Ilações políticas da Lava Jato e Lula contra a parede: uma análise mais à esquerda da crise político-jurídica brasileira

Bruno Lima Rocha – 16 Setembro 2016  Foto: Dallagnol, o Procuradro . PPS, não tem Provas, mas tem Convicção! “Estar contra o golpe não significa aderir à defesa de Lula, Dilma e cia. Isto porque estar contra o golpe e mais à esquerda implica em lutar pela manutenção e ampliação dos direitos coletivos, assim como aprofundar o alinhamento do país com a América Latina e as relações Sul-Sul”.

‘Se não houver invenção democrática, o rumo da burocracia, e mesmo do totalitarismo, é inelutável’

  Márcia Junges 09/09/2016 – Foto: Roberto Romano “A fragilíssima vida pública brasileira foi uma conquista de séculos, obtida contra o mando estatal português e depois o da corte no império. Movimentos rebeldes foram esmagados por espadas e baionetas, sob os canhões conduzidos por Caxias”. A reflexão é do filósofo Roberto Romano em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Ele acrescenta que, assim, “não existiu e não existe espaço público no Brasil para ser reinventado. Estamos ainda nas projeções de uma possível vida pública livre”.

Golpe de 1964 e golpe de 2016: a mesma natureza de classe

Leonardo Boff – 05/09/2016 Ontem em 1964 e hoje em 2016, seja por via militar seja por via parlamentar, funciona a mesma lógica: as elites econômico-financeiras e a casta política conservadora praticam a rapinagem de grande parte da renda nacional (Jessé aponta 71.440 pessoas, apenas 0,05% da população) contra a vida e o bem-estar da maioria do povo, submetido à pobreza.

Os marajás do Judiciário e do MP, protagonistas do impeachment

Juízes e procuradores ganham fortunas, lutam por mais no Congresso e, diz sociólogo, insuflaram impeachment com ‘moralismo de ocasião’ André Barrocal  02/09/2016 – Foto: Dorivan Marinho/SCO/STF  durante sessão de abertura do ano judiciário de 2016, em fevereiro Uma lei sancionada em julho por Michel Temer subiu em 41% os vencimentos dos funcionários do Judiciário e em 12%, os daqueles do MP. Um impacto estimado pelo Ministério do Planejamento de 2 bilhões de reais ao erário este ano. “A casta jurídica”, diz Souza, “consegue pornográfico aumento nos seus salários já nababescos, em meio à grave crise, e mostra todo o seu descaso e descolamento da realidade social vivida pelos outros cidadãos.”

Barroso rebate Gilmar: Lei da Ficha Limpa é sóbria

Michèlle Canes – 18 de Agosto de 2016 O ministro do Supremo Tribunal Federal Luís Roberto Barroso disse nesta quinta-feira que a Lei da Ficha Limpa  “é uma lei sóbria”, em contrassenso ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes (também é ministro do Supremo.), que disse que a legislação “foi feita por bêbados”;

O dia em que Macri tentou prender Hebe de Bonafini

“Nos cercaram de policiais, atravessaram um carro na frente da van das Madres, mas saímos por cima. Demos um drible”, contou Hebe Por Nora Vieras, no Pagina12 | 05/08/2016 Tradução: Antonio Martins Líder das “Mães da Praça de Maio”, símbolo da luta contra ditadura, ela resistiu, aos 87 anos. Uma multidão surgiu para apoiá-la. Governo parece recuar. Semelhanças com o Brasil?

STF tende a aprovar retirada de direitos, alerta ministro do TST

O ministro do Tribunal Superior do Trabalho Cláudio Mascarenhas Brandão é totalmente contra a proposta de retirada de direitos trabalhistas, contida em projeto do governo interino de Temer. Brandão foi um dos signatários de manifesto recente em que ministros do TST condenaram o projeto de fazer a negociação entre trabalhadores e empresas valer mais do que a legislação em vigor. Esse projeto, defendido pelo governo golpista, é conhecido como “negociado sobre o legislado”.

Dilma Rousseff é inocentada por Tribunal Internacional

 Tribunal composto por especialistas de todo o mundo descartou por unanimidade o crime de responsabilidade da presidenta brasileira. Lina Sankari, L’Humanité -25/07/2016 Foto: Roberto Stuckert Filho/PR O tribunal proferiu sua sentença. Na quarta-feira, a presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, foi inocentada por unanimidade pelo Tribunal Internacional pela Democracia, encarregado de julgar o processo de impeachment aberto no Senado por uma suposta maquiagem do déficit público de 2014, ano de sua reeleição.

A caixa preta do STF: por que o tribunal julga o que quer quando quer?

Especialistas listam dilemas da Corte e dizem que ministros deveriam estabelecer critérios claros Gil Alessi –  17 JUL 2016 BRT O Supremo Tribunal Federal (STF) entrou nos holofotes durante o julgamento do escândalo do mensalão em 2012 e desde então nunca mais saiu. As sessões transmitidas ao vivo fizeram com que as atenções dos brasileiros se voltassem à Corte. Se por um lado o evento passa uma imagem de transparência nos procedimentos, especialistas matizam a percepção e veem espaço para que o STF amplie suas práticas democráticas. A última polêmica envolvendo o tribunal aconteceu no início do mês.