Questionamentos após Medellin (III) : o sacerdócio.

Eduardo Hoornaert – Julho de 2016 A partir da vida vivida e sem praticamente nenhuma teorização, a primitiva imagem do mestre reaparece nas CEBs.  É pela experiência que se percebe que a lógica da Comunidade de Base, expressão concreta da opção pelos pobres, não combina com o sacerdócio tal qual é vivido tradicionalmente. Em outras palavras, as comunidades postulam um ‘novo tipo’ de padre.

“Queridos cardeais…”.

 Teólogo leigo responde aos quatro cardeais que contestam o Papa Rodrigo Guerra López – 24 Novembro 2016 “Do meu ponto de vista, queridos cardeais, o ensinamento do Papa Francisco na Amoris Laetitia é verdadeira fidelidade criativa e desenvolvimento orgânico que explicita o depósito da fé destacando que toda verdade, para que brilhe em sua atração, requer ser afirmada com misericórdia e com bondade”, escreve Rodrigo Guerra López, membro do Pontifício Conselho Justiça e Paz, da Pontifícia Academia pela Vida e da Equipe de Reflexão Teológica do CELAM, em artigo publicado por Vatican Insider, 23-11-2016. A tradução é de André Langer.

Questionamentos após Medellin (II): o ritualismo.

Eduardo Hoornaert – 16/07-2016 “Na vida e no funcionamento da Igreja, a religião ocupa mais espaço e tem maior importância do que o evangelho. A religião é um fato cultural, enquanto o evangelho é um apelo à ação. Na cultura ocidental, a religião é mais determinante que o evangelho, que teria que ser a força de contestação e transformação da cultura do Ocidente, sobrecarregada de desigualdades, injustiças e violências.”

Questionamentos após Medellin (I): a Pobreza.

Eduardo Hoornaert – 16/07/2016 Em julho publicamos um artigo de Eduardo Hoornaert sobre O nascimento da Igreja Católica Latino-Americana. Damos agora sequência, publicando, em dias consecutivos, outros três artigos em que o autor subdivide o Tema. Sob o título:  Questionamentos após Medellin. Hoje, o 1º:  a pobreza. Logo em seguida, virão: Questionamentos após Medellin: o ritualismo; Questionamentos após Medellin: o sacerdócio”. 

Por que o Papa Francisco venceu o desafio da reforma

Massimo Faggioli – 22/11/2016  “A popularidade de Francisco é o fruto da percepção deste papa como último bastião do conhecido contra o avanço do desconhecido. A globalização do catolicismo e do papado também envolve a globalização da definição do bispo como defensor civitatis. Não é mais somente a civitas de Roma, mas a civilização ocidental.” Opinião do historiador italiano Massimo Faggioli,  publicado no jornal Il Mattino, 21-11-2016.

A tolice das análises econômicas atuais

Leonardo Boff – 19/11/2016 Foto: http://www.brasil247.com/pt “Os cenários projetados por sérios centros de pesquisa são cada vez mais perturbadores. O aquecimento, por exemplo, não cessa de aumentar como se afirmou agora em Marrakesch na COP 22. A temperatura global de 2016 ficou 1,35 C acima do normal para o mês de fevereiro, a mais alta dos últimos 40 anos. Os próprios cientistas como David Carlson da Organização Meteorológica Mundial, uma agência da ONU, declarou: “isso é espantoso…a Terra certamente é um planeta alterado”.”

E se o Papa Francisco for anarquista?

Considerações em torno da ‘Teologia do Povo’. Eduardo Hoornaert–14/11/2016 Foto: Papa Francisco, ainda arcebispo de Buenos Aires, de ônibus, com o Povo E se o Papa for anarquista? Não anarquista no sentido que se costuma dar ao termo, mas no sentido de uma lucidez acerca do modo em que a sociedade promove o bem comum, não por simples ação do estado ou de pessoas que controlam os instrumentos do estado, mas por uma interação entre forças existentes na sociedade, impulsionada por movimentos de base.

Últimas Conversas. Testamento de Bento XVI. 1

 Anselmo Borges*– 19/11/2016 Foto:  “Bento XVI: últimas conversas”, publicado esta sexta-feira Falei com ele uma vez, era ainda o cardeal Josef Ratzinger. A impressão que me ficou foi a de alguém muito afável, tímido e com um objectivo fundamental: conciliar a fé e a razão. Ao ler agora Letzte Gespräche (Últimas Conversas), e são mesmo as últimas, pois não pensa publicar mais nada e quer destruir notas dispersas, confirmei essa primeira impressão.

Marxistas, comunistas, anarquistas: uma reflexão após a vitória de Trump nas eleições americanas.

Eduardo Hoornaert – 14/11/2016. 1.  Agora que Trump ganhou as eleições para presidente dos Estados Unidos, o quadro das referências políticas fica mais baralhado que nunca. Isso ficou claro na semana passada, quando dois ícones do pensamento da esquerda mundial, o americano Noam Chomsky e o esloveno Slavoj Zizek (FOTO), divergiram em sua avaliação do significado político dessa eleição. O primeiro declarou que, qualquer que seja o resultado das urnas, Trump é ‘um perigo’. O segundo, pelo contrário, perguntado por quem votaria se fosse americano, respondeu sem pestanejar: ‘por Trump’.

Stedile: Papa Francisco, um homem de muita coragem!

3° Encontro Mundial de Movimentos Populares em diálogo com o Papa Francisco ocorreu no Vaticano no início de novembro João Pedro Stedile  Brasil de Fato| SP 14/11//2016  Foto: Stedile com Francisco. “Agora, no terceiro encontro, estava na pauta dos debates, novos temas  relacionados com os graves dilemas que a sociedade moderna está enfrentando em todo o mundo. O primeiro tema foi a questão do Estado e da democracia. Tivemos aqui a participação também do ex-presidente Pepe Mujica, do Uruguai, e de outros  dirigentes políticos progressistas que enviaram reflexões.”