Lava Jato testa limites da imunidade parlamentar e coloca STF sob pressão

 Rodolfo Borges – 08 de junho de 2016 Foto: Rodrigo Janot no STF. Carlos Humberto SCO/STF Depois de condenar 105 doleiros, operadores e dirigentes das maiores empresas do Brasil a penas que, somadas, ultrapassam 1.100 anos de prisão, a Operação Lava Jato avança com o mesmo vigor sobre a cúpula política do país. 

Golpe de Estado, no Brasil, entra para a História como farsa

 Daniel Garroux, Frederico Lyra, e Gabriel Zacarias 8/06/2016 –  “A tragédia foi o golpe de 1964, 20 anos de ditadura, centenas de mortos e milhares de torturados. Agora temos direito à farsa”, afirma o sociólogo Michael Löwy (foto abaixo) Diante do golpe de Estado, em curso no país, o sociólogo brasileiro Michael Löwy, radicado na França, alerta para o risco que corre a democracia com os novos golpes na América Latina e com a ascensão da extrema-direita na Europa. O pensador acredita que a esquerda deva se unir para barrar o golpe no Brasil, mas sem perder seus horizontes utópicos.

Furacão Lava Jato atinge partidos tradicionais a quatro meses da eleição

Talita Bedinelli- 06 de junho de 2016  Foto: Manifestantes em março, em Brasília “Renan, não sobra ninguém, Renan! Do Congresso, se sobrar cinco ou seis, é muito. Governador, nenhum”. A frase, dita pelo ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado em uma conversa gravada com o presidente do Senado, Renan Calheiros, pode até ser exagero. Mas poderia muito bem representar a percepção do brasileiro em relação ao sistema político atual.

Felicidade, privilégio para todos  

Entrevista com Zygmunt Bauman  – 04/06/de 2016  A epicúrea ausência de perturbações. A agostiniana “confirmação” de mérito e virtude. O benthamiano comprazimento do Eu na satisfação da necessidade do Outro. Até chegar ao reconhecimento civil e político de um direito humano, que a modernidade, não raramente, transformou em privilégio. Reportagem de Valeria Arnaldi, jornal Il Messaggero, 03-06-2016

Meu fio de esperança

Por Frei Betto – 31/05/2016 “Meu fio de esperança se prende aos movimentos sociais. Não são perfeitos. Neles há também oportunistas e corruptos. Mas estes são exceções. Porque a base da maioria dos movimentos é a gente pobre que luta com dificuldade para sobreviver. Essa gente costuma ser visceralmente ética. Não acumula, partilha. Não se entrega, resiste. Não se deixa derrotar, levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima.”

Zelotes: entenda a outra operação que está mexendo com as grandes empresas

– 0106/2016 – André Gomes de Melo Foto:Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos A operação Zelotes voltou a ganhar os holofotes na terça-feira com a notícia de que a Polícia Federal (PF) decidiu indiciar o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco Cappi, e mais nove pessoas por suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes para sonegação de imposto

Após invasão do MTST, governo recua e retoma Minha Casa, Minha Vida Entidades

Flávio Costa e Guilherme Azevedo  No mesmo dia em que militantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) protestaram e ocuparam a sede da Secretaria da Presidência de República em São Paulo, o governo federal recuou e anunciou que voltará a contratar moradias do programa Minha Casa, Minha Vida Entidades.

O golpe derrotará o Sertão nordestino?

  Roberto Malvezzi (Gogó)   30/05/2016 Fome, sede, migração e mortalidade infantil foram superadas com mobilização social, Bolsa Família, cisternas e infra-estrutura. Mas retrocessos ameaçam reconduzir ao ponto de miséria

A HISTÓRIA DA ÉTICA

Antônio Mesquita Galvão – 30/05/2016 Caro Professor Mesquita Galvão, Sou Mestrando em Filosofia em Florianópolis, e fui informado que você é especialista em Ética. Por essa razão, para subsidiar minha tese, solicito alguns dados sobre “História da Ética”.

As instituições estão funcionando

Marcelo Zero – 22 de Maio de 2016 Após o golpe, tudo volta ao normal. Tudo volta ao que manda a tradição. As instituições funcionam. O poder voltou a seus detentores tradicionais: homens brancos, ricos e conservadores. Homens de religiosidade rígida e moral flexível. Homens de contas suíças e política hondurenha, como manda a tradição. As mulheres voltam ao lar e os negros à senzala, como impõe a tradição.