Crise política brasileira e os riscos da venezuelização
“Ou os movimentos sociais rompem com o governismo e deixam de ser correias de transmissão ou se deslegitimarão no próximo período”, adverte o sociólogo. Na pauta política desde o início da gestão do segundo mandato da presidente Dilma, a discussão sobre o impeachment mantém o país num clima de incertezas, mas se o desfecho da crise for por esse caminho, a tendência é gerar um “turbilhão de insegurança e imprevisibilidade”, deixando a sétima economia mundial “à deriva”, afirma Rudá Ricci em entrevista à IHU On-Line, concedida por e-mail.
‘Ao arrocho!’ E Dilma respondeu com a solidariedade
Dilma teimou e não cumpriu o script da Folha de cortar os gastos sociais. Ao criar uma CPMF para garantir a aposentadoria, resgatou o princípio da solidariedade “O editorial de domingo, levado à primeira página emparedava a Presidenta da República na disjuntiva do ultimato: anunciar um ‘arrocho sem precedente, ou renunciar’. Parecia coisa de horas.” O golpe avançava em cada linha do texto na marcha batida de uma articulação gordurosamente explícita, na melhor tradição democrática da Marcha com Deus pela Família e, depois, da faxina patriótica urdida pela OBAN.
“É contraditório cortar gastos e elevar juros numa economia em recessão”.
“Vejo a crise econômica se aprofundar devido à crise política que dificulta as iniciativas do governo em busca de uma saída para os problemas”, constata o economista. Entrevista especial Gentil Corazza 11/09/2015 – Imagem: Jornal GGN Uma série de fatores combinados explicam as causas da crise econômica brasileira, mas todos eles estão envolvidos num mesmo pano de fundo: a crise política, diz Gentil Corazza em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line.
Que os super-ricos paguem a conta ou como tirar a classe média da influência da direita
“Nos últimos anos, os bilionários brasileiros e seus cães de guarda na mídia perceberam que podiam conquistar o ressentimento da classe média para jogá-la contra os pobres, os nordestinos, os negros, tudo, enfim, que se aproximasse dos grupos sociais que fossem alvo de políticas compensatórias, de redistribuição.
Líderes de várias crenças se reúnem para superar intolerância religiosa
I Encontro “Fortaleza contra a intolerância religiosa” “Este momento simboliza paz, diálogo e reflexão. O intuito não é debater sobre as religiões, mas firmar um pacto coletivo, de respeito à prática religiosa, à liberdade de culto e a não seguir religiões. É um encontro que visa a promover a discussão e o pacto nas práticas de cidadania”, afirma Eunice Siebra, Coordenadora de Educação em Direitos Humanos de Fortaleza”
‘Pela primeira vez no Brasil, temos gente rica assustada’
Sócio majoritário do conglomerado Semco Partners e ex-professor de Harvard e do Massachusetts Institute of Technology (MIT), Ricardo Semler tornou-se um dos empresários brasileiros mais conhecidos no exterior nos anos 90 por aplicar em sua empresa princípios gerenciais que ficaram conhecidos como ‘democracia corporativa’.
Carf: maiores devedores contestam R$ 357 bilhões em dívidas com a União
“As investigações da Zelotes colocam sob suspeita mais de 70 empresários, companhias e entidades. Além da Mitsubishi, estão no foco da Polícia Federal, por exemplo, Petrobras, Embraer, Partido Progressista (PP) e instituições financeiras como Bradesco, Santander, Safra e Boston Negócios – cada um com seu grau de suspeita ou apenas com “elementos consideráveis de irregularidade”, destaca a PF.”
Grito dos Excluídos/as: “Que país é esse, que mata gente, que a mídia mente e nos consome?”
Que País é este…(o sentido do Grito dos/as Excluídos/as). “Vivemos um cenário de um País em crise política, sobretudo em crise ética, de princípios e valores humanos. “Um país que crianças elimina, que não ouve o clamor dos esquecidos, onde nunca os humildes são ouvidos. (…) Mas corruptos têm voz e vez e bis”, assim canta Zé Ramalho.”
As faces da ética
Os ricos do mundo sabem muito bem que democratizar a economia, o que significa aumentar a renda dos mais pobres, é decretar o fim de seus luxos e privilégios. … Onde impera a democracia capitalista, vigora a ditadura dos donos do dinheiro. Frei Betto – Adital – 31/08/201
Ministro considera esgotado modelo de desenvolvimento baseado na massificação do consumo
Mangabeira Unger participou de comissão geral no Plenário da Câmara nesta quinta-feira. – “Não basta regular a economia de mercado. Não basta atenuar as suas desigualdades por meio de políticas sociais retrospectivas ou compensatórias. É necessário democratizar a economia de mercado, para que mais gente tenha mais acesso a mais mercados, de mais maneiras. Essa é uma maneira de descrever o propósito da nova estratégia de desenvolvimento nacional.