércitos), ou para ser relido depois de visto o filme, para que seja bem compreendido. Sou suspeita para falar, mas ele é, a meu ver, o melhor de todos os demais filmes da série. Não sei se é minha memória ou se o melhor doce é aquele que a gente está provando naquele momento.
Por que razão surge a arte?
O aparecimento da representação simbólica em suporte material só foi possível porque o Homo sapiens dispunha de uma notável capacidade inexplorada de pensamento simbólico. – FILIPE DUARTE SANTOS – 03/12/2014
A origem do Halloween, véspera do Dia de Todos os Santos
Uma festa que perdeu o seu original significado religioso e se paganizou PE. AUGUSTINE THOMPSON, OP. Boa parte dos católicos já ouviu aquelas acusações sobre o chamado “Dia das Bruxas”, ou “Halloween”: “o Halloween é pagão”; “ele remonta a festivais pré-cristãos dos druidas celtas”; “os pagãos e as bruxas modernas continuam celebrando esse festival ancestral anticristão”; “deixar os filhos brincarem de ‘gostosuras ou travessuras’ é deixá-los à mercê da adoração ao diabo e aos deuses pagãos”…
A CHEGADA DE ARIANO SUASSUNA NO CÉU
Jesus, já perdendo a calma, Apelou pra outro suporte. Para cumprir a missão, Autorizou Dona Morte: — Vá buscar o escritor, Mas vê se não erra o corte!
O ”retorno do exílio” para Teilhard de Chardin
Hoje, Teilhard não é mais um réprobo dotado de talento. Ele saiu do exílio que lhe havia sido imposto. A opinião é do teólogo jesuíta francês Henri Madelin, ex-diretor do Centre Sèvres de Paris (1985-1993), ex-provincial dos jesuítas franceses e ex-diretor da revista Études. Hoje, leciona no Instituto de Estudos Políticos de Paris (IEP).
O tempo das utopias mínimas
Leonardo Boff* Não é verdade que vivemos tempos pós-utópicos. Aceitar esta afirmação é mostrar uma representação reducionista do ser humano. Ele não é apenas um dado que está ai fechado, vivo e consciente, ao lado de outros seres. Ele é também um ser virtual. Esconde dentro de si virtualidades ilimitadas, que podem irromper e concretizar-se. Ele é um ser de desejo, portador do princípio esperança (Bloch), permanentemente insatisfeito e sempre buscando novas coisas.
De igual para igual: é assim desde o princípio
A árvore da vida/3 – E Deus viu: não é bom que o Adam esteja sozinho “A morte, quando chegar, terá os teus olhos” (Cesare Pavese) “Não é bom que Adam esteja sozinho”. A criação fica completa quando aquela ‘coisa muito bela e muito boa’ – o Adam – se manifesta como realidade plural, quando se torna pessoa. É apaixonante e riquíssimo o ritmo do segundo capítulo do Génesis, desde Adam (o ser humano) até ao homem e mulher.
Olhares em tempo de exílio
A árvore da vida/2 – As “imprudências” que nos salvam de Caim «Confrontei as suas antigas palavras e as minhas velhas perguntas com os acontecimentos da história, da cultura, da tradição. Isto é, usei a minha fé hebraico-cristã como chave de leitura; e mais convencido fiquei de que ela é hoje a única chave possível.» (Sergio Quinzio) No princípio não era Caim. Era algo de bom e belo que no sexto dia, com o Adam, se tornou muito bom e belo (Gén. 1,31). Era a bênção que pairava sobre o mundo criado. O início, o bereshit, o princípio da terra, dos seres vivos e dos humanos é bondade e beleza; mostra qual é a vocação mais profunda e verdadeira da terra, dos seres vivos, do homem e da mulher.