As eleições de outubro: entre o consenso e a brecha democrática  

“O consenso enxerga os pobres como ‘nova classe média’ que consome, mas não como classe que luta radicalmente por melhores condições (urbanas) de vida; o consenso gosta dos jovens e estudantes se estiverem amarrados em suas organizações ‘de base’ (aceitando acriticamente a pauta governista), mas não quando eles se organizam de forma potente e autônoma, passando por fora dos arranjos do ‘pacto de governabilidade’; o consenso tolera os índios desde que eles aceitem remoções para o Minha Casa, Minha Vida, ou sirvam de protetores temporários do estoque de ‘recursos estratégicos’”.

Protestos: poucas bandeiras e muitos cassetetes

Um dia antes do primeiro jogo da Copa no estádio do Mineirão, em Belo Horizonte, cerca de 50 ativistas conversavam sentados em uma praça no centro da cidade. Os militantes discutiam como seria a manifestação contra o torneio durante a partida entre Colômbia e Grécia, que aconteceu no sábado 14. “Pessoal, vamos manter uma paranoia saudável e segura. Não falem muito, não digam nada que possa incriminar ninguém. E não confiem em quem está sentado ao seu lado”, dizia um deles no início da reunião.

O jogo do toma lá e dá cá da política

“Precisamos mudar a direção de um desenvolvimento que transforma as nossas cidades em espaço para carros mais do que para a cidadania. Precisamos voltar a comer comida boa e gostosa e não os venenos do agronegócio.