Queimada viva em nome de Deus: o suplício da nicaraguense jogada numa fogueira
Crime atormenta uma comunidade conservadora e machista e abre um debate sobre a violência contra as mulheres Carlos Salinas Rosita (Nicaragua) 9 MAR 2017 Foto Igreja Evangélica de Cortezal, Nicarágua Seu nome era Vilma Trujillo García e morreu depois de ter sido queimada numa fogueira. A mulher, de 25 anos e mãe de dois filhos, lutou pela vida durante mais de 24 horas de agonia, nas quais suportou queimaduras de segundo e terceiro grau que calcinaram 80% do corpo: os seios, as coxas, parte do rosto e as costas ficaram carbonizados.
“Dar poder às mães”, o testemunho de Hauwa Ibrahim
Na Nigéria, a advogada, Prémio Sakharov 2005, salva centenas de mulheres da lapidação e do Boko Haram e acredita que, para combater os fundamentalismos, não se precisa de armas, mas de mães Lucca Attanasio -08/03/17 -Roma -Foto:Reuters “Compreendi que iria acabar casada com um homem muito mais velho do que eu e, sobretudo, que eu teria que dizer adeus para sempre à escola, com apenas 11 anos de idade. Por isso fugi“. Parece o começo de um desses belos romances de cunho social, que se leem para recuperar a fé na humanidade. Ao invés, é o início de uma história que, embora pareça incrível, é toda verdadeira.
Uma geração entre dois mundos. Os ‘millennials’ vivem presos entre o antigo e o novo
Javier Ayuso –09/03/17 -Foto: El País Foto: Los jóvenes tienen el 35% de la renta bruta mundial. Getty images A revista Time os definiu, em 2014, como a geração do eu-eu-eu. Eles mesmos veem a si próprios como uma geração perdida no caminho entre dois mundos. Como dizia uma jovem millennial de forma gráfica, nesta mesma semana, em um conhecido programa de rádio: “Somos uma geração de transição. Somos a última em muitas coisas e a primeira em outras tantas. Estamos entre o velho, que não acaba de morrer, como o papel ou o bipartidarismo, e o novo, que não acaba de nascer. Uma geração que compra as entradas de cinema na Internet e depois as imprime”.
A leitura bíblica na iminência de tsunamis
Eduardo Hoornaert – 02/03/2017 Imagem: ttp://cdn.images.express.co.uk/img/dynamic/1/590x/UK-tsunami-736607.jpg Neste momento estão se formando, no alto oceano das tendências históricas, diversos tsumanis que sacudirão fortemente as praias da leitura bíblica num futuro ainda não definido. Desde já constituem uma ameaça à leitura tradicional da Bíblia, tal qual é praticada em inúmeras comunidades cristãs ao redor do mundo. São agitações de diversos tipos, como aquelas provenientes da exacerbação de um tipo de leitura bíblica longamente praticado pelas igrejas históricas: a leitura fundamentalista.
Fátima dá para tudo (3)
Por vezes confunde-se a segurança da doutrina com a suspeita pela busca. Não seja assim para vós. Os valores e as tradições cristãs não são peças raras para fechar nos cofres de um museu (Francisco aos Jesuítas). Frei Bento Domingues, O.P. – 5/03/17 Foto: internet – Lúcia, Francisco e Jacinta, os três videntes, em 1917. “Dos acontecimentos de 1917 sabemos o que é atribuído aos pastorinhos de Aljustrel. Só a Lúcia escreveu as suas memórias, tardias, em relação aos acontecimentos. Nada de especial. É sempre assim. O que espanta é a mediocridade das hermenêuticas desse fenómeno. Cansam. Quando pretendem teologizar ainda aumentam mais o aborrecimento.
Casais de fato: Francisco rompe outro tabu
Francesco Peloso, – 02 Março 2017 – Foto: Giampiero Sposito – Reuteres O Papa Francisco não volta atrás, ao contrário, lança novamente para a frente: que a Igreja se abra às coabitações, acolha-as, não rejeite os jovens que preferem esse tipo de união. As palavras proferidas no sábado passado pelo bispo de Roma, perante os participantes de um curso de formação promovido pelo Tribunal da Sacra Rota (aquele que se ocupa com as nulidades matrimoniais), teriam um quê de explosivo, não fosse pelo fato de Bergoglio já ter acostumado a opinião pública esses desvios repentinos em relação a tradições consolidadas.
Existe vida extra-terrestre?
Leonardo Boff – 24/02/2017 “A vida não seria fruto do acaso… Bioquímicos e biológicos moleculares mostraram (graças aos computadores de números aleatórios) a impossibilidade matemática do acaso puro e simples. Para que os aminoácidos e as duas mil enzimas subjacentes pudessem se aproximar e formar uma célula viva, seriam necessários trilhões e trilhões de anos, mais do que os 13,7 bilhões de anos, a idade do universo. As possibilidades são de 10 em potência 1000, contra um. O assim chamado acaso é expressão de nossa ignorância.”
Comissão apresenta Livro Branco sobre o futuro da Europa: cinco cenários para nos mantermos unidos a 27
Bruxelas, 1/03/2017 Foto: ‘Livro Branco sobre o futuro da Europa’. – YVES HERMAN – REUTERS O Livro Branco analisa a forma como a Europa irá mudar ao longo da próxima década, desde o impacto das novas tecnologias na sociedade e no emprego até às dúvidas sobre a globalização, as novas ameaças para a segurança ou a ascensão do populismo. Apresenta igualmente as alternativas que temos pela frente: ou nos deixamos arrastar por essas tendências ou procuramos configurá-las e aproveitar as novas oportunidades que delas possam surgir”
“Resistências na Cúria, explico por que me afastei”
Entrevista com Marie Collins, após a demissão da Comissão para a tutela dos menores, no Vaticano: “É preciso mudar a mentalidade, mas o Vaticano continua a luta contra a pedofilia, o saldo é positivo” Andrea Tornielli –Cidade do Vaticano -02/03/2017 Na foto: Marie Collins. – La Stampa “Quando há três anos aceitei a minha nomeação para comissão, eu tinha declarado: se eu encontrasse um conflito entre o que estava acontecendo nos bastidores e o que estava sendo dito publicamente, eu não permaneceria. Isto aconteceu e por isso saio”. O telefone da casa de Marie Collins em Dublin está fervendo, ligam de todo o mundo”.
Não existem mais as religiões de antigamente
Giancarlo Bosetti – 28/02/2017 Imagem – in: https://lh6.googleusercontent.com “A modernidade pluralista obriga a religião a não ser mais ‘naturalmente’ aquela do lugar e da família onde se nasceu, mas o resultado de uma escolha entre as muitas possíveis, incluindo a de não ter nenhuma fé, mas de se considerar agnóstico ou ateu.” A opinião é do filósofo, jornalista e escritor italiano Giancarlo Bosetti, diretor da revista de cultura política Reset, cofundada com Norberto Bobbio, dentre outros. Publicado no jornal La Repubblica, 24-02-17