Pacto das Catacumbas, Papa Francisco e a Igreja dos pobres
“Procuraremos viver segundo o modo ordinário da nossa população, no que concerne à habitação, à alimentação, aos meios de locomoção e a tudo que daí se segue”, escreviam há 50 anos os 40 bispos que, no dia 16 de novembro de 1965, durante a fase final do Concílio Vaticano II, assinaram o Pacto das Catacumbas. “Eu não vivo no luxo. O meu apartamento tem 296 metros quadrados, e eu não vivo sozinho. Moro com uma comunidade de três irmãs que me ajudam”, declara hoje o ex-secretário de Estado vaticano do Papa Ratzinger, o cardeal Tarcisio Bertone.
Vatileaks. Fittipaldi fica em silêncio no interrogatório: “Faço uso do segredo profissional”
Vatileaks. Fittipaldi fica em silêncio no interrogatório: “Faço uso do segredo profissional” O autor do Livro “Avarizia” foi interrogado segunda-feira. Escreveu no Facebook: “Para a justiça vaticana eu corro o risco de pegar de 4 a 8 anos de prisão. Uma loucura”. Gianluigi Nuzzi decidiu em vez disso nem aparecer Roma, 18/11/2015 (ZENIT.org)
O sacrifício da democracia no altar do Capital
“O bom para a maioria dos cidadãos ditos ‘de bem’ é ter patrão, polícia e condutores moralizantes. Essa é a urgência e a necessidade de Estado sob quaisquer circunstâncias”, constata o cientista social Edson Passetti. Foto: Mídia Ninja Compreender quais são os dispositivos de exceção que determinam a democracia no capitalismo é fundamental para entendermos as questões de fundo que estão por trás dos discursos que fundamentam a aprovação, no Senado, do Projeto de Lei 101/15, o qual dispõe sobre os crimes de terrorismo. Passados pouco mais de dois anos dos levantes de Junho de 2013, a reforma política ficou somente na promessa, mas a definição de quem são os novos inimigos da nação está para sair do forno político.
Como se cria um monstro
“A história de Emwazi, 26 anos: nasceu no Kwait, foi ainda muito pequeno para a Inglaterra, onde se formou em computação. Depois de umas férias na Tanzânia em 2010 passou a ser parado sempre que tentava entrar ou sair na Inglaterra, até ser proibido de viajar ao Kwait, onde iria se casar e tinha arrumado um trabalho. Ele procurou o CAGE pedindo ajuda, mas continuou a ser vigiado e impedido de deixar o país. “Me sinto preso sem estar em uma cela”, disse. Até que um dia ele não foi mais visto e apareceu nos vídeos do ISIS.”
Jesus e o Vaticano
“No domingo passado, Francisco veio garantir aos fiéis que não cederá: “Sei que muitos estais perturbados com as notícias que circularam sobre os documentos confidenciais da Santa Sé roubados e publicados.” Trata-se de “um delito, um ato deplorável que não ajuda. … Por isso, quero assegurar-vos que este triste acontecimento não me desviará do trabalho de reforma que estamos levando a cabo com os meus colaboradores e com o apoio de todos vós”.” Anselmo Borges – 14/11/2015
A pessoa: ser em tensão
“Vivemos no presente, sempre no presente, mas vimos do passado, voltados para o futuro; se perdêssemos a memória, não perderíamos apenas o passado, mas a identidade, já não saberíamos quem somos; e estamos sempre voltados para o futuro, é ele que nos alenta pela esperança. Já somos, mas ainda não somos o que havemos de ser. Somos finitos, mas estamos constitutivamente abertos ao Infinito e perguntamos ao Infinito pelo Infinito, isto é, por Deus.” – Anselmo Borges
Por uma teologia da libertação animal
“Os animais são os ‘outros’. E os outros sempre inspiram as melhores reflexões éticas porque a ética é a inclusão do outro”, provocam os dois freis capuchinhos e professores de teologia. Quem são os outros? Esta pergunta tem milênios. Já foi respondida de milhares de formas diferentes e mesmo assim ainda não foi totalmente respondida. Luiz Carlos Susin e Gilmar Zampieri dão novos contornos à questão ao responderem que os animais são os “outros”, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line, sobre o livro A vida dos outros. Ética e teologia da libertação animal (São Paulo: Paulinas, 2015).
A tragédia em Mariana é um triste e fiel retrato do mundo atual
“O rompimento das barragens em Mariana jogou toneladas de lama e de rejeitos no Rio Doce, a bacia hidrográfica mais importante da região Sudeste do país. A Samarco diz que esses rejeitos não fazem mal a saúde, a imprensa escreve o que a Samarco diz e seria hora de nos perguntarmos se a Samarco é que deve que ser a fonte para a informação. Por que não interessa à imprensa corporativa ir atrás de outras fontes? Basta escutar o que a Samarco diz a respeito da segurança em relação à saúde pública?”
O lado mais obscuro do celibato
O celibato obrigatório constitui para muitos jovens homossexuais que não querem, mesmo que inconscientemente, aceitar a própria orientação sexual um esplêndido lugar onde a questão da sexualidade é removida, apagada, não vivida.
Refugiados: que solução?
1. Ninguém pode ignorar. As imagens são trágicas, de horror: homens, mulheres, crianças, a correr ou encurralados, fugindo da morte e em busca de um sítio para a esperança. E sabe-se que não se pode ficar indiferente e que é preciso agir.