Um modelo de desenvolvimento baseado no consumo
Segundo análise do economista Amir Khair, o modelo brasileiro de desenvolvimento atualmente se baseia, desde o governo Lula, no estímulo ao consumo na base da pirâmide social. – “Não consigo entender o desenvolvimento econômico se não fizer o trajeto que foi feito no governo Lula, que é o estímulo de baixo para cima. Isso significa melhorar a massa salarial, que é o grande termômetro da economia, pois é dessa massa que sai o consumo e a produção. Se temos trabalhadores ganhando pouco ou com índices de desemprego elevados, temos pouca massa salarial e, consequentemente, as empresas vão produzir menos, não vão investir, e o país vai para trás”.
O que pode estar escondido sob a crise econômica do Brasil
O Brasil vive uma crise grave que, segundo diversos analistas, é mais política do que econômica. Por isso mesmo é mais difícil de resolver, embora o país seja rico em recursos naturais, matérias-primas e capacidade criativa. E não está quebrado como a Grécia e a Venezuela.
Crise: pré-sal, Irã e juros azedaram relação com EUA, diz professor da UFAB
Giorgio Romano Schutte, professor de Relações Internacionais da Federal do ABC, fala sobre crise brasileira e interesses estrangeiros. Iniciativas brasileiras desagradaram a comunidade financeira internacional. E setores políticos internos, observando os ventos que vinham de fora, acharam que era hora de tentar derrubar Dilma. A opinião é do holandês Giorgio Romano Schutte. Ele veio ao Brasil no início da década de 1990, para fazer intercâmbio com o movimento sindical brasileiro. Aqui constituiu família e continuou estudando, tornando-se doutor em Sociologia e especialista em Economia Política Internacional.
UDN na rua e o pedido de investigação das contas de campanha de Dilma. Mas o empresariado não quer aventuras
“Ou o que resta de base social mobilizada desembarca de vez do governo e acaba com qualquer resto de duplo discurso como o do tal “apoio crítico”, ou toda a esquerda vai pagar um preço alto demais se tudo ruir”, escreve Bruno Lima Rocha, professor de de ciência política e de relações internacionais.
Desmontando o discurso dos organizadores do “Fora PT” na Paulista
Para a pesquisadora e socióloga Esther Solano, a massa que protesta na Paulista não tem ideais tão à direita quanto pintam, mas é “excludente”. “Se você ficar só na superfície, vai pensar que eles adoram o PSDB”. Cíntia Alves – 20 de agosto de 2015
Falta algo no conteúdo ético das dez medidas anticorrupção
“Para se enfrentar tumores jurídicos criados pelo nosso sistema socioeconômico, com o objetivo de fazer passar o falso pelo verdadeiro, o mal pelo bem, o vício pela virtude, o errado pelo certo, a Procuradoria da República poderia ter avançado mais, salvo melhor juízo”, defende em artigo Jacques Távora Alfonsin, procurador aposentado do estado do Rio Grande do Sul e membro da ONG Acesso, Cidadania e Direitos Humanos.
Crise política: não há disputa. Há uma composição
“Haverá um distanciamento cada vez maior das instituições políticas dos anseios da população com o fechamento do sistema político em si, o que soa trágico”, afirma o pesquisador. Dizer que a Agenda Brasil é uma proposta do Senador Renan Calheiros “não esconde o fato de existir uma aliança cada vez mais forte entre PT e PMDB, com protagonismo deste último em relação ao primeiro”, diz Marcelo Castañeda em entrevista à IHU On-Line.
O PT ou se renova ou se mediocriza de vez
Leonardo Boff – 16/08/2015 “…se o PT quiser se renovar como uma águia deve regressar ao seio do povo. Este lhe dará belos exemplos de luta, de trabalho, de inteireza ética e também duras lições. Essa imersão é salvadora e renovadora como foi para a águia o arder em fogo e o mergulhar nas águas frias. Só assim pôde se rejuvenescer. Para o PT isso não é uma metáfora mas um desafio”.
Os explicadores do Brasil
“Neste momento, no Brasil, os preços aumentam, o consumo diminui, mas será que isso é crise? O fato de alguns deixarem de viajar a Orlando com a família porque o dólar está alto é sinal de crise? É o que se diz na TV. Minha impressão é que os grandes meios de comunicação têm interesse em falar em ‘crise’.” Eduardo Hoornaert
Entidades rechaçam golpismo e cobram de Dilma agenda vencedora em 2014
Em encontro com centenas de representantes de movimentos sociais, Dilma é cobrada por retomada de projeto que defendeu nas eleições e afirma que “nunca mudou de lado”. Movimentos sociais gritaram palavras de ordem como “não vai ter golpe” e alertaram: “É pra nós que você deve governar” . Foto: Roberto Stuckert Filho