Todos os heróis de Bolsonaro

João Filho – 3 de Março de 2019, 9h00 A CERIMÔNIA de posse do novo diretor-geral da hidrelétrica de Itaipu tinha tudo para ser uma ocasião corriqueira na agenda de Bolsonaro. O ex-capitão nomeou um general para o cargo e aproveitou o evento para exaltar os ditadores brasileiros que participaram da construção da usina binacional junto com o Paraguai. Afirmou que Castello Branco foi “eleito em 1964″ e saudou Costa e Silva, Médici e Geisel. O último ditador militar, Figueiredo, foi merecedor de um afago especial: “saudoso e querido”. Nada demais até aí. Prestar homenagens à ditadura militar é um cacoete do nosso presidente.

Canonização de Paulo VI e Dom Romero: duas vidas dedicadas à Igreja

Foto: Papa Paulo VI e Dom Romero  13 outubro 2018 Foto: VaticanNews Amanhã, domingo, 14 de outubro, por ocasião da Missa de Canonização dos novos santos, Paulo VI e Dom Óscar Arnulfo Romero, serão esperadas cerca de 70 mil pessoas estarão presentes. Em uma coletiva na Sala de Imprensa falou-se sobre os novos santos

Juremir Machado: Bolsonaro é uma mentalidade

Juremir Machado – 09/10/2018 Foto: Bolsonaro / Revista Forum Bolsonaro usa a democracia para asfixiá-la. É um efeito perverso do jogo democrático. Condensa uma interpretação do mundo que não suporta a diversidade, o respeito à diferença,  a pluralidade, o dissenso, o conflito,o embate.

Angelelli, o primeiro mártir argentino do Vaticano II

Stefan Gigacz – 13 Junho 2018  Bispo Enrique Angelelli. Foto: www.josephcardijn.com  O falecido bispo de La Rioja será o primeiro de muitos mártires da Guerra Suja na Argentina, cujos sacrifícios também esperam reconhecimento. A reportagem é de Stefan Gigacz, La Croix International, 12-06-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

Novos relatos apontam que base militar no AP esconde cemitério com desaparecidos do Araguaia

99 Carlos Madeiro – Colaboração para o UOL, em Maceió – 20/05/2018 Foto: Serviço Nacional de Informações/Arquivo Nacional: Guerrilheira Maria Lúcia, do PCdoB, foi morta e é um das desaparecidas no conflito Relatos colhidos pela Comissão Estadual da Verdade do Amapá apontam para um local onde estariam restos mortais de desaparecidos da guerrilha do Araguaia nos anos 1970. Segundo depoimentos, mortos na Ditadura Militar (1964-1985) teriam sido enterrados em um cemitério clandestino dentro de uma base militar no município de Oiapoque (600 km de Macapá), já na fronteira com a Guiana Francesa.

A sede dos “porões da ditadura” era o Planalto, diz historiadora

“Uma coisa é aquilo que sabíamos: Geisel estava informado da política de extermínio de presos políticos. Outra coisa muito diferente é saber que o presidente da República assumiu a responsabilidade direta sobre a execução de prisioneiros políticos.”   José Nêumanne – 18 Maio 2018 Foto: jusliberdade.comn.br  A revelação feita pela descoberta pelo pesquisador Matias Spektor, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), de um memorando do diretor da CIA em 1974, William Colby, ao então secretário de Estado dos EUA, Henry Kissinger, de que Geisel autorizou execuções de “subversivos perigosos” presos pôs fim ao mito da autonomia dos chamados “porões da ditadura” à época do regime militar.  Esta é uma das conclusões da entrevista da historiadora mineira Heloísa Starling, que assessorou a Comissão Nacional da Verdade (CNV) nesse período de nossa história, em entrevista ao Blog do Nêumanne.

Os rebeldes sem armas emboscados por um agente duplo da ditadura

Quantas pessoas você trairia para se livrar da prisão e de sessões de torturas? Quantas delas entregaria as vidas para assassinos vestidos de fardas e uniformes policiais? Afonso Benites –EL PAÍS –Brasil –4/09/17 Foto: jornalista Luiz Felipe Campos Em tempos de delação premiada, obra de jornalista retrata o massacre da granja São Bento, de 1973, e traz a história de um dos famosos dedos-duros da ditadura, cabo Anselmo, que, delatando, levou à morte mais de cem pessoas, inclusive a esposa dele. Algo a ver com os atuais delatores da Lava-Jato?

No centenário do nascimento de Óscar Romero e dos quarenta anos do assassinato de padre Rutilio Grande.

Legado dos mártires de El Salvador Rocio Lancho Garcia –14/08/17 -Foto:internet O beato Óscar Arnulfo Romero não só abriu o Martirológio do ano de 1980, mas também foi o primeiro bispo a ser assassinado em El Salvador. Chegou assim ao fim a aparente paz que reinava no país, dando início a uma sangrenta guerra civil, interrompida apenas pelas súplicas incessantes que ele endereçava para as partes contrárias. Assim lembra José Luis Escobar Alas, Arcebispo de San Salvador, em sua segunda carta pastoral escrita por ocasião do quadragésimo aniversário da morte como mártir de padre Rutilio Grande e do centenário de nascimento de monsenhor Romero.

Reconciliação + 2x1a = Impunidade

 Domingos Bresci, em “Pagina 12”, questiona o comportamento omisso dos bispos argentinos sobre crimes de estado na ditadura militar e os problemas ainda não resolvidos   Por Domingo Bresci* – 17 de maio de 2017  Tradução: Orlando Almeida “O Episcopado deve deixar a sua suposta “neutralidade” que o leva a querer “reconciliar” as “partes” por um tribunal superior e sem mácula; e “reconciliar-se previamente” com as vítimas, com as suas famílias e com as organizações de direitos humanos que durante muitos anos não quis receber nem ouvir, nem olhava com bons olhos (exceto alguns bispos).”