Brasil, um grande e nebuloso vendedor de armas até para ditadores e Governos autoritários
País já é o terceiro em exportações de armas leves, mas não ratificou tratado que controla as vendas Gil Alessi –María Martín –SP/RJ 23/9/17 Foto: Pistolas da fabricante brasileira Taurus. Maurilio Cheli/SMCS O Brasil está no pódio. O país exportou, em 2014, ao menos 591 milhões de dólares em armas leves, tais como metralhadoras, pistolas, lança-foguetes portáteis, munições e outros, ficando atrás apenas dos Estados Unidos e da Itália. No entanto, entidades que monitoram o comércio global de armamentos veem poucos motivos para comemorar este inédito terceiro lugar – antes ficávamos atrás da Alemanha também.
Irma ou o fim da natureza
Slavoj Zizek – 20 Setembro 2017 “As recentes incertezas sobre o aquecimento global não assinalam que as coisas não são muito sérias, mas que são ainda mais caóticas do que pensávamos, e que os fatores naturais e sociais estão indissoluvelmente ligados”, escreve o filósofo esloveno Slavoj Zizek. Para este pensador, “não é somente a continuidade da História que está ameaçada hoje em dia, o que estamos presenciando é algo como o fim da própria Natureza. Os devastadores furacões, as secas e as inundações, para não falar do aquecimento global, não apontam que estamos sendo testemunhas de algo cujo único nome apropriado é ‘o fim da Natureza’?”
Ameaça ou “voz isolada”? Deputados dividem-se sobre general Mourão
O general não foi punido pelo comando do Exército José Antonio Lima e Miguel Martins – 21/09/ 17 – Foto: Pedro Ribas / ANPr / Divulgação À exceção de deputados de oposição, os parlamentares da Câmara têm preferido não repercutir as polêmicas declarações do general Antônio Hamilton Mourão. Enquanto a maioria dos congressistas da base aliada prefere manter-se em silêncio sobre o tema, o militar tem recebido apoio de colegas após garantir haver “planejamentos muito bem feitos” para uma possível solução do “problema político” em uma palestra na maçonaria, em Brasília. Reportagem é de José Antonio Lima e Miguel Martins, publicada:CartaCapital, 21-9
O lado obscuro do chocolate: a destruição das florestas da África
Giacomo Talignani – 18 Setembro 2017 Foto: sott.net/image Quando degustamos a nossa barra de chocolate, milhares de hectares de florestas africanas já desapareceram, matando animais e ecossistemas inteiros. Árvores pertencentes a parques nacionais e zonas que deviam ser protegidas tornaram-se vítimas do desmatamento, para deixar espaço para a indústria do cacau. A reportagem é de Giacomo Talignani, publicada no jornal La Repubblica, 14-09-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
General fala em intervenção se Justiça não agir contra corrupção
Rubens Valente – 18/09/2017 – Blog de Tavares/Foto: Reprodução Um general da ativa no Exército, Antonio Hamilton Mourão (foto) , secretário de economia e finanças da Força, afirmou, em palestra promovida pela maçonaria, em Brasília, na última sexta-feira (15), que seus “companheiros do Alto Comando do Exército” entendem que uma “intervenção militar” poderá ser adotada se o Judiciário “não solucionar o problema político”, em referência à corrupção de políticos. Rubens Valente, publicada por Portal Uol
Pecado de omissão da Igreja
Marcos Sassatelli 16 Setembro 2017 “Apesar do boicote silencioso de muitas Igrejas locais (Dioceses) – que é um grave pecado de omissão, do qual os responsáveis terão que prestar conta a Deus – o Grito dos Excluídos/as aconteceu no Brasil inteiro e alcançou seus objetivos”, escreve Marcos Sassatelli, frade dominicano, doutor em Filosofia (USP) e em Teologia Moral (Assunção – SP) e professor aposentado de Filosofia (UFG).
“Metade dos padres do Vaticano são gays”: Ele foi expulso
Krzysztof Charamsa foi expulso do Vaticano por ser homossexual e vem denunciando a homofobia no seio da Igreja Juan G. Bedoya – Madri, 9/9/17 Foto: o teólogo Krzysztof Charamsa, expulso do Vaticano depois de declarar abertamente sua homossexualidade. CarlesS Ribas O teólogo e filósofo Krzysztof Charamsa, polonês de nascimento e hoje residente em Barcelona com seu namorado catalão, ficou famoso sem querer quando há dois anos tornou público que é homossexual e que tinha um companheiro.
Guarani e Kaiowá: Pelo direito de viver no Tekoha
Em 2017, a Declaração da ONU sobre os Direitos dos Povos Indígenas completa 10 anos. Este marco relembra a importância dos povos indígenas na formação e riqueza da sociedade e como eles são ameaçados. ONU-Brasil, 14/9/17 – Foto: Onubrasil No Brasil, no ano de 1500, a população de indígenas era de 8 milhões; hoje, em 2017, eles são cerca de 900 mil. No Mato Grosso do Sul, centro-oeste do país, a situação territorial é dramática e provoca uma série de abusos de direitos humanos, que afetam principalmente os guarani e kaiowá. No Brasil, no ano de 1500, a população de indígenas era de 8 milhões; hoje, em 2017, eles são cerca de 900 mil. De norte a sul do país, os mais de 300 grupos indígenas convivem com perseguições, remoções e violações. A reportagem é publicada por ONU Brasil.
A família em risco: Brasília rejeita recomendação do Vaticano na ONU
Folha de São Paulo, 12/09/2017 Foto: Andreas Solaro/AFP -O papa Francisco: no discurso no Vaticano O Brasil rejeitou recomendação do Vaticano que pedia a proteção dos nascituros e da “família formada por marido e mulher”, parte da Revisão Periódica Universal do Conselho de Direitos Humanos da ONU. Em relatório divulgado nesta segunda-feira (11), o governo brasileiro reagiu às recomendações feitas por países membros da ONU em sua revisão sobre direitos humanos, realizada a cada quatro anos e meio. O país aceitou todas, exceto quatro das 246 recomendações.
Quadrilhas, pactos, prisões e caixas de dinheiro: a semana que não terminou
Expectativa sobre futuro do caso JBS, novas denúncias, decisão do Supremo e depoimento de Lula marcam momento brasileiro, em meio a reforma política e sensação de descrédito geral João Paulo Charleaux – 11/09/2017 Foto: José Cruz/Agência Brasil – 02.03.2016 – Rodrigo Janot participa de sessão no Supremo Tribunal Federal, em Brasília O presidente do Conselho Federal da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Claudio Lamachia, subscreveu uma nota divulgada na sexta-feira (8) na qual afirma que uma “sucessão de escândalos há três anos incorporou-se dramaticamente à rotina do país”, levando a um “quadro de degradação moral e institucional”.