Ratzinger renunciou à renúncia? O fim de um mito
…”o elogio do incompetente torna incompetente o elogio” – Andrea Grilllo Pierluigi Mele – 20/05/17 Ratzinger renunciou à renúncia? A pergunta pode parecer uma provocação, mas um episódio levanta essa dúvida. Trata-se da publicação de um “prefácio”, conforme antecipado pelo jornal Corriere della Sera e pelo sítio Nuova Bussola Quotidiana, a um livro intitulado La forza del silenzio [A força do silêncio], do cardeal conservador Sarah, prefeito da Congregação para o Culto Divino.
Os cargos na Igreja, do papa e dos bispos, deviam ser temporários
João Céu e Silva – 02 DE MAIO DE 2017 Foto: O padre e teólogo Anselmo Borges | Pedro Rocha/Globalimagens O teólogo Anselmo Borges apresenta hoje em Lisboa o seu novo livro, ‘Francisco – Desafios à Igreja e ao Mundo’, durante um debate com dois presidentes sobre a atuação do Papa Francisco na Gulbenkian Além da coluna semanal que publica neste jornal, o teólogo Anselmo Borges edita frequentemente uma análise transversal da sociedade atual – com enfoque principal a partir de preocupações religiosas – sob o formato de livro.
“Há motivos gravíssimos por trás da renúncia de Bento XVI”, afirma arcebispo italiano
O arcebispo emérito de Ferrara confirma a hipótese do suposto complô internacional e interno ao Vaticano para fazer com que Ratzinger renunciasse. Andrea Tornielli Foto: Luigi Negri – 08 Março 2017 É a primeira vez que um bispo credencia a ideia de um complô, de pressões e de uma chantagem por trás da renúncia de Bento XVI, dando a entender, sem meias palavras, que o Papa Ratzinger não foi embora por sua própria vontade. Uma tese que até agora tinha circulado em certas reconstruções midiáticas, corroborada e apoiada por aqueles que não se resignam ao fato de o ex-pontífice alemão não estar mais no trono e de o ministério petrino ter passado para os ombros do seu legítimo sucessor.
Não existem mais as religiões de antigamente
Giancarlo Bosetti – 28/02/2017 Imagem – in: https://lh6.googleusercontent.com “A modernidade pluralista obriga a religião a não ser mais ‘naturalmente’ aquela do lugar e da família onde se nasceu, mas o resultado de uma escolha entre as muitas possíveis, incluindo a de não ter nenhuma fé, mas de se considerar agnóstico ou ateu.” A opinião é do filósofo, jornalista e escritor italiano Giancarlo Bosetti, diretor da revista de cultura política Reset, cofundada com Norberto Bobbio, dentre outros. Publicado no jornal La Repubblica, 24-02-17
Leonardo Boff em entrevista: “O Papa Francisco é um dos nossos”
O brasileiro Leonardo Boff, nascido em 1938, é filho de imigrantes italianos. Em 1959 ele ingressou na ordem dos franciscanos e estudou durante 5 anos na Alemanha. Joachim Frank – 06/01/2017 Foto: Markus Wächter A entrevista é de Joachim Frank, publicada por Kölner Stadt Anzeiger, 25-12-2016. A tradução é de Walter O. Schlupp. Nos anos 1980 Leonardo Boff, enquanto principal representante da teologia da libertação e em função da sua crítica à igreja oficial, entrou em conflito com o Vaticano e seu principal guardião da fé Joseph Ratzinger. Depois de, por duas vezes, o proibirem de publicar, deixou a ordem em 1992 e renunciou ao sacerdócio.
Papas diferentes, personalidades diferentes – e uma continuidade subjacente
Michael Sean Winters – 15/12/2016 Foto: Papa Francisco e Bento XVI em 2011/2016. Com os novos cardeais “Se os silogismos nos satisfazem, a experiência não nos encanta assim como encanta a Francisco. Se acharmos que a conversa madura que começou no Vaticano II e continuou com Papa Paulo VI corre o risco de formular perguntas difíceis e exige que nos abramos intelectualmente, então veremos o esforço do Papa Francisco em reavivar essa conversa madura com suspeita ou pavor”.
Últimas Conversas.Testamento de Bento XVI. 2
Anselmo Borges – 26/11/2016 A convite de João Paulo II, o cardeal Joseph Ratzinger aceitou em 1981 ser Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, com uma condição: continuar a publicar livros. “Porque sentia a obrigação interior de poder dizer algo à humanidade”. Gostaria de ter dedicado a vida à “teologia científica”. “Todos os escândalos chegam à Congregação”. “Que na Igreja há porcaria é conhecido, mas o que o Prefeito da Congregação tem de digerir vai muito para lá”.